Bioeconomia é tema de palestra no estande da Embrapa na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Durante a quinta-feira (13), o estande da Embrapa na 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada de 12 a 14 de fevereiro, no Capão do Leão/RS, recebeu uma série de palestras técnicas sobre inovações na agricultura, principalmente para as lavouras de arroz. E um dos assuntos abordados foi a bioeconomia – quando são utilizados recursos biológicos, como bactérias e fungos, para a produção agrícola.

A apresentação da pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) Maria Laura Mattos abordou a importância do uso de inoculantes – microrganismos benéficos para o desenvolvimento das plantas – na cultura do arroz e da soja e, ainda, uma inovação para aplicação desses produtos diretamente no sulco.

Segundo a pesquisadora, o uso de produtos biológicos ainda representa uma exceção. Mas, que, aliada ao uso de químicos, pode representar uma revolução tecnológica, contribuindo para uma agricultura de baixo carbono e para maior produtividade e rentabilidade das lavouras.

Resultados

Durante a palestra, Maria Laura apresentou resultados de pesquisas realizadas na Embrapa Clima Temperado, por cinco safras agrícolas, com a inoculação em arroz irrigado, principalmente na variedade BRS Pampa. A bactéria utilizada foi a Azospirillum brasilense.

A inoculação com essa bactéria promove o crescimento das raízes, o que garante maior sustentação às plantas e evita o acamamento. Também, aumenta a absorção de nutrientes. Isso resulta em maior número de perfilhos e panículas e, consequentemente, em melhor performance da planta. “É ganho para a vida do solo e para o sistema. Solo tem que ter vida”, afirmou.

Em experimentos avaliados em granjas orizícolas da região, a produtividade por hectare chegou a ser 23,6% maior, com economia de 15 quilos de nitrogênio por hectare e, consequemente, com economia de custo. A maior produção registrada foi de 12,3 mil quilos por hectare.

De acordo com Maria Laura, esse é apenas um dos novos microrganismos para arroz irrigado estudados pela Embrapa Clima Temperado. Na Unidade, a pesquisadora é responsável por uma coleção com mais de 20 anos e quase 500 microrganismos isolados para o arroz irrigado no ambiente de terras baixas. “Nós buscamos os mais eficientes para alta produtividade nas cultivares de arroz Embrapa”, comentou.

A ideia, é estudar os microrganismos e suas possíveis compatibilidades, de maneira a viabilizar a inoculação simultânea das sementes, visando diferentes funcionalidades. “Em níveis de parcelas experimentais, algumas estirpes já apresentaram altos resultados de produtividade”, acrescentou.

A tecnologia também se aplica à cultura da soja. Na palestra, a pesquisadora ainda comentou sobre a coinoculação de dois microorganismos na soja, de maneira a estimular o aumento da área radicular. Isso resulta em maior absorção de nutrientes, água e fertilizantes, promovendo a Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN).

Inovação

A pesquisadora também abordou os experimentos para validação da inoculação diretamente no sulco de plantio do arroz. Segundo Maria Laura, o método ainda não havia sido estudado para a cultura e representa uma inovação porque a aplicação do inoculante ainda é um gargalo para o produtor.

O trabalho, realizado em parceria com empresas do setor privado, como Orion, Polisul, Total Bio e Di Arroz já tem apresentado bons resultado. “A eficiência do equipamento para inoculação no sulco foi de cem por cento. Não houve falhas nas lavouras”, adiantou Maria Laura.

Sistematização

Também no estande da Embrapa, o pesquisador José Maria Parfitt, juntamente dos parceiros Marcos Valle Bueno (Inia) e Henrique Bergmann (Embrapa/UFPel), falou sobre os “Novos modelos de sistematização das terras baixas: suavização.” A ideia foi mostrar os efeitos dos cortes e aterros feitos pela sistematização – ou seja, pela adequação da superfície do terreno de acordo com as necessidade de irrigação ou drenagem da área – sobre a produtividade do arroz e da soja.

Na oportunidade, eles abordaram as diferenças entre a sistematização com declividade uniforme e a sistematização com declividade variada (suavização). De acordo com os pesquisadores, a suavização tem apresentado benefícios por movimentar menos o solo, sendo mais rápida e mais barata.

Irrigação do arroz por aspersão reduz uso de água e custos por hectare

Pesquisas realizadas pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) indicam que o cultivo de arroz com irrigação por aspersão representa economia de 40% de água comparado ao sistema por inundação. O método também garante redução dos custos das lavouras de até 20%, chegando a mais de mil reais anuais por hectare, mesmo quando se considera uma pequena redução na produtividade em relação ao sistema inundado.

Segundo o pesquisador Germani Concenço, esse método é indicado para áreas com declive, de coxilha, com escassez de água e proporciona vantagens técnicas para produção de sementes de arroz. Mas, para dar certo, um dos requisitos é que o produtor realize plantio direto e faça rotação do arroz com outras culturas. “No máximo por dois anos, depois perde produtividade”, afirma.

A necessidade de rotação, no entanto, é vista como uma vantagem, já que permite maior flexibilidade ao produtor. “Quando se fala de sistema de produção, a gente não fala só de arroz, mas de um sistema diversificado. Carne, soja, milho, culturas de inverno e qualquer outro sistema de produção que se queira. O produtor arrozeiro passa a ser um agricultor de lavoura diversificada”, completou.

Redução de custos e agregação de renda

De acordo com Concenço, um dos principais entraves para produção de arroz atualmente são os custos de produção, que têm superado os ganhos em produtividade. Mas, a irrigação por meio de pivôs melhora essa realidade, resultando em maior lucro líquido.

