Próxima Abertura Oficial da Colheita do Arroz tem data e local definidos

O agronegócio continua mantendo seu trabalho firme neste momento e os preparativos para a próxima Abertura Oficial da Colheita do Arroz não ficam de fora. A 31ª edição do evento ocorrerá de 9 a 11 de fevereiro de 2021. Novamente a Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), será a sede, que trará como tema “Os novos rumos do sistema de produção”. A área das lavouras para o evento já está sendo preparada.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, o novo tema escolhido para a próxima abertura oficial remete ao fato de que o produtor tem que necessariamente continuar buscando para a Metade Sul mais alternativas de cultivos, intensificando o sistema com outros grãos e novas espécies forrageiras para as pastagens. “Temos que partir para a intensificação da busca de alternativas para atingirmos maior produtividade. O grande desafio seria obter um sistema de produção onde o produtor teria uma maior irrigação para trazer mais segurança a culturas como a soja. E, a partir daí, para outras culturas como o milho, assim como outras alternativas nas quais estamos estudando a viabilidade”, destaca

O dirigente observa também que, cada vez mais, o produtor adotará a diversificação de culturas para ampliar a renda e não depender de uma cultura só, com alternativas e tecnologias para o produtor aumentar a produtividade, a fertilidade do solo e ter custos menores na produção de arroz. A 31ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, nomenclatura utilizada desde o evento passado, tem realização da Federarroz, correalização da Embrapa e patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Iniciam trabalhos para a próxima Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Mesmo com atual momento de dificuldades causadas pelo coronavírus, o #AgroNãoPara – segue trabalhando para levar alimentos à mesa. Por isso, o solo da próxima Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já começa a ser preparado. O evento acontecerá de 9 a 11 de fevereiro de 2021 na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), mesmo local onde ocorreu a edição deste ano. Agradecemos à Concessionária Alvorada John Deere pela cessão de um trator 6210 M, e à empresa Planasul, que realiza a sistematização das áreas. O evento é organizado pela Federarroz, com correalização da Embrapa e coordenação técnica das lavouras do Irga.

ONG arrecada mais de R$ 7 mil com estacionamento na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

A ONG Semear, responsável pelo atendimento de 150 crianças em situação de vulnerabilidade em Capão do Leão (RS), arrecadou R$ 7,5 mil por sua participação nos três dias da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorreu de 12 a 14 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado. A instituição ficou responsável pelo estacionamento onde arrecadou o valor. No ano passado foram mais de R$ 5 mil em contribuições do público do evento.

Com isto, conforme o coordenador do projeto social, Rafael Furtado Peres, a instituição vai investir em melhorias e conforto no atendimento para as crianças. Além disso, a verba já ajudou no pagamento do aluguel do espaço físico da ONG. “Já fizemos um acerto de quatro meses de aluguel que foram pagos, o que vai nos dar um fôlego para manter estas crianças. Agora vamos atrás de uniformes para as crianças no qual queremos marcar com o apoio da Federarroz, além de materiais esportivos e escolar”, salienta.

A ONG Semear atende crianças cadastradas que vivem em situação de vulnerabilidade social, sendo que 54 delas se alimentam diariamente na organização. Entre as atividades realizadas estão refeições para as crianças carentes, projetos de horta comunitária e de aulas de informática, de dança, de futebol, de artesanato, línguas, entre outras. A instituição funciona na rua Erico Verissimo, número 360, bairro Jardim América, em Capão do Leão. Os interessados podem contribuir com doações podem entrar em contato através do telefone (53) 99936.6995.

Anunciado na Abertura da Colheita do Arroz terminal para exportação do grão em Rio Grande

A busca por novos mercados, integração com a soja e a pecuária, assim como a  viabilização de um terminal logístico para o arroz, marcaram a 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz nesta sexta-feira, 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS). A expectativa da organização é de que cerca de 7,5 mil pessoas tenham passado pelo local nos três dias de evento.

