Pesquisa consolida sistema de alerta para monitorar pragas da soja na região

Em reunião realizada no início da tarde de hoje (21), durante a 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) se reuniram com técnicos da iniciativa privada, técnicos da Emater/RS-Ascar e produtores para ampliar e consolidar um sistema de alerta de pragas da soja, como lagartas e percevejos. Na sequência, os participantes também visitaram a área de Manejo Integrado de Pragas (MIP), no espaço de integração Lavoura-Pecuária da Embrapa no evento.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, Ana Paula Afonso, o trabalho teve início em meados de 2018 por demanda da Emater/RS-Ascar. Como primeiro passo, foram realizados módulos de um curso com foco no manejo integrado da soja, abordando assuntos como solo, plantas daninhas, controle de insetos e colheita. A partir desses módulos, as instituições se organizaram para implementar o monitoramento junto a técnicos selecionados de 14 Unidades de Observação.

Cada profissional recebeu um caderno de campo, publicações orientadoras, uma lupa para celular e um pano de batida. O monitoramento é realizado semanalmente pelos técnicos e produtores, principalmente nos meses de janeiro e fevereiro, e as informações coletadas enviadas em grupo de WhatsApp. A intenção, segundo Ana Paula, é prestar suporte em caso de infestações e registrar a ocorrência das pragas nas lavouras da região. “A ideia é o técnico estimular o produtor a usar essa metodologia” explica a pesquisadora.

Segundo Ana Paula, o monitoramento ainda é pouco utilizado na região, embora seja importante para evitar o uso indiscriminado de inseticidas. “Observamos muito produtor fazendo aplicação desnecessária. E isso preocupa a todos nós”, comentou o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Evair Ehlert, durante a reunião.

Uma amostragem a partir de 20 lagartas no monitoramento, por exemplo, indica nível de controle. Mas, os produtores aplicam produtos de forma preventiva, sem esse nível de controle. O que gera problemas secundários e aumenta os custos das lavouras. “Esse é o cenário do produtor de soja hoje”, complementa a pesquisadora.

O trabalho de monitoramento também prevê um boletim informativo, indicando a situação das pragas e as possíveis estratégias de manejo. “O que a gente espera é que produtores e técnicos tenham a consciência de fazer ou não aplicações. E, caso seja necessário, que procurem produtos seletivos, que não eliminem os inimigos naturais das pragas”, completa.

Outra preocupação é com a identificação correta dos insetos, já que determinados produtos são específicos para controle de algumas espécies, mas de outras não. Atualmente, existem 30 formas diferentes de atuação dos inseticidas, conforme o Comitê Brasileiro de Ação à Resistência a Inseticidas (IRAC).

A identificação correta, conforme Ana Paula, é a base do Manejo Integrado de Pragas (MIP), para que então o produtor possa escolher de forma consciente um produto mais seletivo e, assim, manter uma boa sanidade da lavoura. “Mas isso depende muito do produtor. Ele tem que estar aberto e deve querer monitorar”, finaliza.

BRS Pampa CL é lançada na 29ª Abertura da Colheita do Arroz

A 29ª Abertura da Colheita do Arroz abriu suas atividades no primeiro dia de evento, que além do recebimento das caravanas de produtores que movimentaram o espaço, contou com o lançamento de uma nova cultivar de arroz irrigado mais sustentável: a BRS Pampa CL, oriunda da  cultivar BRS Pampa, e agora, inserida no sistema clearfield. O material genético é um resultado de pesquisa das unidades da Embrapa, a Embrapa Clima Temperado (Pelotas,RS) e a Embrapa Arroz e Feijão (Goiânia,GO).

A BRS Pampa CL foi lançada oficialmente durante a programação do Fórum Técnico, apresentada pelo pesquisador Ariano Martins de Magalhães Júnior, melhorista genético, que comentou que há muito tempo esta cultivar era uma demanda dos produtores de arroz. “Ela vem sendo pesquisada há oito anos, e agora, está pronto sendo um material considerado competitivo e sustentável. Ela é precoce, usa menos defensivos, economiza água, e tem excelente qualidade industrial. É uma variedade top”, disse Magalhães.