O sistema diminui por quase metade o consumo de combustíveis dos maquinários, o desgaste dos equipamentos e a demanda de eletricidade usada na irrigação. O gasto em mão de obra também é menor, porque o pivô pode ser usado para executar parte das operações de fertilização e aplicação de agroquímicos. E a eficiência do uso de nitrogênio, por exemplo, pode ser maior quando aplicada de forma parcelada por meio de fertirrigação.

E, apesar do aumento em torno de 20% a 30% no uso de fertilizantes, já que as lâminas de água nos sistemas inundados tornam os nutrientes mais disponíveis, essa adubação acaba beneficiando todo o sistema e as culturas inseridas na área posteriormente.

O método ainda permite criar um mercado premium para o produto gerado, dada a redução de extração de água do ambiente, da emissão de metano pela cultura, e da presença de arsênio nos grãos – elemento com toxidade à saúde humana. “Principalmente em mercados exigentes como o europeu”, concluiu.

Palestra na abertura oficial da safra

O assunto foi abordado em palestra no estande da Embrapa, na tarde desta quinta-feira (13), durante a 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento está sendo realizado de 12 a 14 de fevereiro, na Estação Experimental terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, no município de Capão do Leão/RS.

Na oportunidade, Concenço abordou as diferenças entre os sistemas irrigados e por aspersão, considerando todo o ciclo da cultura. No caso do uso dos pivôs, a irrigação é feita para repor apenas o que é perdido para o ambiente por evotranspiração, já que as perdas por percolação e escoamento superficial tendem a ser menores no cultivo sob aspersão.

O manejo da irrigação do arroz, no entanto, tem algumas particularidades – a água deve ser aplicada mais frequentemente e em menores quantidades por operação. E a área permanece seca, facilitando o manejo da lavoura em todas as fases da produção. “Você planta, cultiva e colhe tudo no seco”, finalizou Concenço.

Vitrine Embrapa valoriza integração Lavoura-Pecuária na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Durante a 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada de 12 a 14 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), no Capão do Leão/RS, pesquisadores e analistas apresentam opções de pastagens de verão desenvolvidas pela Embrapa para uso na rotação com as lavouras, principalmente de arroz e soja.

Em exposição na área experimental, parcelas com a variedade de capim elefante BRS Capiaçu, voltada para silagem; e com variedades de pastagens perenes de verão, como o capim elefante-anão BRS Kurumi, os panicuns BRS Zuri, BRS Quênia e BRS Tamani, e a brachiaria BRS RB331 Ipyporã. Além do capim-sudão BRS Estribo, pastagem anual de verão.

Segundo o analista da Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS), Marco Antônio Karam Lucas, a proposta é demonstrar as possibilidades de pastagens de verão que se inserem na integração Lavoura-Pecuária (ILP), principalmente de arroz, integrando pastagens perenes e anuais para garantia de alimento ao gado. “É importante que o produtor tenha, na rotação, além das anuais, espécies perenes. Os animais precisam de comida e, caso ocorra problema com as anuais, é possível fazer pastejo com a perene”, afirmou.

Para as lavouras, os principais benefícios dessa integração são o aumento da produtividade pela ciclagem de nutrientes, estruturação do solo, controle de plantas daninhas e redução de pragas e doenças. A presença dos animais também ajuda na melhoria do solo. “Isso tudo acaba nas lavouras que vêm depois, que se tornam mais produtivas pela melhoria da fertilidade e estrutura do solo”, completou.

Impacto da irrigação

As parcelas das variedades estão divididas em partes irrigadas e não irrigadas, com diferentes cortes, para demonstrar o impacto da irrigação no desenvolvimento das pastagens. De forma geral, todas as cultivares apresentam boa produção. Mas, a irrigação fez diferença no rebrote e no porte das plantas. No caso da variedade BRS Quênia, o rebrote chegou a 30 centímetros em seis dias.

De acordo com o analista da Embrapa Clima Temperado, Sérgio Bender, é importante que o produtor se planeje, já que o manejo correto faz diferença, não apenas no desempenho das plantas, mas também nos índices de proteína. Quanto mais tempo no campo, mais fibra e menos quantidade de proteína. A irrigação, segundo ele, também é um diferencial acessível para regiões de terras baixas. “Se tens terras baixas, pode plantar arroz. E se dá para plantar arroz, tem água”, concluiu.

Movimentação

As visitas ao espaço ocorrem pela manhã, durante os três dias de evento. Segundo o bolsista da Embrapa Wagner Couto, que também está atendendo no espaço, as informações mais buscadas pelos produtores são sobre teores de proteína dos materiais, palatabilidade, manejo, irrigação e resistência a áreas alagadas. “Todos os que estão vindo aqui são pessoas realmente interessadas no tema”, disse.

É o caso do produtor do município de Cachoeira do Sul, Carlos Augusto Wachholz. Em sua propriedade, o carro-chefe é o arroz, com 260 hectares cultivados. Mas, ele também investe em soja e pecuária. No espaço, esteve procurando por alternativas para maior lotação animal no verão, de maneira a dar maior condição à pecuária nessa época do ano. A ideia é reduzir a área de arroz para o cultivo de pasto na várzea. “Fiquei bem impressionado com as pastagens. Esse poder de rebrote. Acho que é uma ótima alternativa para o nosso caso”, concluiu.