Autoridades e produtores rurais prestigiaram o desempenho das colheitadeiras John Deere, Massey Ferguson e New Holland na lavoura preparada para o evento. Também foi destaque a entrega de uma placa alusiva aos 30 anos da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) entregue pelo governador do Estado, Eduardo Leite, o presidente da Assembléia Legislativa, Ernani Polo, e os deputados estaduais Any Ortiz e Luiz Henrique Vianna. A cerimônia se encerrou com a tradicional “chuva de arroz”.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, ressaltou em seu discurso que é preciso evoluir em projetos que tragam segurança e novas variedades de arroz, destacando a  inegável importância da cultura para o Estado. Informou que são mais de 140 municípios gaúchos que dependem deste produto para a sua economia. “O impacto social e econômico desta cultura é muito grande. Estamos aqui neste evento demonstrando que o produtor está fazendo a sua parte por meio da rotação de culturas com a soja e a pecuária para termos uma lavoura cada vez mais intensificada e sustentável”, afirmou.

Velho também salientou que é necessário continuar incrementando a exportação para diminuir a pressão dos preços no mercado interno. “É meta na minha gestão a abertura de novos mercados e não vamos descansar enquanto não colocar 2 milhões de toneladas para fora do Brasil”, observou. O dirigente pediu ainda uma participação da Frente Parlamentar Gaúcha nos pleitos do arroz, destacando a parceria do deputado Rodrigo Lorenzoni com a Federarroz para levar adiante as demandas do setor.

Outro tema abordado por Velho foi a criação de um grupo de trabalho para evoluir na questão da modernização do Irga para que continue fazendo a defesa do produtor arrozeiro.
O presidente da Federarroz disse ter a convicção que a segurança do Brasil no arroz passa necessariamente pelo Rio Grande do Sul. “Precisamos defender esta lavoura”, colocou.

Durante a solenidade, ocorreu a assinatura de edital entre a Secretaria Estadual da Agricultura, Superintendência do Porto de Rio Grande, Federarroz e Farsul, para o estabelecimento de um terminal destinado ao arroz no Porto de Rio Grande. A partir deste ato, foi tornado público o processo seletivo simplificado para arrendamento transitório do antigo Terminal da Cesa/Rio Grande, que se tornará o Terminal Logístico do Arroz (TLA). Ele será dedicado à movimentação e armazenagem do arroz e seus derivados dentro da infraestrutura do Porto, tornando-se um importante instrumento portuário para a política de armazenagem e movimentação do arroz no Estado.

A área é composta por silos com 60 células de aeração, 36 inter células e quatro células tripartidas que totalizam a capacidade estimada de 52 mil toneladas, configurando um instrumento portuário para política de armazenagem e movimentação do arroz no Estado. O Arrendamento Transitório operacionaliza a área portuária até que sejam finalizados os procedimentos licitatórios definitivos pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Conforme Velho, o governo do Estado atende a uma demanda do setor. “A iniciativa vai solucionar uma necessidade de modernização do porto em função da pauta da Federação de buscar novos mercados”, destacou. Velho e o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, fizeram um agradecimento especial ao governador do Estado pela decisão. “A abertura desta oportunidade de termos um local de acesso específico para o arroz é realmente uma promessa de campanha e não poderia deixar de lhe fazer em nome da Federarroz, da Farsul e do Fernando Estima, um agradecimento mais do que especial por este sonho realizado,” destacou Velho.

Por sua vez, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em seu discurso, salientou a produtividade, a capacidade empreendedora, o talento e a vocação para o empreendedorismo que o nosso Estado tem no campo. Ele aproveitou a ocasião também para fazer uma breve prestação de contas em relação aos compromissos firmados na abertura da Colheita de 2019 para melhorar a competitividade da produção agrícola do nosso Estado.  “É importante abrir e viabilizar o mercado lá fora. Ainda assim, temos um grande mercado interno a ser explorado. Nos próximos meses, vamos viabilizar uma campanha a nível nacional para que possamos estimular o consumo de arroz no território nacional. Estamos trabalhando para que haja aumento de demanda e, consequentemente, maior renda para produtores, para a indústria e para todos”, prometeu. “Falamos também sempre que a competitividade depende de estrutura logística”, destacou, citando especialmente o lançamento inédito do edital para concessão do terminal da logística do arroz no porto de Rio Grande.

Sobre ajudar a eliminar e reduzir a burocracia do Estado, ele comentou sobre a aprovação do novo código ambiental, com novas regras e novos processos de licenciamento, que vão dar maior celeridade à concessão de licenças também para a produção agrícola no estado, graças à determinação da Assembleia Legislativa e apoio das federações. “Ao longo deste ano, da última colheita para cá, nós trabalhamos muito para o Governo do Estado fazer a sua parte, em logística, em tributos, em capacidade técnica, para dar suporte à produção, para que nós possamos gerar mais renda, mais empregos e mais espaço para o empreendedor no nosso Estado e melhorar a vida do cidadão gaúcho”, finalizou o governador, otimista, destacando o crescimento econômico do RS (2,7%), que foi três vezes maior em comparação ao do Brasil (1%), no ano passado.

