Abertura da Colheita do arroz tem lançamento na Zona Sul do Estado

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) realizou nesta sexta-feira, dia 11 de outubro, em Pelotas (RS), o lançamento para a região Sul da 30º Abertura Oficial da Colheita do Arroz. A cerimônia ocorrida na Associação Rural de Pelotas durante a 93ª edição da Expofeira do município contou com a presença de autoridades e representantes de entidades apoiadoras e empresas patrocinadoras.

A expectativa para o evento, que ocorrerá de 12 a 14 de fevereiro de 2020 na Embrapa Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), com o tema “Intensificação para a Sustentabilidade”, é muito grande, de acordo com o vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes, lembrando que o evento é a maior abertura de grãos do país e que na edição passada, com o apoio dos produtores e da comunidade da região, além das empresas e entidades participantes, mais de 7 mil pessoas passaram pelo local em três dias de evento, oportunizando troca de informações e conhecimento. Destacou também as novidades para 2020, como irrigação por pivô e parcelas de integração lavoura-pecuária. “Entendemos que temos que sair da monocultura produzindo outros grãos como soja, milho e também investir em armazenagem, florestamento e pecuária para nos dar maior sustentabilidade no nosso agronegócio. Estaremos com as principais empresas que investem em tecnologias e com as instituições de pesquisa e ensino, todas elas com agendas positivas para que possamos nos manter dentro do nosso sistema produtivo”, observou..

Estiveram presentes ao lançamento da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, além dos presidentes da Associação Rural, Carolina Osório, e do Sindicato Rural do município, Fernando Rechsteiner, assim como o presidente do Irga, Guinter Frantz, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Clenio Pillon, o vice-presidente da Farsul, Fábio Avancini, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, Nilson Loeck, representando a Fetag/RS. O evento é uma realização da Federarroz com co-realização da Embrapa e apoio do Irga.

Inovação marca o início do plantio da área da Abertura da Colheita do Arroz

Foi iniciada nesta semana a semeadura da área que acolherá a 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, com o plantio da área principal e preparação de terrenos adjacentes. O evento acontecerá de 12 a 14 de fevereiro de 2020 na Estação Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), e trará como enfoque temas como intensificação e sustentabilidade, ao incentivar a busca da integração do arroz com a cultura de soja e com a pecuária.

Como no ano passado, a área vai ser dividida entre duas cultivares: a Irga 431 CL, do Instituto Riograndense do Arroz, e a BRS Pampa CL, produzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ao lado, haverá uma expansão do espaço reservado às pastagens para pecuária, e será feita a instalação de um pivô para irrigação do arroz. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, destaca que esta é uma grande inovação, pois o equipamento, que normalmente é utilizado nas lavouras de soja, será usado também para o arroz. “O evento é uma ótima oportunidade que os produtores têm de buscar informação, trocar experiências e acompanhar os lançamentos das empresas. Queremos mostrar que existem alternativas que trazem segurança e sustentabilidade para a cultura de arroz”, afirma.

Para o dirigente, o futuro passa por se explorar atividades que vão além da monocultura. “A alternância com a soja pode reduzir o custo de produção em 15%, e aumentar a produtividade na faixa de 10% a 20%”, ressalta, acrescentando que cada propriedade tem as suas características e, portanto, cada uma deve implantar o melhor sistema dentro das próprias capacidades. “Queremos que o produtor visualize oportunidades e caminhos”, reforça.

Conforme o coordenador do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) da Zona Sul, André Matos, além da área principal também serão semeadas nas próximas semanas as vitrines tecnológicas das empresas, que terão lavouras demonstrativas para compor o roteiro dos produtores que buscam informações e novidades no setor. “Destacamos nosso esforço em fazer uma Abertura ainda melhor e mais caprichada, que traga conhecimentos complementares e seja de utilidade ao produtor”, comenta. Matos destaca ainda a participação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que apresentará seus estudos e soluções para a cadeia arrozeira.