Sindag: Frota aeroagrícola brasileira cresce quase 4% e chega a 2.280 aeronaves

A aviação agrícola brasileira entrou 2020 com 2.280 aeronaves (2.265 aviões e 15 helicópteros), segundo números divulgado nessa quarta-feira (dia 12), pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). O resultado significa o incremento de 86 aparelhos em 2019, uma alta de 3,99 % durante o ano. O que indica também a manutenção do ritmo de crescimento 2018, quando a frota (com 2.194 aeronaves) havia tido um incremento de 3,74% em relação ao ano anterior (mais do que o dobro dos 1,54% de 2017).

O balanço foi apresentado pelo diretor-executivo do sindicato aeroagrícola durante um encontro com empresários, pilotos e dirigentes do setor no estande da entidade dentro da 30º Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre até sexta-feira (14), em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. Os dados foram apurados pelo engenheiro agrônomo e consultor do Sindag Eduardo Cordeiro de Araújo, junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O levantamento considerou a frota total até 31 de dezembro.

O estudo Frota Brasileira de Aeronaves Agrícolas – 2019 abrange também o número de empresas aeroagrícolas (categoria SAE-AG, que são as prestadoras de serviços aos produtores), que passou de 253 em 2018 para 267 este ano – aumento de 5,13% (superior aos 3,7% de crescimento em 2018). O relatório final do levantamento – com os comentários técnicos de Araújo e o fechamento de alguns dados secundários – será publicado a partir do próximo dia 21, no site do Sindag (www.sindag.org.br)

DIVISÃO POR CATEGORIAS

Entre os dados que precisam ser confirmados, está a quantidade de operadores privados (categoria TPP, que são os agricultores, fazendas empresariais ou cooperativas que têm suas próprias aeronaves). No entanto, segundo Araújo, o total gira em torno dos 650 – eram 585 no ano anterior.

Por outro lado, a proporção na distribuição de frota entre operadores SAE e TPP já está confirmada:

–             São 1.427 aeronaves (62,59%) estão com 267 empresas aeroagrícolas – operadores de Serviço Aéreo Especializado Agrícola (SAE/AG), que prestam serviços para produtores.

–             825 aeronaves (36,18%) são de cerca de 650 (número preliminar) operadores privados – Serviço Aéreo Privado (TPP), que são produtores, fazendas empresariais ou cooperativas com suas próprias aeronaves.

–             As 28 aeronaves restantes na conta são de governos ou autarquias federais ou estaduais, além de protótipo e aeronaves de instrução. Por exemplo, aviões pertencentes a corpos de bombeiros (combate a incêndios), os usados pela Academia da Força Aérea e aparelhos das seis escolas de formação pilotos agrícolas do país.

ESTADOS

Entre os 23 Estados (mais o Distrito Federal) com aviação agrícola, os que tiveram maior crescimento de frota foram o Mato Grosso, que recebeu 26 aviões em 2019, São Paulo, com mais 15 aeronaves; Pará, com mais 12, e o Rio Grande do Sul, com mais nove.

No ranking estadual, o Mato Grosso segue na ponta, com 520 aviões. Em segundo está o Rio Grande do Sul, que conta com 436 aviões. São Paulo aparece em terceiro em frota de aviões e helicópteros, com 332 aeronaves.

FABRICANTES

Entre as fabricantes de aviões agrícolas, a brasileira Embraer segue na liderança, com 56,75% da frota no mercado brasileiro, com suas variantes do avião Ipanema. Trata-se do projeto dos anos 70, de um avião com motor a pistão, que em 2015 lançou sua sétima geração (Ipanema 203) e desde 2004 sai de fábrica movido a etanol (Ipanema 202 A).

Porém, entre os diversos modelos que compõem a aviação agrícola nacional, cabe também ressaltar a entrada cada vez maior dos aviões turboélices, principalmente de fabricação norte-americana. Mais potentes e com maior capacidade de carga, os turboélices já são 18,48% da frota brasileira.

A título de comparativo, enquanto a frota aeroagrícola total cresceu 52,2% entre 2009 e 2019, a frota de turboélices aumentou mais de 47% nos últimos quatro anos. Nesse segmento, liderada pela texana Air Tractor, maior fabricante mundial de aviões agrícolas e que ocupa 16,53% do mercado brasileiro – segunda no ranking das 14 indústrias presentes entre os operadores do País.

MUNDO

O Brasil segue com a segunda maior força aérea agrícola do planeta, atrás apenas dos norte-americanos, que possuem cerca de 3,6 mil aeronaves (85% aviões e 15% helicópteros), segundo a Associação nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA), a sigla em inglês. O País está à frente ainda de potências como o México (2 mil aeronaves), Argentina (1,2 mil aeronaves), Nova Zelândia e Austrália (300 aeronaves cada), entre outras.

O PESQUISADOR

Eduardo Araújo é uma das mais importantes referências brasileiras do setor aeroagrícola na atualidade e desde 2008 realiza anualmente os levantamentos de frota aeroagrícola no País. Piloto, engenheiro agrônomo, pesquisador e ex-empresário do setor, ele testemunhou ou esteve envolvido em muitas ações para o desenvolvimento do setor desde o final dos anos 60. Além disso, nos anos 70 integrou o projeto do avião Ipanema, da Embraer, o primeiro e até hoje único avião agrícola fabricado em série no Brasil – ainda em produção e que domina mais de 60% da frota do setor no País.

Avião em exposição, drones e realidade virtual

O Sindag está participando pelo quarto ano consecutivo da Abertura Oficial da Colheita de Arroz, que ocorre sempre no Rio Grande do Sul (o Estado produz mais de 70% do arroz irrigado do País). A entidade está no roteiro das Vitrines Tecnológicas, onde apresenta a ferramenta aérea para produtores, especialistas e pesquisadores, além de visitantes em geral (a entrada no local é grauita).