A cerimônia também contou com a participação de autoridades e representantes do setor como o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso, presidente do Irga, Guinter Frantz, deputado federal, representando a Câmara dos Deputados, Jerônimo Goergen, senador Luiz Carlos Heinze, presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, presidente da Farsul, Gedeão Pereira, secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Irrigação, deputado Covatti Filho, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária da Câmara dos Deputados, deputado Federal Alceu Moreira, senador da República Lasier Martins, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado estadual Ernani Polo.

A 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz foi uma realização da Federarroz com correalização da Embrapa e Patrocínio Premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Emoção marca a noite de homenagens na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

A tradicional noite de homenagens realizada na Abertura da Colheita do Arroz ocorreu nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, com um auditório lotado, e marcada pela emoção dos agraciados. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, iniciou a entrega da Pá do Arroz, símbolo do trabalho do orizicultor, fazendo comentários sobre cada um dos 15 homenageados.

Antes de começar a entrega das pás, o diretor jurídico da federação e presidente da comissão organizadora do evento, Anderson Belloli, conduziu um agradecimento especial a Gilmar Chaves Alves, técnico da Embrapa Clima Temperado que ajudou na preparação da Abertura da Colheita do Arroz.

Belloli também agradeceu a toda equipe que ajudou a organizar o evento, destacando que foi entregue o maior evento de grãos do país na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), e que deverá continuar crescendo. “Hoje o arrozeiro tem um evento que pode chamar de seu”, enfatizou.

A 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma realização da Federarroz com correalização da Embrapa e Patrocínio Premium do Instituto Rio Grandense do Arroz.

Confira os homenageados:

  • Lavoura Nota 10: Gustavo Ayub Lara
  • Produtor Zona Sul: Ricardo Teixeira Gonçalves da Silva
  • Produtor Planície Costeira Externa: André Azevedo Velho
  • Produtor Planície Costeira Interna: Celso Bartz
  • Produtor Fronteira Oeste: Antônio Ceolin
  • Produtor Campanha: Elcio José Moro
  • Produtor Depressão Central: Daniel Hoerbe
  • Técnica Estadual: Mara Grohs
  • Técnico Federal: André Andres
  • Mercado Externo: Gedeão Pereira
  • Competitividade: Fernando Estima
  • Amigo da Lavoura: Brigada Militar
  • Homenagem Especial: Fernando Schwanke
  • Homenagem Especial: Fernando Rechsteiner
  • Homenagem Especial: José Carlos Pires
Foto: Fagner Almeida/Divulgação

Mercado e gestão dominaram debates no segundo dia de Fóruns na Abertura da Colheita do Arroz

O presidente da John Deere Brasil, Paulo Renato Herrmann, foi uma das atrações do Fórum Mercadológico da 30ª Abertura Oficial do Arroz, na tarde desta quinta-feira, 13 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), Ajustar a oferta e adequar os custos de produção foi a principal mensagem do dirigente aos produtores do setor orizícola no evento promovido pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

Para Herrmann, os produtores gaúchos devem ser cumprimentados pelo avanço da eficiência das suas lavouras nas últimas décadas. “Vocês são muito bons. Hoje são 180/200 sacos por hectare”, parabenizou. “Mas tem um negócio que está contra vocês, ninguém come mais arroz, principalmente os jovens. Está caindo o consumo em 25%. E aqui está o dilema de vocês. Produzem 10,5 milhões de toneladas”, alertou.

O presidente da John Deere Brasil destacou que o setor está nas mãos do comprador e possui custos complicados. “Se o consumo cai na ponta, temos que ajustar. Temos 10 mil estabelecimentos de arroz, 220 milhões de brasileiros comem o cereal. Pouco, mas comem. Quem devo agradar? Tem que ajustar a oferta e aqui tem um desafio: todos têm que ajustar e alterar também o custo de produção”, provocou, apontando ainda a importância da integração com outras culturas, em especial a soja. “A soja é proteína, é dólar, é porto de Rio Grande, é mercado futuro, vai mexer com toda a matriz econômica de vocês. É isso que vocês precisam. Ovos em diferentes cestas”, afirmou.