No próximo dia 11 de outubro, será realizado o lançamento da Abertura Oficial da Colheita do Arroz durante a Expofeira de Pelotas, a partir das 15h, na sede da Associação Rural de Pelotas, no parque Ildefonso Simões Lopes. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma promoção da Federarroz com co-realização da Embrapa e apoio do Irga. O evento possui o objetivo de desenvolver o setor orizícola, reunindo produtores, colaboradores, autoridades, entidades e empresas do agronegócio do arroz, com a finalidade de mostrar os avanços científicos e discutir a realidade socioeconômica do setor em nível nacional e internacional.

Foto: André Matos/Divulgação

Abertura da Colheita do Arroz é lançada com demandas para o setor

Lançada no início da tarde desta segunda-feira, 26 de agosto, a 30ª Abertura Oficial da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas, que ocorrerá na Estação Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, no Sul do Estado. O evento ocorrerá entre 12 e 14 de fevereiro de 2020. No vídeo de lançamento, a Federarroz destacou que 70% do arroz produzido no país é gaúcho. A atividade é responsável por 3% do ICMS gerado no Rio Grande do Sul. Dos 527 municípios gaúchos, 140 têm no arroz a principal atividade econômica. O arroz gera 20 mil empregos no Estado.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, destacou que o setor tem a segunda maior produtividade do mundo, atrás dos Estados Unidos. O dirigente chamou a atenção para dificuldades enfrentadas pelo setor como custos altos e produtividade baixa. “A área de colheita sofre uma redução estimada de 14% no país e de 7% no Rio Grande do Sul, com baixa de 9 mil para 6 mil o número de unidades produtivas”, salientou. No entanto, Velho ressaltou que, mesmo assim, o Estado seguirá como protagonista na produção do arroz brasileiro devido ao clima.

O governador Eduardo Leite afirmou estar ciente da importância da pauta da competitividade para o Rio Grande do Sul. Destacou a privatização de estatais e a reforma da previdência do Estado como algumas das medidas necessárias para transferir recursos do Estado para o setor produtivo. Deu como exemplo o déficit da previdência do Estado que contabiliza um rombo de R$ 12 bilhões por ano. Por isso, conclamou apoio às reformas e reiterou compromisso com a cadeia produtiva do arroz.

Durante o evento, o setor do arroz recebeu uma boa notícia. O Banco do Brasil vai lançar uma linha de crédito especial de financiamento para a próxima safra, a partir da semana que vem. A exemplo do que já ocorre com outras commodities, o produtor poderá registrar o arroz também em bolsa, no mercado futuro. Com isso, ele garantirá o preço projetado quando chegar a época da colheita. O Banco do Brasil garantirá a diferença, caso o preço na colheita for menor do que o projetado.

Também participaram da abertura do 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, entre outras autoridades, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (PMDB/RS) o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Guinter Frantz, o senador Luiz Carlos Henze (PP/RS), o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, e o chefe-geral da Emprapa Clima Temperado, Clenio Pillon.

Trigésima Abertura da Colheita do Arroz começa a ser preparada

Os preparativos para a 30ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz já estão em andamento. O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de fevereiro de 2020 na Estação Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), mesmo lugar de 2019. O tema para o próximo ano será “Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, Intensificação para Sustentabilidade”.

A organização é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Embrapa, contando com apoio institucional do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Conforme o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, esta edição será especial já que serão organizados eventos em razão da 30ª edição da abertura e dos 30 anos da entidade. Apesar das dificuldades históricas que parte significativa dos produtores de arroz do Estado vêm enfrentado, o evento vem se destacando no cenário da agricultura nacional, sendo reconhecida como a maior abertura de colheita de safras do país.