O pesquisador embasou sua opinião ao apresentar ao público a origem e história do surgimento da BRS Pampa CL, quais  foram as escolhas utilizadas de cruzamento genético, mostrado os padrões agronômicos oferecidos no material, sua reação às doenças (resistência a brusone e mancha parda, por exemplo), os padrões de grãos, além de várias imagens da nova cultivar em ensaios e testes. “Fizemos uma busca de estudo em 100 linhagens, destas, sobraram três seleções que se aproximaram das características da BRS Pampa, então, afinamos em uma seleção, cujo resultado estamos entregando, hoje, aos produtores”, explicou Magalhães.

Características da Pampa CL

– Precoce (cerca de 115 dias)

– Economia em irrigação, cerca de 15% de água

– 1 aplicação de fungicida X 3 ou 4 aplicações de cultivares convencionais

– Alcance em até 64% de grãos inteiros

– Produtividade acima de 10 ton/há

A BRS Pampa CL terá suas sementes disponíveis ao mercado na próxima safra 2019/2020. O grão ocupará no mercado a classificação de arroz Premium.

Ato de apresentação no estande da Embrapa

Ainda na quarta-feira (20/02), ao final da tarde, no estande institucional da Embrapa, foi feito um ato de apresentação da cultivar BRS Pampa CL, lançada ao mercado arrozeiro ao público visitante, parceiros da Empresa, produtores rurais, empregados e imprensa.

Nesta cerimônia, o pesquisador Ariano Martins de Magalhães Junior lembrou mais uma vez das características positivas da cultivar e da grande expectativa por parte de produtores.

O chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Alcido Wander, destacou que embora as duas unidades de pesquisa estejam conduzindo mais à frente o resultado deste trabalho de pesquisa, há muitas outras Unidades de pesquisa da Empresa que fazem parte da entrega deste produto à sociedade. “Estamos conquistando o alcance de uma tecnologia para a cultura do arroz que foi feita pela articulação e motivação das parcerias, que deram também condições de oferecermos soluções em momentos difíceis na gestão tempos de crise no país e no mundo”, falou Wander.

“O que todos vemos aqui é uma tecnologia expressamente amigável com o ambiente, onde é empregado as premissas que defendemos de racionalização dos recursos naturais e manejos mais sustentáveis e de oferta de produtos que atendam a busca pela saudabilidade das pessoas ”, disse Clenio Pillon,chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, que sedia pela primeira vez a Abertura da Colheita do Arroz.

Após, foi servido um coquetel a base de farinha de arroz, com degustação de prato com a cultivar de arroz BRS Pampa CL e cerveja artesanal produzida com o grão.

Embrapa Clima Temperado
clima-temperado.imprensa@embrapa.br
Telefone: (053) 3275-8113

Integração Lavoura-Pecuária é tema de palestra na Abertura da Colheita do Arroz

Durante o Fórum Técnico da 29 Abertura Oficial da Colheita do Arroz, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) Jamir Silva falou sobre a integração Lavoura-Pecuária (iLP) como estratégia para diversificação das lavouras de arroz em terras baixas. A atividade ocorreu no auditório principal, na tarde do dia 21, na Estação Experimental Terras Baixas (ETB).

Na palestra, o pesquisador explicou que os ciclos de pastagens aliados ao pastejo são responsáveis pela recuperação de carbono e regeneração do solo, e que a técnica permite intensificar a produção de maneira mais sustentável. “O futuro da alimentação do planeta passa por soluções para intensificação sustentável da produção, que promovam ganhos de eficiência para se produzir mais alimento com menos área, água e outros insumos e nutrientes”, disse.

Segundo o pesquisador, alguns modelos de ILP permitem incremento de 6% a 17% nas lavouras de arroz ao aproveitar os benefícios que a pecuária deixa no solo a nível de pousio. Em trabalhos previamente realizados, chegou-se a observar ganhos de 24% nas lavouras de arroz irrigado nas áreas com as melhores pastagens leguminosas de inverno em três anos de pousio.