Este ano, o estande do Sindicato conta com um avião agrícola em exposição – em parceria com a empresa Mirim Aviação Agrícola, de Pelotas, que desmontou o aparelho para levá-lo por terra ao estande –, um drone de pulverização (levando pela AllComp, de Porto Alegre). Além disso, os visitantes podem experimentar a sensação de estar dentro de um voo agrícola, através de óculos de realidade virtual. Neste caso, do Projeto Aviação Agrícola 360 Graus, do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag). A ideia da iniciativa é justamente aproximar o setor da sociedade, apresentando sua segurança e precisão.

O evento em Capão do Leão vai até a próxima sexta-feira (14), na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado. A área é próxima ao campus da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Vantagens do uso de pivôs são apresentadas durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Capão do Leão (RS)

A partir desta quarta-feira (12), a Valley participa da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada em Capão do Leão (RS). Representada pelas revendas Irridrop, Irrigasul e Infosafras, a empresa líder do setor de irrigação conta com um estande no evento, que deverá atrair milhares de visitantes até sexta-feira (14).

O evento é realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), e tem o objetivo de desenvolver o setor orizícola, reunindo produtores, autoridades, entidades e empresas do setor. Oportunidade para mostrar os últimos avanços científicos e tecnológicos na cultura do arroz, bem como discutir a realidade do setor em nível nacional e internacional.

No estande da Valley, as revendas Irridrop, Irrigasul e Infosafras atuarão juntas, demonstrando que o uso de pivô central pode proporcionar diversas vantagens aos produtores. “Vamos mostrar aos visitantes que o pivô central é algo necessário na propriedade, principalmente após um momento de estiagem como esse que ocorreu no Rio Grande do Sul. Um detalhe importante é que cerca de 70% a 80% do arroz produzido no Rio Grande do Sul é pelo método por inundação, que consome muita água. Mostraremos que a utilização do pivô diminui muito esse consumo de água e mantém a produção com os mesmos índices. Ou seja, economiza-se água e é mantida a produtividade”, disse Henrique Levien, diretor da revenda Infosafras.

Pedro Alessandro de Oliveira, responsável pela Irrigasul, ressaltou outros benefícios que o pivô central pode oferecer aos produtores do Rio Grande do Sul. “Com a utilização de pivô, o produtor economiza mão de obra, economiza água e tem produtividade alta. Além disso, é possível diversificar as culturas nas terras altas”, enfatiza. Em uma região tradicionalmente ligada ao cultivo do arroz, os benefícios da irrigação são muitos.

Diretor da Irridrop, Cristopher Haselein Flores destaca que o estande demonstra na prática o que o produtor tem a ganhar com o pivô central. “Assim que passar pelo estande, o visitante encontra dois pés de soja, colocados lado a lado. Um deles foi irrigado e o outro, cultivado em sequeiro. A diferença no desenvolvimento das plantas é gritante, ilustrando muito bem o ganho de produtividade proporcionado pelo pivô”, revela.

No evento, a Valley também faz o lançamento de vídeo com depoimentos de clientes sobre o benefício do uso de pivô na irrigação de arroz.

Quem visitar o estande da Valley poderá conhecer de perto algumas das soluções mais inovadoras da empresa, como o painel inteligente Icon10, demonstrando os produtos de telemetria, o controle remoto do pivô. Além disso, os visitantes poderão ver de perto o VFD, que permite o movimento constante do equipamento, evitando atolamentos, e o Field Commander, utilizado para viabilizar a telemetria em equipamentos mais antigos.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O tradicional evento ocorre na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O tema este ano é “Integração Para a Sustentabilidade”. O evento terá fóruns técnicos, vitrines tecnológicas, além de reunião da Câmara Setorial Nacional do Arroz. Homenagens às pessoas que fazem a diferença dentro da lavoura de arroz também serão realizadas. Os detalhes da programação podem ser conferidos no site www.colheitadoarroz.com.br.

 

Variedades recentes da Embrapa são apresentadas na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Em exposição, cultivares de arroz desenvolvidas pelo programa de melhoramento genético nos últimos cinco anos e orientações para cultivo de soja em terras baixas

Durante as manhãs de 12 a 14 de fevereiro, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) apresentam soluções tecnológicas desenvolvidas pela pesquisa para os participantes da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz (AOCA), realizada Estação Experimental Terras Baixas da Unidade, no Capão do Leão. Na vitrine de variedades, cinco cultivares de arroz em exposição: BRS Pampeira, BRS Pampa CL, BRS 358, BRS A701 CL e a novidade, a BRS A705.

Em destaque, a variedade mais recente, a BRS A705, que deve ser lançada ainda neste ano. Sua principal vantagem é o porte, 5 a 10 cm mais baixo do que o das variedades comerciais, o que a torna resistente ao acamamento. Possui ainda ciclo precoce e produtividade em torno de 10 toneladas por hectare.

Outro destaque é a BRS Pampeira, uma das variedades Embrapa com maior teto de produtividade, entre 10 a 12 toneladas por hectare. Lançado há três anos, o material também é hoje o mais utilizado no estado do Tocantins por apresentar alta resistência à brusone.

A BRS Pampa CL já é utilizada no Rio Grande do Sul há quatro anos e tem apresentado boa resistência à brusone e a outras doenças, além de ser tolerante à toxidade por ferro. Nas últimas safras, a indústria tem pago prêmios na compra devido à qualidade do grão.

A BRS 358, voltada à culinária japonesa, também tem se destacado pela qualidade. No município de Jaguarão, os produtores receberam 50% a mais pela produção. Suas vantagens estão no grão, mais curto e redondo e com baixo teor de amilose, o que o torna mais pegajoso e molhado após a cocção.

