ONG arrecada mais de R$ 20 mil na Abertura da Colheita do Arroz

A ONG Semear, responsável pelo atendimento de 54 crianças em situação de vulnerabilidade em Capão do Leão (RS), arrecadou mais de R$ 20 mil por sua participação nos três dias da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorreu de 20 a 22 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas. A instituição ficou responsável pelo estacionamento onde arrecadou mais de R$ 5 mil em contribuições do público do evento. Além disso, o banco Sicredi doou R$ 15 mil de um fundo social para a ONG.

Com isto, conforme o coordenador do projeto social, Rafael Furtado Peres, a instituição vai investir em melhorias e conforto no atendimento para as crianças. Além disso, a verba já ajudou no pagamento do aluguel do espaço físico da ONG. “Agradecemos aos organizadores e diretoria da Federarroz por terem cedido o estacionamento para a ação solidária. Com este valor, a ONG vai comprar uma TV para as crianças, além de financiar uniformes e comprar uma porta de vidro para o estabelecimento. Quando inverno é frio e esta porta vai ajudar a aquecer o local. O estacionamento solidário foi muito importante para dar visibilidade para a nossa causa”, salienta.

A ONG Semear atende crianças em situação de vulnerabilidade social. Entre as atividades realizadas estão refeições para as crianças carentes, projetos de horta comunitária e de aulas de informática, de dança, de futebol, de artesanato, de taekwondo e de música. A ONG Semear funciona na rua Pedro Silveira Lopes, número 61, em Capão do Leão. Os interessados podem contribuir com doações podem entrar em contato através do telefone (53) 99936.6995.

Colheita do arroz no Rio Grande do Sul é aberta oficialmente

A busca por novas alternativas de renda e a necessidade de medidas governamentais que defendam a cadeia orizícola marcaram a Abertura Oficial da Colheita do Arroz nesta sexta-feira, 22 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). Autoridades e produtores rurais prestigiaram o desempenho das colheitadeiras John Deere, Massey Ferguson e New Holland na lavoura preparada para o evento. A cerimônia se encerrou com a tradicional “chuva de arroz”.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, destacou em seu discurso que o Rio Grande do Sul tem a segunda maior produtividade do mundo em áreas de mais de um milhão de hectares de arroz e, ao mesmo tempo, os piores preços e competitividade, assim como a menor renda. “O brasileiro se alimenta de forma muito barata, especialmente de arroz, na comparação com outros países, e quem está pagando isso é o produtor rural. E só se tem preço quando ocorre quebra de produção”, ressaltou.

Dornelles destacou também que o arrozeiro consegue fazer colheitas com muita competitividade, mas enfrenta um mercado extremamente nocivo aos produtores. Lembrou que é por isso que a Federarroz defende a reconversão de arroz para soja, milho e pecuária. “Apesar de tudo o arroz é responsável por mais de 2% da arrecadação de ICMS do Estado. Foi a primeira cultura a instalar a Nota Eletrônica. E, tenho certeza, que se reduzirmos a área e continuarmos sofrendo estas questões do Mercosul o u mesmo a guerra fiscal, quem sofrerá será a economia gaúcha através da sua arrecadação e pela menor circulação de dinheiro, principalmente na Metade Sul do Estado”, colocou.

O evento deste ano teve o objetivo de dar ao produtor a opção de que se, no próximo ano, verificar que não terá preço ou abundância de produção, poderá plantar uma outra cultura, tirando, assim, afirmou Dornelles, a previsibilidade do mercado que acabará ficando muito mais atento ao arrozeiros. “Diversificar não é somente sustentabilidade, é também mexer com o mercado que hoje está muito confortável porque sabe que o gaúcho entrega 8 milhões de toneladas de arroz, embora, infelizmente esse ano não seja o caso em função de quebra de safra aliada a uma redução de área, e todo esse contexto levou a um grande endividamento que superou a R$ 2,5 bilhões”, ressaltou.

O presidente da Federarroz salientou, ainda, que no momento em que os Estados estão querendo eliminar a Lei Kandir para arrecadar mais, existem alguns governos estaduais dando incentivos fiscais para o arroz importado. “Hoje o Rio Grande do Sul é o maior fornecedor de arroz para todo o Brasil e para vender a uma indústria de fora do Estado, tem que pagar o maior nível de ICMS, portanto é estruturante que se possa escoar esse arroz através de uma tributação favorável, observou, destacando que há neste governo uma mudança de postura e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está tratando pessoalmente de vários assuntos que interessam ao setor orizícola.