O dirigente reforça que o termo sustentabilidade está ligado a outros fatores que fazem os produtores enxergar que um sistema de produção cada vez mais com a soja e a pecuária é o que trará sustentabilidade para o negócio. “Esperamos trazer um número maior de informações e conhecimento para que os produtores tenham mais segurança na sua atividade e busquem alternativas de cultivo em terras baixas”, salienta, acrescentando que uma das novidades será na lavoura de soja, que contará com a irrigação por pivô.

Segundo a organização, a escolha do tema reflete o atual desafio do produtor rural de viabilizar a propriedade por meio da intensificação das atividades na busca da sustentabilidade plena, ambiental, social e principalmente econômica. Na edição deste ano a Abertura Oficial da Colheita do Arroz contou com cerca de 7 mil visitantes nos três dias de evento, além de 70 empresas e instituições participantes, com 34 vitrines tecnológicas e 44 caravanas presentes de diversos lugares do Sul do Brasil. Durante a Expointer, ocorrerá o lançamento oficial do evento na segunda-feira, 26 de agosto, às 12h30min, na Casa do Irga no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Abertura Oficial da Colheita do Arroz define data e local para 2020

A 30º edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, organizada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), já tem data e local definidos. Será de 12 a 14 de fevereiro de 2020 na Estação Terras Baixas, da Embrapa Clima Temprado, em Capão do Leão (RS), mesmo lugar do evento em 2019. O tema para o próximo ano será “Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, Intensificação para Sustentabilidade”.

A escolha do tema reflete o atual desafio do produtor rural de viabilizar a propriedade por meio da intensificação das atividades na busca da sustentabilidade plena, ambiental, social e principalmente econômica. Na edição deste ano a Abertura Oficial da Colheita do Arroz contou com cerca de 7 mil visitantes nos três dias de evento, além de 70 empresas e instituições participantes, com 34 vitrines tecnológicas e 44 caravanas presentes de diversos lugares do Sul do Brasil.

ONG arrecada mais de R$ 20 mil na Abertura da Colheita do Arroz

A ONG Semear, responsável pelo atendimento de 54 crianças em situação de vulnerabilidade em Capão do Leão (RS), arrecadou mais de R$ 20 mil por sua participação nos três dias da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorreu de 20 a 22 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas. A instituição ficou responsável pelo estacionamento onde arrecadou mais de R$ 5 mil em contribuições do público do evento. Além disso, o banco Sicredi doou R$ 15 mil de um fundo social para a ONG.

Com isto, conforme o coordenador do projeto social, Rafael Furtado Peres, a instituição vai investir em melhorias e conforto no atendimento para as crianças. Além disso, a verba já ajudou no pagamento do aluguel do espaço físico da ONG. “Agradecemos aos organizadores e diretoria da Federarroz por terem cedido o estacionamento para a ação solidária. Com este valor, a ONG vai comprar uma TV para as crianças, além de financiar uniformes e comprar uma porta de vidro para o estabelecimento. Quando inverno é frio e esta porta vai ajudar a aquecer o local. O estacionamento solidário foi muito importante para dar visibilidade para a nossa causa”, salienta.

A ONG Semear atende crianças em situação de vulnerabilidade social. Entre as atividades realizadas estão refeições para as crianças carentes, projetos de horta comunitária e de aulas de informática, de dança, de futebol, de artesanato, de taekwondo e de música. A ONG Semear funciona na rua Pedro Silveira Lopes, número 61, em Capão do Leão. Os interessados podem contribuir com doações podem entrar em contato através do telefone (53) 99936.6995.

Colheita do arroz no Rio Grande do Sul é aberta oficialmente

A busca por novas alternativas de renda e a necessidade de medidas governamentais que defendam a cadeia orizícola marcaram a Abertura Oficial da Colheita do Arroz nesta sexta-feira, 22 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). Autoridades e produtores rurais prestigiaram o desempenho das colheitadeiras John Deere, Massey Ferguson e New Holland na lavoura preparada para o evento. A cerimônia se encerrou com a tradicional “chuva de arroz”.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, destacou em seu discurso que o Rio Grande do Sul tem a segunda maior produtividade do mundo em áreas de mais de um milhão de hectares de arroz e, ao mesmo tempo, os piores preços e competitividade, assim como a menor renda. “O brasileiro se alimenta de forma muito barata, especialmente de arroz, na comparação com outros países, e quem está pagando isso é o produtor rural. E só se tem preço quando ocorre quebra de produção”, ressaltou.