Por fim, a BRS 701 CL é a segunda variedade Embrapa para o sistema Clearfield. Desenvolvida a partir da BRS Taim – muito utilizada no Estado no passado –, apresenta resistência ao herbicida de largo espectro, também sendo moderadamente resistente às principais doenças da cultura.

Segundo os pesquisadores, todos os materiais Embrapa já foram testados no campo e na indústria e, de modo geral, têm apresentado alta produtividade e excelente qualidade de grão. “A Embrapa não abre mão dessas qualidades em seus lançamentos”, completou o pesquisador e melhorista da Embrapa Paulo Fagundes.

Cuidados com a soja em terras baixas

Na vitrine tecnológica dedicada à soja, os pesquisadores Giovani Theisen e Lilia del Aguila demonstram para os produtores as principais dificuldades para produção de soja em terras baixas e algumas orientações de manejo para solução dos problemas. As indicações principais envolvem descompactação do solo, calagem e investimento em irrigação.

Apesar de ter ganhado expressão na metade Sul do Estado, sendo a principal cultura na integração com o arroz irrigado, a soja é sensível às áreas de terras baixas, dadas as condições do solo, que é encharcado e mais arenoso e compactado. Tais condições são pouco toleradas pela cultura.

Uma das soluções apresentadas é o uso de camalhões, que traz benefícios para irrigação, no sulco, e, em áreas sistematizadas, ajuda na drenagem, evitando que as plantas se exponham ao encharcamento. O solo plano das terras baixas é favorável a esse tipo de sistema, que ainda ajuda a descompactar o solo.

Outro ponto importante é a realização de calagem. A indicação dos pesquisadores é que seja realizada análise de solo e, caso necessário, aplicado calcário até três meses antes do plantio, que na região ocorre no mês de novembro.

Em relação à seca nas últimas safras, a orientação é de investimento em sistemas de irrigação. Neste ano, a falta de chuvas ocasionou déficit hídrico de aproximadamente 225 milímetros nas lavouras de soja, com queda esperada de produtividade de até 60%. No ano passado, foram colhidos 75 sacos por hectare em áreas experimentais irrigadas, em comparação a 28 sacos em áreas não irrigadas.

Roteiros técnicos

Nas vitrines tecnológicas, as exposições estão sendo feitas para grupos de 35 pessoas, em média, com cerca de vinte minutos de duração. Ao todo, passaram pelo estande no dia de hoje 30 grupos e mais de mil pessoas, que também percorreram outros 18 estantes de empresas parceiras.

BASF anuncia primeiro híbrido de arroz durante evento no Rio Grande do Sul

■       Lançamento ocorrerá na Abertura da Colheita do Arroz

■       BASF entra definitivamente no mercado de sementes de arroz

■       Com manejo adequado, teto produtivo dos híbridos pode aumentar até 25% em comparação com as cultivares de maior rendimento

Capão do Leão (RS), 11 de fevereiro de 2020 –  As primeiras sementes híbridas de arroz da BASF vão ser lançadas no Brasil. A novidade será anunciada na 30ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, evento realizado de 12 a 14 de fevereiro em Capão do Leão (RS).

A BASF, empresa líder em tecnologia para arroz, apresentará no evento uma área  experimental com o híbrido que será lançado no mercado brasileiro na safra 2020/21. A novidade terá a tecnologia Clearfield®, utilizada em aproximadamente 80% das áreas de arroz do país para o controle de plantas daninhas no cultivo.

“A BASF entra no mercado de híbridos de arroz para oferecer sementes com alto potencial produtivo e com qualidade de grão adequada
à demanda do mercado. Enquanto nas variedades convencionais a evolução do teto produtivo costuma oscilar entre 1% a 2% ao ano, o aumento com os híbridos pode ser de 20% a 25% em comparação com as variedades convencionais”, explica José Mauro Costa Rodrigues Guma, gerente de Sementes de Arroz e Trigo da BASF.

A empresa investe anualmente cerca de 900 milhões de euros para trazer tecnologias que atendam às necessidades dos agricultores e contribuam para o seu legado. Sementes de arroz de qualidade evitam impurezas que podem prejudicar a lavoura, entre elas plantas daninhas resistentes, como o arroz-vermelho. Se não for feito de maneira adequada, o manejo de plantas daninhas resistentes pode representar aumento de custos de produção entre 25% e 50%.

Nos próximos anos, os híbridos de arroz também vão contar com a tecnologia Provisia™, para o controle de plantas daninhas de folha estreita. As sementes serão comercializadas diretamente pela BASF, por meio dos seus distribuidores. Os parceiros da BASF que já utilizam a tecnologia Clearfield® também terão acesso ao Provisia™, dando continuidade ao trabalho conjunto em favor da rizicultura.

O híbrido de arroz será mais uma ferramenta a ser utilizada no sistema produtivo arroz – soja. “A BASF está comprometida com a longevidade das lavouras de arroz. Para que o cultivo seja viável e rentável é preciso rotacionar diferentes tecnologias e cultivos. Temos foco no sistema produtivo porque os agricultores precisam ter altas produtividades, com qualidade, hoje, amanhã e no futuro”, afirma Vitor Bernardes, gerente de Marketing de Arroz e Trigo da BASF.

Controle do capim-arroz

Outro destaque da BASF no evento é o herbicida Aura® 200, uma ferramenta eficiente para o manejo efetivo de plantas daninhas, com ênfase no capim-arroz e de outras importantes gramíneas de difícil controle.

