Tecnologia ganha destaque na Abertura da Colheita do Arroz

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz 2019 vai ter como destaque a inovação tecnológica com o objetivo de buscar alternativas que ajudem ao produtor a obter maior produtividade em suas lavouras. A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) destaca o trabalho desenvolvido na preparação deste que é o maior evento da América Latina, em busca de mais informação e alternativas para o setor. Um dos objetivos é unir o setor em busca de soluções. O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, afirma que será o momento de colher inovação, tecnologia, diversificação e informação.

Entre as novidades a serem apresentadas nesta edição dentro das Vitrines Tecnológicas, estarão produtos desenvolvidos pela Embrapa e Instituto Riograndense do Arroz (Irga). O coordenador regional do Irga na Zona Sul, André Matos, junto com a equipe de extensionistas da instituição, está ajudando na organização do evento, e afirma que as Vitrines estão muito bem conduzidas. Informa que as de arroz já estão em estágio de diferenciação da panícula, estrutura que abriga as flores e posteriormente as espiguetas, e as de soja encontram-se todas semeadas e em pleno desenvolvimento. Lembra que o clima tem ajudado. “Estamos efetuando irrigação tanto no arroz como na soja, e com certeza apresentaremos vitrines excepcionais para os visitantes de toda a América Latina que irão participar da Abertura da Colheita do Arroz”, enfatiza.

Conforme o pesquisador da Embrapa, Giovani Theisen, como o tema será diversificação de culturas, foi criado um espaço adicional com tecnologias voltadas à integração lavoura-pecuária, onde serão mostradas uma coleção com nove diferentes espécies forrageiras de verão para os produtores que têm integração lavoura-pecuária ou atividade leiteira ou somente pecuária de corte. “São duas cultivares de capim elefante e outras forrageiras da classe dos panicuns. Um dos destaques é a BRS Estribo, que é um tipo de capim-sudão, que tem um período de pastejo bem superior ao milheto comum. Neste espaço será possível acompanhar o manejo de animais nestes tipos de forrageiras”, informa.

Theisen fala ainda que na parte do arroz serão mostradas as cultivares BRS Pampa CL, a Pampeira, e a BRS 701, que são os últimos materiais lançados pela Embrapa. Ressalta que também será apresentada uma cultivar de soja, a BRS 6203 RR, de ciclo médio e com uma boa capacidade produtiva. “Ainda dentro deste espaço da Embrapa, estaremos mostrando uma técnica de drenagem de solo com camaleões largos que possibilita fazer plantio direto naquelas áreas onde não entra o arroz, geralmente em áreas baixas que ficam encharcadas’, explica.

A 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorrerá de 20 a 22 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga, correalização da Embrapa e é uma realização é da Federarroz.

Abertura da Colheita do arroz tem lançamento na Zona Sul do Estado

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) realizou na quarta-feira, dia 10 de outubro, em Pelotas (RS), o lançamento para a região Sul, da 29º Abertura Oficial da Colheita do Arroz. A cerimônia ocorrida na Associação Rural de Pelotas durante a 92ª edição da Expofeira do município contou com a presença de autoridades e representantes de entidades apoiadoras e empresas patrocinadoras.

A expectativa para o evento, que ocorrerá de 20 a 22 de fevereiro de 2019 na Embrapa Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), com o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”, é muito grande, de acordo com o vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho. Ele salientou que o evento busca cada vez mais apresentar tecnologias e maneiras de alcançar uma lavoura mais forte e produtiva com um custo menor. “Hoje, a forma de o produtor de arroz diminuir custos e aumentar a produtividade é pensar em outras culturas, agregando a soja e também a pecuária”, observou.

Velho destacou que a Abertura da Colheita do Arroz é o maior evento da cultura na América Latina. “A troca de experiências proporcionada é muito grande com a presença de produtores de cerca de dez Estados brasileiros, cinco países e uma visitação média nos três dias do evento de 5 mil pessoas. Por isso a escolha por Pelotas e Capão do Leão é muito importante pela tradição neste mercado”, afirmou.