Endividamento, rentabilidade e crédito foram alguns dos assuntos destacados pelo secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio. Ele lembrou da disponibilização pelo Banco do Brasil de uma linha de crédito de R$ 500 milhões com juros de 8,5% ao ano para apoiar a estocagem. Em relação à questão do arroz importado, Sampaio enfatizou que o governo não pode impor restrição à compra do cereal do Mercosul.

O secretário disse, ainda, que na próxima terça-feira, dia 26, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, convocou uma reunião com objetivo de definir ações que possam melhorar a integração entre os diferentes representantes da cadeia orizícola. Além disso, o governo aguarda para segunda-feira, dia 25, uma resposta sobre negociação para a abertura do mercado para o México.

Sampaio destacou que na última quinta-feira foi realizada, no Rio Grande do Sul, uma reunião com parlamentares. Um estudo pode originar a criação de um fundo de aval compartilhado para melhorar a condição de refinanciamento de dívidas. “Estamos trabalhando para definir soluções estruturantes fazendo o máximo para atender o maior número de produtores”, disse.

Por fim, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou três pautas prioritárias do setor arrozeiro. Sobre a modernização do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), disse saber da demanda por um trabalho técnico e responsável do órgão e que reconhece que as taxas que compõem a remuneração do instituto podem ser canalizadas cada vez mais para a pesquisa no arroz. “Infelizmente, boa parte desses recursos é drenada para sustentar o déficit existente no governo. A medida da ampliação da capacidade de investimento, com as taxas que compõem o orçamento, vem da nossa ação de reestruturação do Estado para que se torne menos dependente de recursos”, destacou.

Sobre o Porto de Rio Grande, segunda pauta do setor arrozeiro, Leite salientou que a logística não deve ser entrave, mas ser sim a grande oportunidade de escoamento da produção. “Sabemos da necessidade de novas áreas destinadas para garantir o escoamento da produção do arroz e também pela logística”, afirmou

Já sobre a questão dos tributos, o governador do Rio Grande do Sul se comprometeu a trabalhar conjuntamente com os setores para viabilizar as condições de melhor competir no mercado, agregando valor e assim viabilizar mais e melhores condições de produtividade. “Precisamos gerar mais renda, esta que gera capacidade de arrecadação, na medida em que esse setor contribui fundamentalmente nesta arrecadação do Estado”, ponderou.

A cerimônia também contou com a participação de representantes do setor como o chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, do vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Nestor Bonfanti, do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, do secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e do presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, além de outras autoridades políticas e representantes do setor agropecuário.

A 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz apresentou o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento contou com patrocínio do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz.

Emoção e reverências marcam homenagens na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Em um dos pontos altos da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, as homenagens aos representantes do setor realizada na noite desta quinta-feira, 21 de fevereiro, foi carregada de emoção. Os agraciados receberam a pá do arroz, símbolo do trabalho do orizicultor, na cerimônia realizada na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). Esta edição foi comemorativa aos 30 anos da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que serão completados em setembro deste ano.

Em seu discurso, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, ressaltou que as homenagens deste ano foram para nomes que se destacaram pelas soluções e alternativas em momentos de crise, assim trazendo exemplos para os produtores de todo o Rio Grande do Sul. “Todas as pessoas aqui lembradas foram pensadas uma a uma como fazemos todo o ano e que nos levou a entregar este instrumento que usamos no nosso trabalho e que é um instrumento caro nas nossas vidas”, observou.