A BASF desenvolve soluções para todos as fases do cultivo de arroz, com sementes, biotecnologias e proteção de cultivos. A empresa é parceira de longo prazo dos agricultores. A oferta constante de inovação demonstra o comprometimento com a longevidade do cultivo, visando o aumento de produtividade do grão.

Serviço:

O que: Abertura da Colheita do Arroz

Quando: 12 a 14 de fevereiro de 2020

Onde: sede da Embrapa em Capão do Leão (RS)

Site: http://www.federarroz.com.br/colheita/

Prezado jornalista, favor contatar a BASF, por meio de sua área da Comunicação Corporativa, em caso de informações sobre os produtos e sua correta aplicação. Uso exclusivamente agrícola. Aplique somente as doses recomendadas. Descarte corretamente as embalagens e restos de produtos. Incluir outros métodos de controle do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados. O produto Aura® 200 está devidamente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob o número: 007107.

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Sobre a Divisão de Soluções para Agricultura da BASF

Com uma população em rápido crescimento, o mundo está cada vez mais dependente da nossa capacidade de desenvolver e manter uma agricultura sustentável e ambientes saudáveis. Trabalhando com agricultores, profissionais agrícolas, especialistas em gestão de pragas e outros, é nosso papel ajudar a tornar isso possível. É por isso que investimos em uma forte estrutura R&D e em um amplo portfólio, incluindo sementes e melhoramento genético, proteção química e biológica de cultivos, manejo do solo, fitossanidade, controle de pragas e agricultura digital. Com equipes de especialistas em laboratório, campo, escritório e produção, conectamos o pensamento inovador e a ação realista para criar ideias reais que funcionam – para agricultores, sociedade e o planeta. Em 2018, nossa divisão gerou vendas de 6,2 bilhões de euros. Para mais informações, visite www.agriculture.basf.com ou qualquer um dos nossos canais de mídia social.

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PlanejArroz é o novo aplicativo para cadeia do arroz

Tecnologia é lançada na 30ª Abertura da Colheita do Arroz e a futura cultivar BRS A705  é apresentada aos produtores em vitrines tecnológicas, instalada na Estação Experimental.

A Embrapa lança para a cadeia produtiva do arroz um aplicativo para celular, o PlanejArroz, na quarta-feira, 12/02, no primeiro dia do evento da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, às 15h40, dentro do espaço do Fórum Técnico, no auditório da Estação Experimental Terras Baixas, localizada no Capão do Leão/RS. O aplicativo faz indicações de manejo e de estimativa da produtividade da cultura. Nesta agenda será feita também a apresentação da futura cultivar  BRS A705. Os pesquisadores Silvio Steinmetz e Ariano Martins de Magalhães, respectivamente, realizam a apresentação das novas tecnologias.

O PlanejArroz

O aplicativo é um resultado da parceria entre a Embrapa, a UFSM e o INMET, apresentado em dois módulos. O primeiro módulo é baseado em graus-dia e faz a estimativa da data de ocorrência de seis estádios de desenvolvimento das cultivares recomendadas, na média dos anos e na safra, visando o planejamento e a tomada de decisão sobre o manejo da cultura.

O segundo módulo utiliza o modelo SimulArroz para estimar a produtividade de grãos, na média dos anos e na safra, das três cultivares mais semeadas no Estado.

O produtor poderá acessar a versão web em http://planejarroz.cpact.embrapa.br e posteriormente no Apps da Embrapa, no Google Play.

A tecnologia é um resultado do esforço conjunto, nas diferentes etapas de desenvolvimento do aplicativo, da Embrapa Clima Temperado, equipe FieldCrops da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/8º Disme).

Arroz Irrigado BRS A705

A futura cultivar de arroz irrigado BRS A705 será apresentada aos visitantes, podendo ser vista nas vitrines tecnológicas. Ela é uma evolução da BRS Pampa, tendo  uma flexibilidade no manejo. Sua característica forte é a resistência ao acamamento, sendo agregada a alta produtividade e qualidade de grãos. Os testes experimentais demonstraram que ela pode alcançar uma marca superior a 10 ton/ha.

A 30ª. Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma promoção da Federarroz e Embrapa. Conta também com o apoio de várias empresas como IRGA, BASF, John Deere, Massey Ferguson, New Holland, LindSay, Senar/RS, Sicredi, Banco do Brasil, Banrisul, 3 Tentos Agroindustrial, Tecon e Badesul.

COMUNICAÇÃO DA EMBRAPA

Cristiane Betemps – Cristiane.betemps@embrapa.br – Whats (53) 99901-7158

Francisco Lima – Francisco.s.lima@embrapa.br – Whats (53) 99161-5949

Vai começar a Abertura da Colheita do Arroz pela segunda vez em Pelotas/RS

Embrapa e mais de 20 empresas parceiras vão expor vitrines de tecnologias para o arroz, soja e culturas de terras baixas. Evento acontece de 12 a 14 de fevereiro aberto à visitação do público especializado e curiosos.

Abertura Oficial da Colheita do Arroz retorna a Pelotas como sede para receber os mais de sete mil visitantes, registrados na edição do ano passado. O evento que chega a 30ª realização, numa parceria entre a Embrapa e a Federarroz, tem a estruturação de uma feira de tecnologias com demonstração à campo, estandes de serviços, máquinas e equipamentos para o setor orizícola, palestras técnicas e de políticas públicas, lançamentos de produtos, troca de conhecimentos, fechamento de acordos e contratos técnicos, negócios, avanços do conhecimento e desenvolvimento regional.