Na programação constam 33 vitrines tecnológicas que fazem parte de um roteiro técnico a ser feito durante as três manhãs do evento, além dos Fóruns Técnico e Mercadológico. Velho também ressaltou a tradicional distinção com a Pá de Arroz que será entregue a 13 personalidades de destaque no cenário da orizicultura.

O vice-presidente da Federarroz abordou ainda a pauta já definida pelo setor que será negociada com o próximo governador do Estado. Garantiu que os produtores de arroz não abrirão mão de questões fundamentais para o sucesso da lavoura. Velho citou o fortalecimento do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), defendendo o repasse da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) para os produtores.

O dirigente também citou a importância em modernizar o Porto de Rio Grande por onde é feita a exportação do cereal, a qual regula todo o mercado. “Atualmente o Porto possui um sistema de carregamento arcaico, o que acaba onerando o produtor”, afirmou Velho, lembrando ainda a necessidade do desconto temporário do ICMS. “Esta necessidade foi comprovada na audiência pública realizada em Porto Alegre (RS) por meio de um estudo elaborado pela Farsul. As entidades estão alinhadas e não irão abrir mão de defender a lavoura de arroz”, concluiu.

Estiveram presentes ao lançamento da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz os prefeitos de Pelotas, Paula Mascarenhas, e de Capão do Leão, Mauro Nolasco, além dos presidentes da Associação Rural, Carolina Osório, e do Sindicato Rural do município, Fernando Rechsteiner, assim com o presidente do Irga, Guinter Frantz. Também participaram o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, Jair Nachtigal, e o diretor da Farsul, Francisco Schardong. O evento é uma realização da Federarroz com co-realização da Embrapa.

Iniciado plantio de área da Abertura da Colheita do Arroz

Na última semana de setembro foi iniciada a semeadura da área que acolherá a 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento, que vai acontecer de 20 a 22 de fevereiro de 2019 na estação da Embrapa Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), próxima a Pelotas, teve o trabalho de plantio realizado na sexta-feira, 21 de setembro. Além disso, empresas participantes das vitrines tecnológicas implantaram suas lavouras demonstrativas que irão compor o roteiro dos produtores que buscam informações e tecnologias no setor.

Conforme o coordenador do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) da Zona Sul, André Matos, foi dado início ao trabalho na lavoura principal com parte da mesma sendo com a cultivar Irga 431 CL, lançamento desta safra. “Também foram semeadas as vitrines das empresas Syngenta, Delta Plastics, Bayer, FMC e Koch. Além disso instalamos as áreas demonstrativas do Irga com as cultivares Irga 424 RI e Irga 431 CL. A previsão é concluir no início do mês de outubro as áreas de arroz com o restante da lavoura principal utilizando a cultivar Pampa CL, vitrines da Embrapa, Basf, Ricetec e Ihara”, destaca.

Matos reforça também que as áreas de soja, milho e pastagens também serão instaladas em outubro e se encontram em fase final de preparo do solo. Serão 33 vitrines com a participação das principais instituições de pesquisa do setor, como Irga e Embrapa, e participação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), além de 12 diferentes empresas das áreas de fertilidade, sementes, defensivos e irrigação confirmadas até o momento, que demonstrarão as suas soluções para altas produtividades.

No dia 10 de outubro será realizado o lançamento da Abertura Oficial da Colheita do Arroz durante a Expofeira de Pelotas, a partir das 16h, na sede da Associação Rural de Pelotas, no parque Ildefonso Simões Lopes. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma promoção da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), com co-realização da Embrapa.

Diversificação será pauta da Abertura Oficial da Colheita do Arroz

O lançamento oficial da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz foi realizado dia 27 de agosto, no espaço do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), na Expointer, em Esteio (RS). Em 2019, o evento ocorre de 20 a 22 de fevereiro, na Embrapa Terras Baixas, em Capão do Leão (RS). O município integra a região da zona sul gaúcha, onde são cultivados 170 mil hectares de arroz. O evento contou com a presença de representantes de entidades como Irga, Farsul, Fetag e Embrapa.