O tom da palestra ministrada por Herrmann foi ao encontro do discurso do presidente da Federarroz, Alexandre Velho, no evento, especialmente sobre o ajuste da oferta e a redução de custos. “Há dois anos estamos alertando sobre a importância da redução da oferta no mercado interno e, consequentemente, ajustada esta produção versus consumo. Hoje eu tive a satisfação de escutar aqui este posicionamento que veio nos dar força e apoio no sentido de levar adiante a abertura de novos mercados”, declarou.

Sobre vendas internacionais, Velho complementou que há muitos mercados a serem atingidos. “Já temos mais de 100 países como destino para o arroz brasileiro. Estamos viabilizando a questão da modernização que temos que ter no porto para termos uma competitividade maior e poder alcançar esses mercados”, explicou, adiantando que o Panamá, um importante destino, está próximo de ser atingido com o cereal e também estamos cogitando a Guatemala. Este é um tema fundamental, junto com o ajuste de redução de área, para nós levarmos o arroz gaúcho e brasileiro para o mundo”, afirmou.

No painel O Brasil e o Mercado Internacional do Agronegócio, os convidados foram o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, que observou os esforços do governo Federal para a abertura de novas oportunidades de negócios, e o deputado federal Alceu Moreira. O primeiro destacou que o foco do Brasil, em geral, deve se voltar para o mercado asiático. ”Nós, o Brasil, produzimos alimentação para 1,6 bilhão de pessoas enquanto que temos uma população de 200 milhões. Temos um superávit alimentar equivalente humano para cerca de 1,4 bilhão de pessoas”, declarou.

Já o segundo apontou que “não podemos perder mercado em nenhum canto do mundo. O Brasil tem em seu portfólio 14 produtos, sendo que seis deles o Rio Grande do Sul produz. Entretanto, falta estrutura intermediária dinâmica para negociar essas mercadorias e comercializar. Falta relação institucional pública do nosso país com outras nações para poder vender tudo isso para o exterior. Podemos expandir a venda de arroz para vários lugares do mundo, mas estamos morrendo de sede na beira da fonte porque a estrutura é acanhada diante da nossa produção”, afirmou.

No turno da tarde também houve a palestra do professor em Inovação em Agronegócios da ESPM, Antônio Filipe Muller, com o tema Inovação e empreendedorismo na cadeia do arroz: qual o caminho? Ele salientou a importância do produtor apoderar-se do conceito de empreendedor rural, estar focado em obter resultados.

Muller lembrou que o resultado de uma empresa implica em Gestão, Estratégia e Inovação. “Estamos finalizando a Era da Inovação, que começou em 2010, e agora está começando a Era da Transformação. Não podemos trabalhar sempre da mesma maneira e querer um resultado diferente. É preciso inovar e perseguir oportunidades”, afirmou, destacando que o produtor de arroz tem que explorar as suas possibilidades, buscar diferenciais para o seu produto visando um consumo maior.

Já a psicóloga Kátia Saraiva abordou Gestão de Pessoas no Agronegócio: plantando ações, colhendo sucesso. Pela manhã, ocorreu também a palestra Das lavouras para o mundo: abrindo portas para novos mercados foi outro tema abordado no segundo dia de palestras do evento. O palestrante, Rodrigo Velho, gerente comercial do Tecon Rio Grande, falou sobre a evolução do container que foi criado em 1956 e mudou a logística do transporte marítimo internacional. Salientou que o arroz é a carga número 1 do terminal de contêineres do Porto de Rio Grande, por isto a importância do segmento orizícola. “A mercadoria arroz carrega no porto de Rio Grande por ano, cerca de 30 mil contêineres de 20 pés ou 15 mil contêineres de 40 pés”, informou.

A 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorre até esta sexa-feira, dia 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O tema este ano é “Integração Para a Sustentabilidade”. O evento é uma realização da Federarroz com correalização da Embrapa e Patrocínio Premium do Instituto Rio Grandense do Arroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Produtores rurais conhecem novidades nas visitas às vitrines tecnológicas

Empresas e instituições iniciaram na manhã da quarta-feira, 12 de fevereiro, as apresentações das inovações para áreas de arroz, soja, milho e pastagens. As vitrines tecnológicas, tradicional momento de exposição na Abertura Oficial da Colheita do Arroz, mais uma vez mostram aos produtores as novidades e as tendências das principais empresas e entidades do setor agrícola. São 34 espaços utilizados por 20 empresas e entidades que disponibilizam tecnologias e soluções para as lavouras. 