Na ocasião também foi lançado um livro de receitas de arroz e farinha do arroz, típicas do litoral norte gaúcho. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Confira os homenageados

Lavoura Nota 10 – Carlos Alberto Prestes Iribarrem
Lavoura Pioneira – Werner Arns
Homenagem Especial – João Antônio Rosa da Luz
Homenagem Especial – Miguel Guedes
Homenagem Especial – Eder Leomar dos Santos
Técnico Estadual – André Matos Barros
Técnico Federal – Júlio José Centeno da Silva
Inovação – Indústria Bastiani
Competitividade – Frederico Bergamaschi Costa
Mercado Externo – Pércio Machado Greco
Amigo da Lavoura – João Alberto Dutra Silveira
Pioneirismo – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (UfPel)
Homenagem Especial – Covatti Filho

Fórum Mercadológico discute lavoura orizícola na Abertura Oficial da Colheita

A 29ª Abertura Oficial do Arroz, que está sendo realizada na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS), apresentou nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, o já tradicional Fórum Mercadológico. Os painéis abordaram temas do setor orizícola como tecnologia, comercialização e gestão.

O que o agronegócio tem a ver com as novas tecnologias? Essa foi a provocação que o engenheiro agrônomo Donário Lopes de Almeida fez aos produtores ao apresentar o painel “Agricultura 4.0 e os impactos da digitalização no campo”. O palestrante defendeu que as mudanças no setor, sejam de oportunidades ou de riscos, estão ocorrendo de forma muito rápida e são cada vez mais complexas. “No passado não havia inteligência na comunicação. Hoje, as produtividades são monitoradas e os melhores resultados podem ser replicados”, avaliou.

Conforme o último levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o mercado nacional de arroz enfrentará uma quebra de 11,3% na produção com uma redução de 7% na área. Os números foram discutidos no painel “Panorama do novo período comercial”, apresentado pelo economista Sérgio Santos. Nesse contexto, um dos fatores que mais contribuiu para a situação desfavorável foi o excesso de chuva na região da Fronteira-Oeste gaúcha. “A expectativa é de que haja uma amplitude de preços na safra 2018/2019”, disse.

O economista salientou que, entre os fatores de alta do arroz, podem ser citados a redução dos estoques de passagem, o ajuste da oferta e da demanda interna, a projeção de aumento da demanda mundial e a baixa produtividade nacional. De acordo com Santos, os pontos negativos são o endividamento dos produtores e a concorrência do Mercosul.

Há informações sobre a indústria que a própria indústria desconhecia. A análise foi apresentada por Tiago Barata, diretor executivo do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz). O economista informou que, nos últimos dez anos, 77 indústrias deixaram de operar no Estado. “As diferenças competitivas impostas à indústria de arroz gaúcha em relação a lugares de fora têm prejudicado o setor”, afirmou.

Com o aumento do custo de produção, as empresas também são prejudicadas. Barata cita itens como matéria-prima, frete, energia elétrica e cabotagem. “As indústrias estão escoando o produto pelo porto de Santa Catarina, porque é mais barato”, destacou. Além disso, o economista afirmou que um dos principais gargalos do setor é a diminuição do consumo, que caiu 17% nos últimos anos. “O consumidor moderno tem novas exigências em relação ao arroz. A indústria não está sabendo se adequar, disse.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, manifestou preocupação com o fato de que todos os países do Mercosul, com exceção do Paraguai, estão diminuindo área e produção. “O Brasil reduziu em todos os Estados, com exceção da Amazônia”, avaliou. Com 2% da área colhida no Rio Grande do Sul, Dornelles lembrou que as perdas nas lavouras gaúchas foram comprometidas pela chuva e luminosidade.

A terceira palestra foi ministrada pelo economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio Da Luz, trazendo para debate a temática: “Crédito Rural no Brasil: está na hora de revê-lo”. O especialista discutiu pela primeira vez abertamente sobre um certo descontentamento por parte dos produtores rurais com a situação atual. “O crédito está cada vez mais caro, e cada vez temos menos recursos para o crédito rural em que pesem os anúncios, o governo anuncia valores cada vez maiores e os recursos menores”, observou.

Segundo o especialista, o formato atual do sistema de financiamento vem expulsando milhares de produtores todo ano do crédito rural. Da Luz conta que nos últimos quatro anos mais de 300 mil produtores deixaram de ter acesso ao crédito, agricultores estes que precisaram utilizar outras alternativas para se manter na atuação. “Ou seja, o sistema do jeito que está, não está bem. Este sistema que por muitos anos funcionou muito bem, vem dando sinais claros de esgotamento nos últimos anos”, avaliou.