O evento, que comemora os 30 anos da Federação dos Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), apresentará como destaque das temáticas “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. Com 33 vitrines tecnológicas, os orizicultores terão a oportunidade de obter informações como melhoria de produtividade e racionalização de custos na propriedade. A tradicional distinção com a Pá de Arroz será entregue a 13 personalidades de destaque no cenário da orizicultura.

O vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destacou que a cultura do arroz representa 2% do ICMs e da qual dependem mais de 130 municípios. Nesse sentido, o dirigente defendeu a manutenção do Irga, o repasse da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) e a valorização dos técnicos da instituição. Alexandre Velho acredita que haverá uma redução de 10% na área da lavoura orizícola no Rio Grande do Sul. Para ele, a próxima safra deve ficar entre 7,5 e 8 milhões de toneladas.

Em relação ao ICMS, Velho afirma que a guerra fiscal aumenta a importação do Mercosul. “Deixamos de vender para outros Estados e esse espaço, que era para ser do Rio Grande do Sul, acaba sendo ocupado por outros e pelo Mercosul”, destacou. Na questão da renegociação das dívidas agrícolas, O dirigente disse que cada produtor deve procurar a sua agência bancária. “Essa remuneração do BNDES envolve uma taxa maior e pode ocasionar um problema ainda mais grave”, destacou. O vice-presidente da Federarroz ainda reivindicou uma igualdade de competitividade em relação às leis ambientais. “Existe uma cobrança muito grande em relação às investigações de produtos”, avaliou. “Os lavoureiros importam produtos que não temos autorização para usar aqui no Brasil.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma realização da Federarroz com apoio da Embrapa e do Irga.

Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem data e local definidos

Os trabalhos para a 29ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz já estão em andamento. O evento, organizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), vai ocorrer de 20 a 22 de fevereiro de 2019 na sede da Embrapa Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), próxima à Pelotas, e terá como tema “Matriz Produtiva – Atividade Diversificada, Renda Ampliada”, que vai discutir as oportunidades e cenários para a cultura do arroz e alternativas para aumentar a rentabilidade da lavoura.

Conforme o vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a escolha do local para a próxima edição passou por uma pesquisa com as empresas que tradicionalmente participam do evento. Informa também que a organização já está realizando melhorias no local. “A área da Embrapa já foi sistematizada e já foi colocado calcário para correção do solo. Estamos trabalhando fortemente na questão de estrutura e drenagem, além das melhorias do local. Pretendemos fazer um grande evento durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz”, ressalta.

Para o chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clenio Pillon, este é um dos principais eventos para a cadeia do arroz e será uma oportunidade de demonstrar o trabalho realizado pela entidade. “Esta Abertura da Colheita permite a abertura de um espaço institucional muito grande para quem sedia e acolhe o evento. É importante esta aproximação com os produtores e as lideranças do setor para que possamos cada vez mais mostrar o que fazemos em prol da sustentabilidade do setor arrozeiro, que é fundamental para a economia gaúcha”, observa.

A implantação das lavouras para o evento estão sendo feitas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Conforme o coordenador Regional do Irga na Zona Sul, André Matos, o trabalho seguirá um planejamento de implantação das culturas do arroz e da soja. “Iniciamos o preparo no mês de abril. A área se encontra com correção realizada e esperando a semeadura das vitrines tecnológicas que se iniciam no mês de setembro com o arroz e depois com a soja planejada para outubro”, explica.

O evento deve reunir as principais empresas e entidades do setor agropecuário brasileiro, trazendo inovações e tecnologias para a lavoura arrozeira, além de soja, milho e pastagens que estarão a mostra nas tradicionais vitrines tecnológicas. No próximo dia 4 de julho uma reunião entre as empresas participantes do espaço será realizada para apresentar o local e o planejamento da Abertura Oficial da Colheita do Arroz.