Em relação ao cultivo em terras altas, o pesquisador também destacou a produção de carne equivalente a 65% a mais do que a soja na integração com pastagem de inverno e com lotação adequada de animais na área. As avaliações foram de oito anos, em sistemas no município de Tupanciretã/RS.

Para Jamir, esses resultados têm relação direta com o incremento da qualidade do solo gerado pela integração. Para exemplificar, o pesquisador apresentou quatro modelos de cultivo, destacando os benefícios daquele em que a integração é realizada com três anos de pastagens e três de culturas. “É importante trabalhar essa integração nos nossos sistemas aqui na região”, afirmou.

No entanto, Jamir chamou atenção que ter lavoura e animais na propriedade não necessariamente significa integração. “Sistemas integrados pressupõem aproveitar o sinergismo nas interações das atividades na mesma área. Não é apenas uma propriedade diversificada”, explicou.

O segredo, de acordo com Jamir, é que os animais comam de “boca cheia”, reduzindo até 40% a 50% da parte aérea das plantas. Para isso, é necessário se fazer ajuste de carga animal, de maneira que sempre haja oferta de folhas para o pastejo. Isso faz com que os animais caminhem menos e, assim, gastem menos energia. “O manejo de pasto é o desafio”, afirma.

A presença dos animais também permite a adubação de sistemas. “Temos que aproveitar as fezes e a urina que tão caindo no solo. É isso que vai melhorar a qualidade do meu ambiente”, completou. Para ele, solos descobertos representam perda de matéria orgânicas, nutrientes e água, além de custos mais elevados das lavouras.

Espaço apresenta estratégias de ILP e vitrine de forrageiras para o orizicultor

Área é implementada como diversificação à cultura do arroz e alternativa de renda para o produtor rural. Espaço de 1ha apresenta nove parcelas da coleção de forrageiras e instalação do sistema de ILP. Vitrine é diferencial na Abertura da Colheita e ficará permanente após encerramento do evento na base experimental da Embrapa.

Nesta 29° Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que abriu ao público, nesta quarta-feira (20/02), os visitantes vão conferir no Espaço Embrapa a área de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a vitrine de forrageiras de verão para a região, um diferencial da Abertura da Colheita, realizada pela Embrapa, que sedia o evento pela primeira vez. O objetivo do espaço de um hectare é apresentar mais uma alternativa de diversificação e rotação com a cultura do arroz e  suprir o problema do vazio forrageiro. O espaço está sendo apresentado durante os três dias do evento, no formato de visita guiada, às caravanas de visitantes vindos dos diversos municípios do Estado.

Na parte da tarde, das 13h30 às 17h30, os pesquisadores e técnicos estiveram apresentando aos visitantes as características dessas variedades e maneira mais correta de manejar o solo para evitar o encharcamento. Para o técnico da transferência de tecnologias da Embrapa Sérgio Bender, o espaço vem qualificar a proposta da feira que é a diversificação. “A proposta é dar visibilidade para várias tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, que podem ser utilizadas como opções para que o produtor possa fazer a melhor escolha para a sua propriedade. E com essas alternativas, ele melhora a matriz produtiva e diversifica a sua atividade, com rentabilidade financeira”, argumenta Bender.