Além do Irga e da Embrapa, participam das vitrines as empresas Basf, Super N, Ihara, FMC, Bayer, UPL, Corteva, Adama, PGG Wrightson Seeds, Pioneer, RiceTec, Spraytec, Syngenta, Nidera Sementes, Lindsay, Compass Minerals, além da Universidade Federal de Pelotas (UfPel) e do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Centenas de produtores realizam o roteiro técnico para conhecer as novidades. 

O pesquisador da área de Melhoramento Técnico de Arroz Irrigado da Embrapa Clima Temperado, Paulo Ricardo Reis Fagundes, informou que a autarquia trouxe para as vitrines tecnológicas este ano cinco cultivares de arroz já tradicionais no mercado e apresentou uma nova variedade que será lançada em breve. As soluções colocadas à disposição do setor orizícola são: BRS Pampeira, BRS A701 CL, BRS Pampa CL, BRS 358 que é voltado ao mercado japônico, “um grão perfeito para ser usado em carreteiro, no risoto, e que traz um resultado mais úmido”. 

Já a  grande novidade deste ano é a cultivar BRS A705 CL, que na comparação com as outras variedades,  não acama na lavoura, evitando uma possível enfraquecimento da planta. “O programa de melhoramento da Embrapa lança uma nova cultivar a cada dois anos e quem vai dizer se é boa ou não, será o produtor, que é o último melhorista”, destacou. 

No estande do Irga, nas Vitrines Tecnológicas, o tema é diversificação de cultura. De acordo com o engenheiro agrônomo do Instituto, em Pelotas, Igor Kohls, a ideia é fazer a rotaçlão da área de arroz com soja, fomentando, principalmente, a exploração do período de outono/inverno, quando o campo fica normalmente descoberto.  E em um terceiro momento fazer a inserção do gado no sistema de produção. “É mais uma fonte de renda para o produtor, além de todos os benefícios que proporciona na cobertura de solo com os principais nutrientes. O objetivo do nosso estande é fazer com que o produtor consiga intensificar mais o uso do solo, com retorno produtivo e econômico, e menor impacto ambiental. Produzir na mesma área mais arroz, soja e quilos de carne por hectare”, salientou. 

Segundo Kohls, até o começo dos anos 2000 a produtividade do arroz estava estagnada em torno de 5,5 mil quilos. “Tínhamos muito arroz e problemas do arroz vermelho e preto. Em 2010, surgiu o projeto 10 do Irga, pensando em novas técnicas de manejo junto com o sistema clearfield, que é uma molécula criada para eliminar todo arroz vermelho existente. 

Na década seguinte, houve um aumento de produtividade em função destes dois fatores, assim como a entrada da soja. Na última década ocorreu uma nova estagnação em produtividade e, por isto, acreditamos que com a rotação de cultura se consegue que a unidade produtiva siga sendo rentável em todo o período outono inverno”, finalizou.

A 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorre até esta sexa-feira, dia 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O tema este ano é “Integração Para a Sustentabilidade”. O evento é uma realização da Federarroz com correalização da Embrapa e Patrocínio Premium do Instituto Rio Grandense do Arroz. 

Inovações para garantir a sustentabilidade na lavoura são destaques do Fórum Técnico

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, abriu nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, o Fórum Técnico da programação da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que acontece até sexta-feira, 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), região de Pelotas (RS).

Abordando questões de fundamental importância para o setor, como sustentabilidade, tecnologia, inovações e sementes certificadas, entre outros, Velho destacou que o evento é um local de trabalho e profissionalismo. “Não é por acaso que reunimos soja, pecuária, armazenagem e pastagem com arroz. Estamos insistindo nesse sistema de produção, pois acreditamos que é o grande caminho para o produtor trazer renda ao seu negócio”, afirmou, complementando que desta forma reduzem as plantas invasoras e resistentes nas lavouras.

Palestrante do painel Sustentabilidade: tecnologias, inovações e desafios para a produção de arroz, a coordenadora da Estação Regional de Pesquisa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Mara Grohs, defendeu a necessidade de valorização comercial do arroz. Conforme ela, o consumo vem decaindo e, atualmente, soma 34 quilos do cereal, ao ano, por pessoa. “Aquele saco de 5 quilos não se reinventa, trata-se do mesmo que era utilizado por meus avós para guardar documentos. Quando vamos comprar arroz na prateleira, exceto a diferença de cor, são todos iguais”, apontou.