Mercosul e ICMS marcam discursos na Abertura da Colheita do Arroz

Com a busca de alternativas para o contexto econômico do setor orizícola e a solicitação de medidas de apoio público, foi aberta oficialmente nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha (RS), a colheita do arroz. Autoridades e produtores rurais prestigiaram o desempenho de quatro colheitadeiras na lavoura preparada para o evento. A cerimônia se encerrou com a tradicional “chuva de arroz”, onde os produtores comemoram os resultados do processo produtivo.

O presidente da Federação de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, enfatizou que faltam recursos para promover comercialmente o arroz gaúcho e torná-lo competitivo em relação aos outros estados. “É mais complexo que somente custo de produção”, avaliou, fazendo um apelo ao governador José Ivo Sartori para a redução do ICMS e da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO). Dornelles também criticou a fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura e solicitou o auxílio do órgão nesta questão. “Estamos passando por uma injustiça social e econômica. A gente acaba por se emocionar quando a colheitadeira passa, mas estamos celebrando sem nenhuma festa”, finalizou.

O governador demonstrou disposição em avaliar uma eventual diminuição de imposto. “Tenho acompanhado as dificuldades do setor arrozeiro, sabemos que os produtores enfrentam falta de renda e que a safra de 2017 será menor. Vamos ver o que é possível propiciar em relação ao ICMS, e precisamos rediscutir as regras do Mercosul para que os agricultores não sofram ainda mais prejuízos”, disse. Nesse sentido, o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, propôs a união do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para conquistar condições de competitividade. “Não podemos admitir que produtores de arroz, de trigo e de leite paguem a conta. Quando o produtor não tem renda, não compra máquina, não renova e atinge a economia dos municípios, do Estado e do país”, salientou.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, destacou que, apesar do momento difícil pela qual se encontra o Brasil, o órgão avançou em temas como a regularização do seguro, o preço mínimo do arroz e do trigo e o primeiro leilão de PEP e Pepro, embora ainda precise evoluir no orçamento. O secretário ressaltou que pretende encaminhar ao Ministério da Fazenda o alongamento do custeio. “As parcelas que foram renegociadas ano passado e estão vencendo agora precisam ser consolidadas pela equipe econômica e pelo voto do Conselho Monetário Nacional”, explicou. Ele afirmou estar disponível para discutir a política de preços mínimos. “Tragam os custos, vamos abri-los, se o governo federal estiver errado, faremos o enfrentamento, mas tem de ser de forma clara. Nós também vamos fazer o dever de casa”, assegurou.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) Carlos Sperotto, falecido em dezembro do ano passado, foi homenageado no início da cerimônia. Em nome da família do líder ruralista, a esposa Mariana Geiss e os filhos Marlova, Alexandre e Carlos Eduardo Sperotto receberam da Federarroz a tradicional Pá de Arroz. A ferramenta é entregue àqueles que contribuíram para o setor.

A cerimônia também contou com a participação de representantes do setor como o presidente do Irga, Guinter Frantz, do diretor da Comissão de Arroz da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong e do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) Carlos Joel da Silva.

A 28ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz foi organizada pela Federarroz, com o apoio do Irga, e é a quarta vez que o evento é realizado na Estação Experimental do Arroz do Instituto, em Cachoeirinha (RS).

Produtores e especialistas movimentam Vitrines Tecnológicas

O bom tempo contribuiu para o aumento de visitações às Vitrines Tecnológicas no segundo dia da 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha (RS). No roteiro, que dura cerca de uma hora, produtores, estudantes e profissionais de agronomia podem acompanhar de perto os principais produtos, técnicas de cultivo e resultados de pesquisas na área de orizicultura.