Dornelles destacou também que o arrozeiro consegue fazer colheitas com muita competitividade, mas enfrenta um mercado extremamente nocivo aos produtores. Lembrou que é por isso que a Federarroz defende a reconversão de arroz para soja, milho e pecuária. “Apesar de tudo o arroz é responsável por mais de 2% da arrecadação de ICMS do Estado. Foi a primeira cultura a instalar a Nota Eletrônica. E, tenho certeza, que se reduzirmos a área e continuarmos sofrendo estas questões do Mercosul o u mesmo a guerra fiscal, quem sofrerá será a economia gaúcha através da sua arrecadação e pela menor circulação de dinheiro, principalmente na Metade Sul do Estado”, colocou.

O evento deste ano teve o objetivo de dar ao produtor a opção de que se, no próximo ano, verificar que não terá preço ou abundância de produção, poderá plantar uma outra cultura, tirando, assim, afirmou Dornelles, a previsibilidade do mercado que acabará ficando muito mais atento ao arrozeiros. “Diversificar não é somente sustentabilidade, é também mexer com o mercado que hoje está muito confortável porque sabe que o gaúcho entrega 8 milhões de toneladas de arroz, embora, infelizmente esse ano não seja o caso em função de quebra de safra aliada a uma redução de área, e todo esse contexto levou a um grande endividamento que superou a R$ 2,5 bilhões”, ressaltou.

O presidente da Federarroz salientou, ainda, que no momento em que os Estados estão querendo eliminar a Lei Kandir para arrecadar mais, existem alguns governos estaduais dando incentivos fiscais para o arroz importado. “Hoje o Rio Grande do Sul é o maior fornecedor de arroz para todo o Brasil e para vender a uma indústria de fora do Estado, tem que pagar o maior nível de ICMS, portanto é estruturante que se possa escoar esse arroz através de uma tributação favorável, observou, destacando que há neste governo uma mudança de postura e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está tratando pessoalmente de vários assuntos que interessam ao setor orizícola.

Endividamento, rentabilidade e crédito foram alguns dos assuntos destacados pelo secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio. Ele lembrou da disponibilização pelo Banco do Brasil de uma linha de crédito de R$ 500 milhões com juros de 8,5% ao ano para apoiar a estocagem. Em relação à questão do arroz importado, Sampaio enfatizou que o governo não pode impor restrição à compra do cereal do Mercosul.

O secretário disse, ainda, que na próxima terça-feira, dia 26, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, convocou uma reunião com objetivo de definir ações que possam melhorar a integração entre os diferentes representantes da cadeia orizícola. Além disso, o governo aguarda para segunda-feira, dia 25, uma resposta sobre negociação para a abertura do mercado para o México.

Sampaio destacou que na última quinta-feira foi realizada, no Rio Grande do Sul, uma reunião com parlamentares. Um estudo pode originar a criação de um fundo de aval compartilhado para melhorar a condição de refinanciamento de dívidas. “Estamos trabalhando para definir soluções estruturantes fazendo o máximo para atender o maior número de produtores”, disse.

Por fim, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou três pautas prioritárias do setor arrozeiro. Sobre a modernização do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), disse saber da demanda por um trabalho técnico e responsável do órgão e que reconhece que as taxas que compõem a remuneração do instituto podem ser canalizadas cada vez mais para a pesquisa no arroz. “Infelizmente, boa parte desses recursos é drenada para sustentar o déficit existente no governo. A medida da ampliação da capacidade de investimento, com as taxas que compõem o orçamento, vem da nossa ação de reestruturação do Estado para que se torne menos dependente de recursos”, destacou.