Mara alertou que, cada vez mais, é maior a parcela da população que deseja saber a história do alimento que está consumindo. “Como o arroz foi produzido? Quais as práticas que foram empregadas? Porque essas informações não estão disponíveis nas embalagens? Porque estamos realizando o plantio direto, menor emissão de gases, agroquímicos, baixa utilização de água e isso não está escrito?”, provocou a coordenadora.

Para Mara, o setor está perdendo oportunidades. “Essa nova geração só vai permanecer na lavoura de arroz se nós traçarmos um caminho, um sistema sustentável social, financeiro e ambiental”, enfatizou, destacando que os produtores precisam melhor explorar e serem remunerados por essas questões.

Outro palestrante do mesmo painel, o pesquisador da Epagri, de Santa Catarina, Marcelo Mendes Haro, abordou a importância de um mix de recursos e ferramentas para o monitoramento de pragas. De acordo com ele, alteradores de comportamento, como feromônios, devem passar a ser mais utilizados nas lavouras em conjunto com armadilhas luminosas, por exemplo. “Hoje há opções 100% autônomas, com energia solar”, destacou, lembrando que a questão química passará a ser utilizada de forma alternativa. “A nossa revolução será biológica”, finalizou.

Logo após, o assunto foi conduzido pelo presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), José Américo Pierre Rodrigues. O dirigente falou sobre a importância das sementes certificadas no painel “Da Semente ao prato: a semente certificada e suas vantagens para a sustentabilidade da lavoura de arroz”.

Ainda dentro da programação do fórum técnico, foi apresentada a palestra “Sustentabilidade: experiências do plantio de soja na várzea”, pelo diretor comercial da Massey Ferguson, Eduardo Nunes, mediada pelo ex-presidente da Federarroz, Henrique Osório Dornelles. Nunes mostrou à plateia o projeto “Sulco: arroz, soja e pecuária na várzea”, que consiste em desenvolver um método de plantio de soja na várzea do arroz que seja economicamente viável e que traga níveis de produtividade similares aos do noroeste do Estado.

Como fazer? “Primeiro, escolha o método de suavização mais barato, depois, inicie a formação de camalhões, em seguida, faça a drenagem e a irrigação por sulcos e, por fim, realize plantio da soja sobre camalhões”, explica Nunes.

Para finalizar o primeiro dia de evento, o gerente técnico da premiada Sementes Aurora, de Cruz Alta (RS), Maurício De Bortoli, campeão nacional do Desafio CESB de Máxima Produtividade de Soja, apresentou a didática palestra “Manejo na Cultura da Soja: em busca da alta estabilidade”, com moderação do engenheiro agrônomo da Porteira Adentro Consultoria Agrícola Eduardo Muñoz. A produtividade na agricultura depende dos seguintes fatores: 50% do clima, que representa o único risco; 23% do solo, 13% da planta e 14% do manejo, que são oportunidades.

Ao final da exposição, De Bortoli citou James Delouche e Howard Potts, para salientar o quanto a semente é o princípio de tudo: “nenhuma prática agrícola, como adubação, manejo, irrigação, etc., pode melhorar a produtividade além dos limites impostos pela semente”. Conforme a experiência compartilhada pelo gerente técnico, a interação de todos os fatores – semente, semeadora, velocidade do plantio, cobertura do solo e condição do solo – resulta em uma melhor qualidade da semeadura. Afinal, “o melhor da produtividade não é quanto você colhe, mas sim o que você se torna antes de conseguir colher”, concluiu.

Na ocasião, a Embrapa também apresentou ao público a cultivar BRS A705 e o software PlanejArroz. A 30ª Abertura Oficial da Colheita ocorre até sexta-feira, dia 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, na região de Pelotas, com o tema “Intensificação para Sustentabilidade”. Trata-se de uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) com correalização da Embrapa e patrocínio Premium do Irga. Confira a programação completa no site do evento www.colheitadoarroz.com.br.

Câmara Setorial do Arroz debate questões como endividamento e exportações

Medidas  para buscar soluções referentes ao endividamento do setor e fomento às exportações do arroz foram as principais demandas que a cadeia orizícola irá reforçar junto ao Ministério da Agricultura. Os assuntos foram discutidos durante a reunião da Câmara Setorial do Arroz nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro, na 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).  