Com o objetivo de disseminar boas práticas de manejo durante todo o processo de cultivo do grão, empresas e instituições aproveitaram para trocar informações com pessoas vindas de várias regiões do Estado. “Temos de fazer o básico com eficiência”, enfatizou o engenheiro agrônomo Luciano Carmona, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). “Não existe mais lavoura de baixa tecnologia, precisamos de produtividade para nos mantermos no mercado, e isso quer dizer comprar os insumos certos, fazer um manejo correto”, complementou.

Na mesma exposição, o engenheiro Pablo Badinelli, também do Irga, deu dicas para os produtores que utilizam soja em rotação com arroz. “Para o cultivo da soja, há dois aspectos fundamentais: um é conhecer bem o terreno e a limitação de drenagem. Outro é plantar na época certa. Plantem cedo, aproveitem a irradiação”, sugeriu, acrescentando que existem inclusive benefícios econômicos, ao reduzir a incidência de pragas, como o percevejo. “A soja plantada em outubro não será tão afetada, enquanto a de dezembro passará todo o ciclo sob pressão de pragas e doenças”, alertou.

Já a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou quatro variedades de arroz irrigado, de ciclos médios e curtos, desenvolvidas para terem um controle eficaz de plantas daninhas. A mais recente é a BRS A701 CL, que vem sendo utilizada na fronteira oeste do Estado, região afetada especialmente pelo arroz-vermelho. Para o fitopatologista Cley Donizetti Nunes, o processo para se lançar um novo produto leva de 8 a 12 anos, entre verificação da demanda, pesquisa e seleção dos melhores materiais. “A indústria está continuamente testando, mas é rigorosa nos critérios”, reforçou. “O BRS Pampeiro, por exemplo, está tendo boa aceitação, em função de resultados culinários”.

A abordagem foi aprovada pelos produtores presentes. “A parte final do roteiro é a mais interessante, pois traz conhecimento prático”, avalia o produtor César Casarin, de Mostardas (RS). “Em futuras edições, isso pode ser ainda melhor explorado”, sugeriu, acrescentando que os dados são de utilidade aplicável no dia-a-dia. Já o produtor Lucas Martins Machado, de Arroio do Sal (RS), ressaltou a organização. “Gostei, foi tranquilo e bem montado”, avaliou.

Homenageados recebem distinção do setor arrozeiro gaúcho

Em uma concorrida cerimônia no início da noite desta quinta-feira, 22 de fevereiro, no auditório principal da Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha (RS), a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) entregou homenagem aos nomes que contribuíram ao longo do último ano com o setor orizícola gaúcho. O ato fez parte da 28ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que está sendo realizada no município.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, destacou em seu discurso cada um dos homenageados e a sua importância para o setor arrozeiro. O dirigente reforçou o empenho de cada um dos nomes que recebeu a distinção na noite. “São escolhas sinceras que o setor percebeu durante o ano o destaque de cada um, sejam elas discretas ou não, pela importância e pela dedicação e até a sinceridade pelo que se envolveu com os arrozeiros e este produto que somos tão orgulhosos de produzir”, ressalta.

A noite também foi do lançamento do livro “Cenário do Arroz – 110 anos da Lavoura Arrozeira em Alegrete”, de realização da Associação dos Arrozeiros de Alegrete e coordenado pelo jornalista Nilson Gomes. Também ocorreu a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Federarroz, Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Ministério do Desenvolvimento Social com o objetivo de implementar atividades conjuntas para a realização de de programas de incentivo da produção e consumo de arroz e seus derivados.