A feira abre suas portas no dia 12 e se estende até dia 14 de fevereiro. O evento é aberto ao público, acolhendo visitantes da área agrícola e em geral. O evento acontece na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa, no Capão do Leão/RS. Estão confirmadas 40 caravanas de produtores vindos de inúmeras áreas do Estado.

A atração do evento sempre recai sobre a lavoura demonstrativa – as vitrines tecnológicas – as quais estarão apresentando tecnologias da Embrapa e de mais de 20 parceiros do agro, além dos lançamentos da Empresa. As principais parcelas que serão colhidas na Abertura Oficial são as cultivares BRS Pampa CL, da Embrapa, e BRS IRGA 431 CL, do IRGA. A solenidade de Abertura Oficial está marcada para acontecer no dia 14/02, às 14h, com a presença do Governador do Estado do RS e autoridades públicas e políticas.

Lançamento de tecnologias da Embrapa

No primeiro dia do evento, 12/02, às 15h40, dentro do espaço do Fórum Técnico, no auditório Estação Terras Baixas, a Embrapa lança o aplicativo PlanejArroz e faz a apresentação da futura cultivar  BRS A705 pesquisadores Silvio Steinmetz e Ariano Martins de Magalhães, respectivamente.

O aplicativo é um resultado da parceria entre a Embrapa, a UFSM e o INMET, apresentado em dois módulos. O primeiro módulo do aplicativo faz a estimativa dos estádios de desenvolvimento das culturas recomendadas. O segundo módulo, utiliza o modelo SimulArroz para realizar a estimativa da produtividade de grãos.

A futura cultivar de arroz irrigado BRS A705 será apresentada aos visitantes, podendo ser vista nas vitrines tecnológicas. Ela é uma evolução da BRS Pampa, tendo  uma flexibilidade no manejo. Sua característica forte é a resistência ao acamamento, sendo agregada a alta produtividade e qualidade de grãos. Os testes experimentais demonstraram que ela pode alcançar uma marca superior a 10 ton/ha.

Uso de pivô nas lavouras de arroz

O uso da irrigação por aspersão por meio de pivô, na lavoura de arroz, também será um dos destaques do evento este ano.

Segundo o coordenador das vitrines tecnológicas da Embrapa, pesquisador Giovani Theisen, o uso de aspersão já é adotado por muitos produtores de arroz, mas será dada ênfase pelos diversos benefícios proporcionados pela tecnologia. “Em lavouras de arroz, o uso da irrigação por aspersão traz uma economia entre 25% e 50% do volume de água se comparada à irrigação tradicional. Outra condição é que as chuvas têm sido escassas nos últimos anos para oferecer irrigação para lavoura de soja, por exemplo, e o uso de pivô, garante também a irrigação de culturas de sequeiro”, diz Theisen.

Outros pontos positivos levantados pelo pesquisador é a possibilidade de a água economizada ser usada em outras culturas e do pivô poder ser utilizado em áreas de coxilhas, incluindo a irrigação por aspersão em outras culturas, como por exemplo, o milho.

As cultivares nas Vitrines Tecnológicas

Os visitantes poderão conhecer cultivares implantadas em  vitrines vivas. Ali os técnicos, os produtores e profissionais ligados a cultura do arroz, especialmente, poderão ter dados técnicos, demonstração das próprias plantas e o seu desenvolvimento, informações de fornecedores de sementes e outras curiosidades sobre as cultivares de arroz irrigado BRS Pampa CL, BRS Pampeira, BRS A705 e BRS A701 CL. 

Animais em pastejo pela primeira vez

Pela primeira vez, durante o período de visitação às lavouras experimentais – uma empresa parceira da Abertura da Colheita – colocará animais pastejando para demonstrar a importância da pecuária na rotação de culturas e o quanto essa prática colabora com a sustentabilidade do negócio, ajustando as necessidades de cada manejo agrícola e/ou pecuário. Todos os animais em pastejo serão de corte para demonstrar a produtividade do rebanho, através da oferta de grãos de terras baixas.

A soja será destacada em palestras

Outra possibilidade que Abertura Oficial da Colheita da Arroz tem proporcionado aos visitantes é conhecer tecnologias para intensificar a sustentabilidad. A escolha da rotação de culturas é uma  delas, através da soja. Nesta edição, o público poderá participar de palestras que darão dicas importantes sobre o manejo da cultura, identificação e tratamento de pragas, inoculação e a própria integração da soja ao sistema lavoura-pecuária. Todas essas palestras serão apresentadas no estande institucional da Embrapa.

Palestras técnicas agendadas

Durante o período do evento será oferecido pela Embrapa a todos os interessados a participação em palestras técnicas, em seu estande institucional, localizado na área de exposição, que se concentrarão entre 11h e 16h30. Os temas escolhidos vão atender inovações a serem aplicadas no manejo das culturas de arroz, soja, milho e de terras baixas. Serão oito palestras, que acontecem nos dias 12 e 13/02. Acompanhe aqui a programação.

Vitrine de ILP

Em 2019, a Embrapa inovou com a apresentação de uma área destinada a diversificação à lavoura de arroz. Pela segunda vez na Abertura da Colheita será feita a demonstração de lavouras experimentais com a implantação de ILP em terras baixas, aonde pesquisadores e técnicos vão orientar o manejo e divulgar dados técnicos das pastagens de verão. Nesta edição o público poderá ver o desempenho das pastagens perenes: os capins elefante BRS Capiaçu (para silagem) e BRS Kurumi (para pastejo); os panicuns BRS Zuri, BRS Kenia e BRS Tamani (para pastejo); e a brachiaria BRS Ibiporã. A pastagem anual que será apresentada é o capim sudão BRS Estribo.