Sobre o Porto de Rio Grande, segunda pauta do setor arrozeiro, Leite salientou que a logística não deve ser entrave, mas ser sim a grande oportunidade de escoamento da produção. “Sabemos da necessidade de novas áreas destinadas para garantir o escoamento da produção do arroz e também pela logística”, afirmou

Já sobre a questão dos tributos, o governador do Rio Grande do Sul se comprometeu a trabalhar conjuntamente com os setores para viabilizar as condições de melhor competir no mercado, agregando valor e assim viabilizar mais e melhores condições de produtividade. “Precisamos gerar mais renda, esta que gera capacidade de arrecadação, na medida em que esse setor contribui fundamentalmente nesta arrecadação do Estado”, ponderou.

A cerimônia também contou com a participação de representantes do setor como o chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, do vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Nestor Bonfanti, do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, do secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e do presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, além de outras autoridades políticas e representantes do setor agropecuário.

A 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz apresentou o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento contou com patrocínio do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz.

Emoção e reverências marcam homenagens na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Em um dos pontos altos da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, as homenagens aos representantes do setor realizada na noite desta quinta-feira, 21 de fevereiro, foi carregada de emoção. Os agraciados receberam a pá do arroz, símbolo do trabalho do orizicultor, na cerimônia realizada na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). Esta edição foi comemorativa aos 30 anos da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que serão completados em setembro deste ano.

Em seu discurso, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, ressaltou que as homenagens deste ano foram para nomes que se destacaram pelas soluções e alternativas em momentos de crise, assim trazendo exemplos para os produtores de todo o Rio Grande do Sul. “Todas as pessoas aqui lembradas foram pensadas uma a uma como fazemos todo o ano e que nos levou a entregar este instrumento que usamos no nosso trabalho e que é um instrumento caro nas nossas vidas”, observou.

Na ocasião também foi lançado um livro de receitas de arroz e farinha do arroz, típicas do litoral norte gaúcho. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Confira os homenageados

Lavoura Nota 10 – Carlos Alberto Prestes Iribarrem
Lavoura Pioneira – Werner Arns
Homenagem Especial – João Antônio Rosa da Luz
Homenagem Especial – Miguel Guedes
Homenagem Especial – Eder Leomar dos Santos
Técnico Estadual – André Matos Barros
Técnico Federal – Júlio José Centeno da Silva
Inovação – Indústria Bastiani
Competitividade – Frederico Bergamaschi Costa
Mercado Externo – Pércio Machado Greco
Amigo da Lavoura – João Alberto Dutra Silveira
Pioneirismo – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (UfPel)
Homenagem Especial – Covatti Filho

Fórum Mercadológico discute lavoura orizícola na Abertura Oficial da Colheita

A 29ª Abertura Oficial do Arroz, que está sendo realizada na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS), apresentou nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, o já tradicional Fórum Mercadológico. Os painéis abordaram temas do setor orizícola como tecnologia, comercialização e gestão.

O que o agronegócio tem a ver com as novas tecnologias? Essa foi a provocação que o engenheiro agrônomo Donário Lopes de Almeida fez aos produtores ao apresentar o painel “Agricultura 4.0 e os impactos da digitalização no campo”. O palestrante defendeu que as mudanças no setor, sejam de oportunidades ou de riscos, estão ocorrendo de forma muito rápida e são cada vez mais complexas. “No passado não havia inteligência na comunicação. Hoje, as produtividades são monitoradas e os melhores resultados podem ser replicados”, avaliou.