O economista-chefe da Farsul afirma ainda que, diante desta realidade, é importante pensar e discutir outras alternativas, visto que, com a mudança de governo, e este entende que é uma discussão oportuna, cabe aos produtores e técnicos propor essa discussão para estudar o que está acontecendo e como podem ser as coisas para o bem do produtor. “Esta discussão está atrelada a outro fator que é o subsídio e as perdas dos subsídios ao agro e ao produtor. Quem afinal o governo está subsidiando? E se o objetivo do subsídio é o agricultor, será que está chegando nele? E se não está, como fazer para isso acontecer?”, questiona.

Da Luz finaliza dizendo que este é um problema da classe, que possui um sistema de financiamento que tem gerado um endividamento enorme. “Resolver endividamento pelo endividamento não resolve a causa, resolve só a consequência”, conclui.

No término do Fórum Mercadológico, o ex-jogador de futebol, Paulo César Tinga, deu uma palestra sobre “Gestão Dinâmica no Campo”. O atleta comparou as experiências de vida com o atual cenário do setor orizícola gaúcho. Tinga afirmou que estas turbulências exigem que o produtor se reinvente para atingir os resultados e ter prazer pela solução e não pelo problema.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Estudantes e produtores se organizam em caravanas para a Abertura da Colheita

Mais de 40 caravanas se programaram para participar da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). Os produtores e colaboradores de propriedades de diversos pontos do Sul do Brasil aproveitam o momento para conhecer as novidades, além de trocar experiências e informações com técnicos e demais orizicultores.

Paulo Marsiaj prestigiou nesta quinta-feira as vitrines tecnológicas. O engenheiro agrônomo e mestre em zootecnia planta 300 hectares de arroz e arrenda espaço para a soja no município de Arambaré, na região Sul do Estado. “É sempre bom estar conectado com produtores que são de outra região, mas também enfrentam as mesmas dificuldades que a gente”, afirma o agrônomo.

Marsiaj destaca que o cenário do arroz, hoje, é ruim para o produtor e defende a diversificação. Para ele, o ideal é fazer rotação com o arroz, o milho e a pecuária. “Mesmo em período de verão, temos sempre que ter algum campo nativo produzindo carne e, assim, mostrando que a nossa região é produtiva e pode ser mais ainda, só agregando um pouco mais de conhecimento”, avalia o engenheiro.

Conforme o coordenador das caravanas no evento, Luiz Antônio Valente, o sucesso desta edição veio pelo trabalho conjunto da Federarroz, Embrapa e Irga em mobilizar não só os produtores, mas também os colaboradores. Cita que diversas associações de arrozeiros colocaram até quatro ônibus disponíveis para trazer os produtores ao evento. Além disso, universidades também trouxeram estudantes. “Este é um dos melhores números que tivemos em uma Abertura da Colheita, mesmo com todas as dificuldades que o produtor está passando. Tivemos uma grande resposta da comunidade arrozeira em se fazer presente”, destaca.

Este ano, as caravanas ao chegarem no evento se deparam com uma novidade. Os guias durante o roteiro das vitrines tecnológicas são os próprios estudantes da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, da Universidade Federal de Pelotas (UfPel), localizada ao lado do evento e que celebrou no último ano seus 135 anos de história. Segundo o professor da área de sementes do departamento de fitotecnia da faculdade, Luis Eduardo Panozzo, o enfoque em aproximar os alunos com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), viabilizou a parceria entre as instituições que resultou em integrar os estudantes de agronomia como parte da organização, como guias dos produtores e visitantes. “Ao total, foram selecionados 29 alunos escolhidos a partir do interesse e indicação”, comenta.

Segundo Panozzo, esse contato dos alunos com os dois pilares mais importantes da área em formação, o produtor e as empresas do ramo, é muito importante. “Essa oportunidade da Abertura Oficial da Colheita do Arroz ser realizada em casa é fantástica, pois proporciona a eles networking, agregar a teoria à prática para aproximar cada vez mais a realidade da futura profissão, despertando neles possíveis oportunidades de estágios”, salienta. Ele conta que a ideia é fortalecer ainda mais essa parceria, agregando o grupo de professores de forma coesa e diversificada para que a Faem seja cada vez mais reconhecida.