Prêmio Pá do Arroz

Na noite do dia 13/02, a Federarroz realiza uma distinção a personalidades que se destacaram na lavoura de arroz durante a safra 2019/2020. São produtores, técnicos e representantes de entidades, que receberão uma homenagem com a “Pá do Arroz” entregue no evento anualmente. Todos são orizicultores que trabalham em soluções para o setor. Na categoria Técnico Federal, o escolhido nesta edição, representando a Embrapa, é o pesquisador André Andres. Ele é o atual coordenador da Estação Experimental Terras Baixas, base física da Unidade de pesquisas, situada no Capão do Leão, que se dedica as pesquisas em arroz e grãos de terras baixas, e tem formação e experiência na área de Agronomia, com ênfase em Manejo de Plantas Daninhas.

Estande Institucional e Catálogo de Tecnologias

A Empresa estará instalada como na edição anterior, bem  próximo do público visitante da feira, logo a seguir da trilha de visitação às vitrines tecnológicas e às vitrines de ILP. Será o primeiro estande da rua de expositores da Abertura da Colheita.

Nesse espaço serão realizados atendimentos personalizados por técnicos e pesquisadores ao público, degustação dos futuros produtos oriundos de pesquisa em orizicultura, assinatura de acordos e convênios técnicos entre parceiros, entrega de material técnico, reuniões com autoridades e a realização das oito palestras técnicas em mini-auditório.

Entre os materiais a serem divulgados no estande será o Catálogo de Tecnologias. É um portfólio com as 20 principais tecnologias apresentadas pela Embrapa durante a 30ª edição da Abertura da Colheita do Arroz. Neste material foram reunidos os dados técnicos das cultivares de arroz em exposição nas lavouras, do aplicativo para celular a ser lançado, e também de opções de tecnologias de irrigação da lavoura de arroz, de estrategias para fixação biológica, de recomendação para escolha de sementes, de alternativas de sistematização de solo, manejo e fertilidade de solo, estratégias para manejo de pragas em arroz, de uso de sistema integrado de arroz, técnicas de manejo em soja e planejamento forrageiro para propriedades.

30ª Abertura da Colheita do Arroz é uma realização da Federarroz e Embrapa, com o apoio do IRGA e da BASF e a participação das empresas John Deere, Massey Ferguson, New Holland, LindSay, Senar/RS, Sicredi, Banco do Brasil, Banrisul, 3 Tentos Agroindustrial, Tecon e Badesul.

Cristiane Betemps (MTb7418\\RS)
Embrapa Clima Temperado

Contatos para a imprensa
clima-temperaro.imprensa@embrapa.br
Telefone: (53) 3275-8508

RiceTec apresenta sistema de soluções integradas para a cultura do arroz na Abertura da Colheita do Arroz

Tecnologia Fullpage, Max-Ace e hibridos convencionais aliados a rotação de culturas integram o sistema

A RiceTec Sementes, empresa dedicada à criação e desenvolvimento de arroz híbrido, vai apresentar na 30ª Abertura da Colheita do Arroz, que acontece de 12 a 14 de fevereiro, em Capão do Leão, seu novo e atualizado portfólio de produtos desenvolvidos para oferecer um Sistema de Rotação de Tecnologias de controle de plantas daninhas em arroz. O sistema conta com as tecnologias Max-Ace, FullPage e Convencional.

Um dos destaques que estará na vitrine tecnologia da RiceTec será a tecnologia FullPage, desenvolvida em parceria com a Adama, que oferece melhor tolerância a herbicidas do grupo químico das Imidazolinonas (IMI´s). O engenheiro agrônomo e coordenador de negócios no Brasil da RiceTec Sementes, Marlon Scursone, explica alguns pontos dessa tecnologia.

“Os híbridos FullPage mostram uma melhora acentuada na tolerância aos herbicidas IMI. Isso melhorou a resposta da cultura garantindo a expressão de seu potencial genético. Esta característica confere ao produtor o benefício de uma maior flexibilidade e segurança na aplicação dos herbicidas”.  Scursone destaca ainda que os primeiros materiais com esta tecnologia serão o XP113PF e INOVFP, ambos híbridos com excelente potencial produtivo e qualidade de grãos.

Outra ferramenta que compõe o sistema proposto pela RiceTec e poderá ser conferido pelos produtores no evento é o Max-Ace, uma tecnologia inovadora para o controle de arroz vermelho e gramíneas resistentes aos herbicidas Inibidores de ALS, como explica o coordenador de Desenvolvimento de Produto da RiceTec, Cyrano Busato.

“Hoje um dos principais problemas na lavoura arrozeira são as gramíneas resistentes aos herbicidas inibidores de ALS, em especial o arroz vermelho, essa nova tecnologia chamada Max-Ace é uma ferramenta muito importante para o produtor e passa a ser uma das grandes soluções para as propriedades de modo geral”, afirma.

A RiceTec também contara com produtos convencionais na sua Vitrine Tecnológica na Abertura da Colheita. O potencial produtivo e a qualidade de grãos do XP 117 e do XP 113 estarão à disposição para quem quiser conhecer melhor as características e performance do produto.

“A RiceTec sempre foi uma empresa que priorizou oferecer um portfólio variado de produtos para atender as necessidades da cultura do arroz. Por isso, estamos levando para a Abertura da Colheita uma proposta de rotação de tecnologias em arroz, onde aliado a rotação de culturas eleva a eficiência no controle de plantas daninhas”, finaliza Scursone.

Mais informações sobre a RiceTec Sementes
www.ricetec-sa.com
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