O encontro contou com a presença de produtores, indústrias e representantes do governo federal. De acordo com o presidente da Câmara Setorial do Arroz, Daire Coutinho, um dos principais pontos de debate do órgão é resolver o passivo do endividamento dos produtores de arroz. “Em relação ao setor produtivo, a cadeia, a câmara e as entidades vêm numa luta para solucionar este problema. Nossos parlamentares também estão trabalhando para que isso aconteça. Acreditamos que as coisas estão caminhando em um sentido de buscar uma solução para este produtor”, observa.

Uma das possibilidades, conforme Coutinho, é a ampliação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para enquadramento dos produtores de arroz, que já recebeu uma sinalização positiva do Ministério da Economia. “O Pronaf tem uma legislação diferente, um acesso diferente. Isto vai fazer que, com o aumento dos limites do Pronaf, tenhamos produtores que poderão migrar para isto com um bom número  conseguindo um juro menor e melhor condição de financiamento”, afirma.

As exportações também foram assunto. Uma das medidas, segundo o presidente da Câmara Setorial do Arroz, é buscar a renovação das cotas comerciais com o México e abrir novos acordos sanitários com outros países com potencial consumo do grão. “É uma surpresa os números de exportações deste ano, e isso culmina com uma atenção da ministra Tereza Cristina com o setor. Conseguimos agilizar negociações internacionais onde se colocam obstáculos que fazem com que demore um pouco mais”, salienta.

A 30ª Abertura Oficial da Colheita ocorre até sexta-feira, dia 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, na região de Pelotas, com o tema “Intensificação para Sustentabilidade”. Trata-se de uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) com correalização da Embrapa e patrocínio Premium do Irga.

Destaques da lavoura de arroz recebem distinção durante a Abertura da Colheita

Como todo ano, um dos momentos mais esperados da Abertura Oficial da Colheita do Arroz é a noite dos homenageados. Nesta 30ª edição do evento, organizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), serão realizadas na noite de quinta-feira, 13 de fevereiro, distinções especiais com a reconhecida pá que é entregue anualmente à orizicultores que estão trabalhando em soluções para o setor.

De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, este é um reconhecimento às pessoas que fazem a diferença dentro da lavoura de arroz. “Os homenageados da Abertura da Colheita são pessoas que se destacaram no meio arrozeiro no último ano e fazem a diferença tanto pela competência de seus trabalhos quanto pelo destaque no setor e são referências para que outros produtores saibam que tem gente buscando inovação, eficiência, sistemas de produção”, observa.

O dirigente lembra também do apoio técnico e político de diversas pessoas, que também recebem a distinção durante o evento. “Temos técnicos estaduais, federais e agrônomos que contribuem muito para a lavoura de arroz e a busca incessante para trazer alternativas para trazer sustentabilidade ao setor arrozeiro. Outros se destacaram pela importância ao segmento do arroz e aos diversos temas para esta cultura tão importante para o Rio Grande do Sul e o Brasil”, destaca.

Velho reforça também que esta pá é motivo de orgulho para todos que a recebem, pois representa um símbolo da lavoura orizícola e muito valorizado em razão do que ela significa.” As pessoas que vão receber neste ano fizeram a diferença em termos de novidade, inovação, empreendedorismo e dedicação”, conclui.

A 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorre de 12 a 14 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O tema este ano é “Integração Para a Sustentabilidade”. O evento é uma realização da Federarroz com correalização da Embrapa e Patrocínio Premium do Instituto Rio Grandense do Arroz. Informações sobre a programação podem ser obtidas em www.colheitadoarroz.com.br.

Confira os homenageados

Lavoura Nota 10: Gustavo Ayub Lara
Produtor Zona Sul: Ricardo Teixeira Gonçalves da Silva
Produtor Planície Costeira Externa: André Azevedo Velho
Produtor Planície Costeira Interna: Celso Bartz
Produtor Fronteira Oeste: Antônio Ceolin
Produtor Campanha: Elcio José Moro
Produtor Depressão Central: Daniel Hoerbe
Técnica Estadual: Mara Grohs
Técnico Federal: André Andres
Mercado Externo: Gedeão Pereira
Competitividade: Fernando Estima
Amigo da Lavoura: Brigada Militar
Homenagem Especial: Fernando Schwanke
Homenagem Especial: Fernando Rechsteiner
Homenagem Especial: José Carlos Pires