O aluno do 8º semestre de Agronomia, José Otomar de Souza Aguilhera, relata que fazer parte dessa experiência é muito importante pelo contato com o público e em poder expandir conhecimento técnico. ”Poder representar o nome da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel em um evento como este de grande proporção no setor orizícola é uma grande honra”, conta.

Representando as mulheres na área de Agronomia, a aluna do 6º semestre, Cecília Dachery, considera muito edificante essa experiência proporcionada pela parceria das entidades, principalmente por entrar em contato com o funcionamento das lavouras de arroz, soja e milho e aprender de perto sobre forrageiras. “Considero uma experiência diferente, mais humanizada, além de profissional através do contato direto com a realidade dos produtores visitantes”, afirma.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Chuvas devem apresentar oscilações nos próximos meses no Rio Grande do Sul

A influência da temperatura das águas do Oceano Pacífico na intensidade do fenômeno La Niña e como funciona o padrão de chuvas no Rio Grande do Sul foram temas abordados no segundo dia da programação da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz que acontece na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), região de Pelotas. A palestra “Projeções Climáticas para 2019/2020” foi ministrada pelo meteorologista e agrometeorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira.

Conforme Oliveira, na previsão até novembro deste ano o que predomina, principalmente no segundo semestre, são as chuvas mais fortes do que o normal. “O El Niño acaba no meio do ano, mas simulações não mostram águas mais frias que o normal, por enquanto mantêm-se a água mais quente, porém, com desvios mais modestos. Isto significa que há episódios de chuva acima da média também para a segunda metade do ano, inclusive durante o plantio da safra 2019/2020”, explicou.

De acordo com o último boletim do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, divulgado em janeiro, a atmosfera passou a responder como o fenômeno El Niño, mas os seus efeitos serão variáveis. Segundo o meteorologista, o fraco aquecimento do Pacífico provoca uma certa oscilação no Estado. “No Rio Grande do Sul, na média, a chuva vem acontecendo acima da climatologia, mas não de forma persistente. E este padrão prossegue nos próximos meses”, salientou.

Oliveira alerta que é importante monitorar a temperatura do Pacífico e a própria sazonalidade. A partir de abril é normal o aumento da chuva sobre o Estado e se o Pacífico Leste voltar a esquentar, o aumento da chuva poderá até antecipar ainda para março. “Se você tentar entender como funciona o clima aqui no Estado é natural ficar preocupado com um eventual extremo de chuva. Portanto, é uma preocupação que eu tenho com relação a esse período agora de colheita, ou seja, um eventual aumento da precipitação. Estão ocorrendo janelas boas para a colheita e momentos onde o trabalho de campo fica mais complicado, e esse padrão de oscilação prosseguirá nos próximos meses, por isso a importância em monitorar. Diferentemente do ano passado, o primeiro semestre de 2019 será mais chuvoso que o normal”, concluiu o meteorologista.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Diversificação foi pauta do Fórum Técnico na Abertura da Colheita do Arroz

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, abriu nesta quarta-feira, 20 de fevereiro, o Fórum Técnico da programação da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que acontece na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), região de Pelotas (RS). Salientou que a escolha dos temas do fórum foi realizada com o objetivo de ajudar o produtor a mitigar os riscos que envolvem a atividade, por meio do conhecimento.

O Painel “O arroz irrigado na metade sul do Rio Grande do Sul e a necessidade de diversificar”, que deu início às palestras, teve como moderador o produtor rural Gustavo Lara, que destacou a rotação de cultura para melhorar o resultado das lavouras. Também ressaltou o Projeto 10+, que foi apresentado por Luciano Carmona, coordenador técnico do projeto. Carmona falou sobre a revolução agronômica que o projeto representou, aumentando o rendimento, melhorando a produtividade e impactando positivamente na eficiência e eficácia da lavoura.

Na palestra sobre “Prioridades para atingir a estabilidade produtiva de soja em terras baixas”, o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa, Giovani Theisen, colocou sugestões de manejo na instalação da lavoura. “Os produtores devem ficar atentos quanto à época de semeadura que deve ocorrer entre 21 de outubro e 15 de novembro, à densidade das plantas, que deve ser em torno de 300 mil por hectare. Já em termos de cultivares, pensando em terras baixas, devem ser utilizadas as de ciclo médio”, destacou, lembrando que a drenagem também é importante no período de inverno e não somente no momento em que a soja está na lavoura.