Conforme o último levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o mercado nacional de arroz enfrentará uma quebra de 11,3% na produção com uma redução de 7% na área. Os números foram discutidos no painel “Panorama do novo período comercial”, apresentado pelo economista Sérgio Santos. Nesse contexto, um dos fatores que mais contribuiu para a situação desfavorável foi o excesso de chuva na região da Fronteira-Oeste gaúcha. “A expectativa é de que haja uma amplitude de preços na safra 2018/2019”, disse.

O economista salientou que, entre os fatores de alta do arroz, podem ser citados a redução dos estoques de passagem, o ajuste da oferta e da demanda interna, a projeção de aumento da demanda mundial e a baixa produtividade nacional. De acordo com Santos, os pontos negativos são o endividamento dos produtores e a concorrência do Mercosul.

Há informações sobre a indústria que a própria indústria desconhecia. A análise foi apresentada por Tiago Barata, diretor executivo do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz). O economista informou que, nos últimos dez anos, 77 indústrias deixaram de operar no Estado. “As diferenças competitivas impostas à indústria de arroz gaúcha em relação a lugares de fora têm prejudicado o setor”, afirmou.

Com o aumento do custo de produção, as empresas também são prejudicadas. Barata cita itens como matéria-prima, frete, energia elétrica e cabotagem. “As indústrias estão escoando o produto pelo porto de Santa Catarina, porque é mais barato”, destacou. Além disso, o economista afirmou que um dos principais gargalos do setor é a diminuição do consumo, que caiu 17% nos últimos anos. “O consumidor moderno tem novas exigências em relação ao arroz. A indústria não está sabendo se adequar, disse.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, manifestou preocupação com o fato de que todos os países do Mercosul, com exceção do Paraguai, estão diminuindo área e produção. “O Brasil reduziu em todos os Estados, com exceção da Amazônia”, avaliou. Com 2% da área colhida no Rio Grande do Sul, Dornelles lembrou que as perdas nas lavouras gaúchas foram comprometidas pela chuva e luminosidade.

A terceira palestra foi ministrada pelo economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio Da Luz, trazendo para debate a temática: “Crédito Rural no Brasil: está na hora de revê-lo”. O especialista discutiu pela primeira vez abertamente sobre um certo descontentamento por parte dos produtores rurais com a situação atual. “O crédito está cada vez mais caro, e cada vez temos menos recursos para o crédito rural em que pesem os anúncios, o governo anuncia valores cada vez maiores e os recursos menores”, observou.

Segundo o especialista, o formato atual do sistema de financiamento vem expulsando milhares de produtores todo ano do crédito rural. Da Luz conta que nos últimos quatro anos mais de 300 mil produtores deixaram de ter acesso ao crédito, agricultores estes que precisaram utilizar outras alternativas para se manter na atuação. “Ou seja, o sistema do jeito que está, não está bem. Este sistema que por muitos anos funcionou muito bem, vem dando sinais claros de esgotamento nos últimos anos”, avaliou.

O economista-chefe da Farsul afirma ainda que, diante desta realidade, é importante pensar e discutir outras alternativas, visto que, com a mudança de governo, e este entende que é uma discussão oportuna, cabe aos produtores e técnicos propor essa discussão para estudar o que está acontecendo e como podem ser as coisas para o bem do produtor. “Esta discussão está atrelada a outro fator que é o subsídio e as perdas dos subsídios ao agro e ao produtor. Quem afinal o governo está subsidiando? E se o objetivo do subsídio é o agricultor, será que está chegando nele? E se não está, como fazer para isso acontecer?”, questiona.

Da Luz finaliza dizendo que este é um problema da classe, que possui um sistema de financiamento que tem gerado um endividamento enorme. “Resolver endividamento pelo endividamento não resolve a causa, resolve só a consequência”, conclui.