Confira os homenageados

Pioneiro do Arroz: Luiz Osório Rechsteiner Filho – Produtor em Pelotas (RS)
Lavoura Nota 10: Jair Leandro Buske – Produtor em Agudo (RS)
Amigo Arrozeiro: Alceu Moreira – deputado Federal (MDB/RS)
Mercado Interno: Ariano Martins de Magalhães Junior – pesquisador da Embrapa
Mercado Externo: Evaldo Silva Junior – diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério da Agricultura
Sustentabilidade: Lilian Zenker – chefe de Gabinete da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul
Imprensa: Alex Soares – apresentador e editor do Conexão Rural, da Rádio Acústica, de Camaquã (RS)
Imprensa: Cicico Dorneles – apresentador da Rádio Charrua, de Uruguaiana (RS)
Inovação: Caio Rocha – secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social
Técnico Estadual: Enio Alves Coelho Filho – agrônomo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga)
Técnico Federal: Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior – analista de Mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
Homenagem Especial: Carlos Joel da Silva – presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS)
Homenagem Especial (In Memorian): Carlos Sperotto – ex-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul)

Reduzir custos é fundamental para a competitividade no mercado orizícola

Endividamento, ingresso de arroz do Mercosul e preços baixos. Essas são questões que nunca saem de cena quando se tratam de problemas da lavoura orizícola. Os custos de produção e perspectivas para o mercado de arroz foi tema do último debate desta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz.

A palestra foi realizada pelo economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Segundo ele, os três problemas citados acima têm em comum que não são causa, mas consequência. O economista cita, por exemplo, a questão do endividamento. “Nós estamos sistematicamente gastando energia em um assunto que não se revolve. Ficar renegociando dívidas não resolve acesso ao crédito nem acaba com o débito. É como enxugar gelo, o problema que gera endividamento não é resolvido”, afirmou.

O economista explicou de que maneira se comporta o mercado. Nesse contexto, o arroz que ingressa do Mercosul no Brasil deve-se ao fato de que o vendedor considera oportunidades favoráveis. Dessa forma, se o preço no mercado interno estiver acima do bloco, o cereal entrará no país. “Nas commodities, só se ganha de um jeito bastante frio: ou mata ou morre. O arroz não entra por acaso, commoditie é guerra. O preço do arroz é ruim porque não cobre nossos custos, mas para a concorrência é muito bom”, disse.

Os países vizinhos contam com um custo de produção inferior aos praticados no mercado interno, seja na compra de máquinas agrícolas e agroquímicos, ou nas condições de armazenagem. Assim, Antônio da Luz destacou que os orizicultores brasileiros precisam apresentar competitividade. O economista questionou o fato de que o Brasil não pode comprar insumos do Mercosul da mesma maneira que eles vendem o produto processado. Além disso, Luz destacou que muitos produtos, comercializados com preço mais baixo nos outros países, são fabricados no Brasil. “Por que não posso comprar do outro lado um produto que foi feito aqui?”, lembrou. De acordo com o economista, o Brasil precisaria ser um país mais aberto e proporcionar liberdade de mercado para o setor produtivo.

Palestra ensina como vencer em tempos de crise

A 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz trouxe aos produtores e empresas uma mensagem de otimismo: é possível vencer em tempos de crise. O professor Ernani Carvalho Costa Neto, coordenador do núcleo de Agronegócio da ESPM Sul, apresentou ao público presente no auditório principal da Estação Experimental do Irga exemplos práticos de ações para melhorar a produtividade em um momento em que o preço do arroz vem caindo, e os custos, aumentando.

Investir em inovação, segundo ele, é um caminho. Implementar novos processos, como o controle de pragas, ajuda a evitar desperdícios. “Não podemos controlar o preço final do produto, pois isso vem do mercado, mas devemos trabalhar com o que é possível, como os custos de produção”, explicou.

No entanto, alertou que não se pode confundir redução de custo com redução de qualidade. “Boa gestão faz a diferença. Garantir talentos, manter o que funciona e pensar à frente, com metas a longo prazo, são características de uma liderança forte”, ressaltou

O professor ainda citou o aumento da produtividade nas lavouras de arroz mesmo que menor área cultivada como lição de quem buscou fazer mais com menos, visualizando oportunidade e buscando eficiência. “A empresa que quiser se destacar terá de ter representatividade, vigor e, principalmente, resiliência para não se acomodar”, ensinou.