Já no painel sobre “Segredos e Particularidades do Plantio na Várzea”, foram destacadas pelos palestrantes as novas tecnologias. Falaram o vice-presidente de Vendas e Marketing da AGCO na América do Sul, Werner Santos, o gerente divisional de vendas da John Deere, Eduardo Martini, o vice-presidente da New Holland na América do Sul, Rafaelo Manfroi Miotto, e o engenheiro agrônomo da consultoria agrícola Porteira Adentro, Enio Krunt Junior. O moderador foi o diretor de produção da Formosa Agropecuária, Alberto Giulliani Neto.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Embrapa, Jamir Silva, é preciso, cada vez mais, racionalizar os insumos para o aumento da produção e a diminuição dos custos. Silva, que apresentou o painel “Integração Lavoura e Pecuária, desafio que já é realidade”, disse que é preciso trabalhar com efeito de sinergia.Em relação às pastagens, o agrônomo afirmou que o animal, mais do que ser importante, é necessário para recuperar o estoque de carbono. Nesse contexto, avalia Silva, há uma devolução de 70% a 90% dos nutrientes, estimulando a microatividade do solo. O especialista ainda avaliou que um sistema integração é a oportunidade de aproveitar o sinergismo nas interligações dos componentes na mesma área sendo, portanto, bem mais do que uma integração entre culturas.

O Fórum Técnico se encerrou com o painel “As forrageiras a serviço da sustentabilidade dos sistemas produtivos de arroz”. O engenheiro agrônomo Giovanni Fernandes alertou que no ambiente forrageiro não há uma uniformização da semente. “O produtor usa a mais acessível, a mais barata, não faz investimentos necessários para ter o máximo rendimento”, afirma.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Startup cria sistema para diminuir desperdício de defensivos agrícolas

As novas tecnologias também marcam presença na Abertura Oficial da Colheita do Arroz que acontece na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). A palestra com o tema: Startups conectando produtores: Tecnologia de pulverização seletiva, ministrada pelo engenheiro elétrico e sócio da Eirene Solutions, Gabriel Borges, foi realizada na tarde desta quarta-feira, 20 de fevereiro, na Carreta do Senar-RS. Na oportunidade foi apresentado um sistema de aplicação de produtos em lavoura que favorece o produtor na economia com defensivos e na redução do impacto ambiental. A palestra acontece novamente, no dia 21 de fevereiro, às 11h, no mesmo local.

Na ocasião, Borges explicou como funciona o sistema de câmaras desenvolvido pela startup de Porto Alegre (RS), a ser instalado em pulverizadores terrestres. Segundo ele, a criação da tecnologia foi baseada na necessidade de diminuir o uso desperdiçado de defensivos agrícolas. “Olhamos para esse problema, que é um dos maiores gastos do produtor, e estudamos uma maneira para amenizar essa despesa excessiva”, afirma. Segundo ele, as etapas de pulverização representam 45% do desperdício de produtos aplicados nas lavouras, resultando em perdas milionárias dependendo do tamanho da fazenda.

A tecnologia já está desenvolvida mas em fase de imersão no mercado, com a captação de clientes para testes. “É importante que o produtor veja com os próprios olhos e note a diferença no bolso do investimento feito, enxergando também a efetivação do serviço que o sistema oferece”, comenta. O engenheiro acredita na popularização da tecnologia, alcançando um patamar internacional. “Hoje em dia a tecnologia existe para melhorar a vida das pessoas, então porque continuar desperdiçando se temos uma tecnologia que utiliza dos mesmos processos e ainda traz economia? É uma escolha inteligente”, complementou.

O sistema analisa o solo e quando é necessário ativa a pulverização. “No método atual de pulverização, por exemplo, é pulverizado 100% da área, tendo planta ou não. Com esse sistema de câmeras instalados em veículos pulverizadores, a pulverização ocorre somente onde tem planta. À medida em que o veículo se desloca os bicos de pulverização abrem ou fecham. As câmeras detectam o que é erva daninha, o que é cultivo e o que é solo”, explica.