No término do Fórum Mercadológico, o ex-jogador de futebol, Paulo César Tinga, deu uma palestra sobre “Gestão Dinâmica no Campo”. O atleta comparou as experiências de vida com o atual cenário do setor orizícola gaúcho. Tinga afirmou que estas turbulências exigem que o produtor se reinvente para atingir os resultados e ter prazer pela solução e não pelo problema.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Estudantes e produtores se organizam em caravanas para a Abertura da Colheita

Mais de 40 caravanas se programaram para participar da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). Os produtores e colaboradores de propriedades de diversos pontos do Sul do Brasil aproveitam o momento para conhecer as novidades, além de trocar experiências e informações com técnicos e demais orizicultores.

Paulo Marsiaj prestigiou nesta quinta-feira as vitrines tecnológicas. O engenheiro agrônomo e mestre em zootecnia planta 300 hectares de arroz e arrenda espaço para a soja no município de Arambaré, na região Sul do Estado. “É sempre bom estar conectado com produtores que são de outra região, mas também enfrentam as mesmas dificuldades que a gente”, afirma o agrônomo.

Marsiaj destaca que o cenário do arroz, hoje, é ruim para o produtor e defende a diversificação. Para ele, o ideal é fazer rotação com o arroz, o milho e a pecuária. “Mesmo em período de verão, temos sempre que ter algum campo nativo produzindo carne e, assim, mostrando que a nossa região é produtiva e pode ser mais ainda, só agregando um pouco mais de conhecimento”, avalia o engenheiro.

Conforme o coordenador das caravanas no evento, Luiz Antônio Valente, o sucesso desta edição veio pelo trabalho conjunto da Federarroz, Embrapa e Irga em mobilizar não só os produtores, mas também os colaboradores. Cita que diversas associações de arrozeiros colocaram até quatro ônibus disponíveis para trazer os produtores ao evento. Além disso, universidades também trouxeram estudantes. “Este é um dos melhores números que tivemos em uma Abertura da Colheita, mesmo com todas as dificuldades que o produtor está passando. Tivemos uma grande resposta da comunidade arrozeira em se fazer presente”, destaca.

Este ano, as caravanas ao chegarem no evento se deparam com uma novidade. Os guias durante o roteiro das vitrines tecnológicas são os próprios estudantes da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, da Universidade Federal de Pelotas (UfPel), localizada ao lado do evento e que celebrou no último ano seus 135 anos de história. Segundo o professor da área de sementes do departamento de fitotecnia da faculdade, Luis Eduardo Panozzo, o enfoque em aproximar os alunos com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), viabilizou a parceria entre as instituições que resultou em integrar os estudantes de agronomia como parte da organização, como guias dos produtores e visitantes. “Ao total, foram selecionados 29 alunos escolhidos a partir do interesse e indicação”, comenta.

Segundo Panozzo, esse contato dos alunos com os dois pilares mais importantes da área em formação, o produtor e as empresas do ramo, é muito importante. “Essa oportunidade da Abertura Oficial da Colheita do Arroz ser realizada em casa é fantástica, pois proporciona a eles networking, agregar a teoria à prática para aproximar cada vez mais a realidade da futura profissão, despertando neles possíveis oportunidades de estágios”, salienta. Ele conta que a ideia é fortalecer ainda mais essa parceria, agregando o grupo de professores de forma coesa e diversificada para que a Faem seja cada vez mais reconhecida.

O aluno do 8º semestre de Agronomia, José Otomar de Souza Aguilhera, relata que fazer parte dessa experiência é muito importante pelo contato com o público e em poder expandir conhecimento técnico. ”Poder representar o nome da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel em um evento como este de grande proporção no setor orizícola é uma grande honra”, conta.

Representando as mulheres na área de Agronomia, a aluna do 6º semestre, Cecília Dachery, considera muito edificante essa experiência proporcionada pela parceria das entidades, principalmente por entrar em contato com o funcionamento das lavouras de arroz, soja e milho e aprender de perto sobre forrageiras. “Considero uma experiência diferente, mais humanizada, além de profissional através do contato direto com a realidade dos produtores visitantes”, afirma.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.