Para saber mais sobre a tecnologia, acesse www.eirenesolutions.com. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Setor orizícola encaminha reivindicações ao Ministério da Agricultura

Medidas que diminuam os custos de produção e a resolução de questões relativas ao Mercosul são duas das principais demandas que a cadeia produtiva orizícola está encaminhando à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Um documento foi previamente aprovado, em reunião da Câmara Setorial do Arroz nesta quarta-feira, dia 20 de fevereiro, na 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. As manifestações serão entregues em até duas semanas. O evento está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS).

De acordo com o presidente da Câmara Setorial do Arroz, Daire Coutinho, a crise da lavoura orizícola provoca uma redução na área de produção do cereal. O dirigente também diz que a indústria enfrenta dificuldades com a carga tributária. “Além de elevada, é injusta”, afirma.

A reunião da Câmara foi prestigiada pelo presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles. De acordo com o dirigente, o cenário atual é diferente de todos os outros anos. Com a redução de oferta, os agricultores estão acompanhando preços nada remuneradores. Nesse contexto, Dornelles destaca que existe uma tendência de mudança do arroz para a soja. Apesar disso, o presidente salienta que a produção de arroz continuará sendo muito competitiva no Rio Grande do Sul. O presidente da Federarroz estima que o endividamento do setor seja de R$ 2,5 bilhões.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Vitrines Tecnológicas apresentam inovações para as lavouras gaúchas

Empresas e instituições iniciaram nesta quarta-feira, 20 de fevereiro, as apresentações das inovações para áreas de arroz, soja, milho e pastagens nas vitrines tecnológicas da Abertura Oficial da Colheita do Arroz. Estarão expondo no espaço empresas como Basf, Corteva, Ihara, SuperN, FMC, RiceTec, Adama, Bayer, Delta Plastics, Syngenta, Spraytec, Pioneer, Total Biotecnologia, Sindag e Pastos, além de instituições como a Embrapa, Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Universidade Federal de Pelotas (UfPel).

A Embrapa, buscando cumprir o seu papel na difusão de tecnologias e responder às demandas dos produtores na busca de melhorias na produtividade da lavoura, também trouxe novidades para apresentar na sua vitrine. Segundo o pesquisador da instituição, Elbio Cardoso, este ano são mostradas três cultivares de arroz, cada uma com ciclos diferentes. “Para o produtor que realiza semeadura em uma época bastante restrita, esses ciclos diferentes permitem que o orizicultor possa fazer todos os tratos culturais nas épocas adequadas”, destaca.

Cardoso acredita que a expectativa da Embrapa nesta edição é que o produtor saia conhecedor das variedades que estão sendo ofertadas, as características que elas têm e entenda a melhor forma de utilizá-las nas suas respectivas propriedades. “Gostaríamos muito que o produtor tenha consciência da utilização correta dessas informações para um melhor aproveitamento das ferramentas que estamos disponibilizando”, completa.

O coordenador do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) na Zona Sul, André Matos, comenta que o órgão trouxe como novidade a cultivar IRGA 431 CL que entrega um ciclo mais precoce que o IRGA 424 para complementar o portfólio de cultivares. “Nosso melhoramento genético vem atender uma demanda dos produtores com essa cultivar de ciclo mais curto, na plataforma Clearfield, que apresenta alta qualidade de grãos e maior resistência às principais doenças da cultura”, conta. Mattos também salienta que na próxima safra será ofertado um volume de sementes que poderá cobrir até 15% da área do Estado, em torno de 150 mil hectares.

Outra novidade da vitrine tecnológica do Irga foi o convite à 12 produtores de diferentes regiões do Estado para levar aos visitantes experiências de sucesso reais de quem vive o dia-a-dia da lavoura. Um dos arrozeiros convidados, Marcio Sanchez, de Santa Vitória do Palmar (RS), contou como alcançou uma maior produtividade nesses 50 anos de atuação da propriedade. “O projeto 10, a partir de 2003, foi um divisor de águas para nós. Mostrou em único projeto todas as coisas certas para se fazer e no momento certo, para que pudéssemos avançar na produtividade com um custo compatível”, disse. Ele expressa também uma grande satisfação do convite para participar do evento. “Fico muito contente de poder representar o meu trabalho junto a mais seis agrônomos e outros 230 colaboradores que formam toda a equipe da empresa”, finalizou.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem o tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. O evento conta com Patrocínio Premium do Irga e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.