Este espaço denominado de Coleção de Plantas Forrageiras e ILP conta com nove vitrines tecnológicas desenvolvidas por Unidades de pesquisa da Empresa. Nele são demonstradas o cultivo de forrageiras, a cargo da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora,MG) ao apresentar o Capim Elefante BRS Capiaçu, mais indicado para silagem, e o Capim Elefante Anão BRS Kurumi, mais indicado para pastejo. A Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) trouxe as populações derivadas da espécie Panicum maximum, o Capim BRS Zuri, BRS Quênia, BRS Tamani, materiais se adaptam bem as condições da região Sul, mesmo sendo de regiões tropicais, e também a cultivar de Brachiaria  BRS Ibyporã, hibrido que apresenta elevado grau de resistência à cigarrinha da cana do gênero Mahanarva.  “Ela apresenta boa produtividade e manejo relativamente fácil, boa qualidade também em termos de nutrição de plantas e é uma excelente opção para pastagem perene”, complementa Bender.  A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG) apresentou as características e o potencial produtivo dos materiais  de Sorgo BRS 658, cultivar  indicada para silagem e o Milheto BRS 1503. A Embrapa Pecuária Sul (Bagé,RS) completou o roteiro com a demonstração do Capim Sudão BRS Estribo, material que se adapta muito bem a região sul.

Fábio Lima é veterinário, em Pelotas,RS, participou do roteiro e conta que foi uma possibilidade de aprender ao conhecer novos materiais e aproveitar para transmitir aos produtores o conhecimento adquirido neste Espaço da Embrapa.

Espaço de ILP

Dentro do Espaço Embrapa, onde foi mostrada a coleção de plantas forrageiras há uma área dedicada à Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que mostrou uma opção para áreas não cultivadas, que podem ser realizadas no campo com o propósito de aumentar a renda do produtor.

Esse espaço alternativo ao orizicultor contou com a pastagem de capim sudão e animais da raça Jersey da Embrapa, voltada à pecuária leiteira. A área destinada à soja apresentou a BRS 6203 RR, cultivar produtiva e adaptada às terras baixas, indicando a possibilidade de cultivá-la, se for feito um manejo adequado de solo. Neste local, o sistema utilizado foi a tecnologia dos camalhões de base estreita e larga, que permitem que a planta consiga se desenvolver sem dificuldades.

A vitrine guiada estará à disposição dos visitantes e curiosos até o último dia do evento, sexta-feira, dia 22/02, nas lavouras demonstrativas da Estação Experimental Terras Baixas, durante a Abertura da Colheita. O evento é uma realização da Embrapa Clima Temperado em conjunto com a Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz). Esta base física da Embrapa fica localizada em Capão do Leão/RS.

Soja aparece como alternativa para diversificar a produção e aumentar a renda do produtor

A cada safra cresce o número de produtores que cultivam a soja em áreas baixas e úmidas, onde geralmente se planta o arroz. Com o manejo correto do solo para evitar o encharcamento, a variedade se torna a melhor opção na rotação de culturas do arroz. Além disso, ela é uma opção lucrativa para quem busca aumentar a renda da propriedade, pois é surge como mais uma alternativa para venda.

Durante a 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, assim como em edições passadas, a soja terá um espaço de destaque nas vitrines tecnológicas e estará nas discussões dos fóruns e painéis. Metade da área das lavouras demonstrativas está destinada a soja, com a cultivar BRS 6203 RR, desenvolvida pela Embrapa Trigo e Embrapa Soja. A tecnologia RR destaca-se por ser resistente ao glifosato, com ciclos mais precoces, alta carga produtiva e porte de planta que favorece o manejo da cultura para o agricultor.

O diferencial dessa cultivar é a sua adaptação em regiões frias do Sul do Brasil, e apresenta bom desempenho em áreas úmidas, permitindo o cultivo de soja em rotação com o arroz irrigado na Metade Sul. Durante o evento serão apresentadas mais características da cultivar aos visitantes, e a maneira correta de inserir a BRS 6203 RR em terras baixas.

Para obter melhores resultados no cultivo da soja em terras baixas é necessário que se faça um manejo correto do solo para evitar o encharcamento. A palestra “Prioridades para atingir a estabilidade produtiva da soja em Terras Baixas”, proferida pelo pesquisador Geovani Theisen, irá fazer um resumo sobre os principais aspectos técnicos no cultivo da soja em terras baixas com a finalidade de que se tenha estabilidade produtiva e produtividade constante ao longo das safras.

Para o pesquisador Geovani Theisen discutir assuntos relacionados a soja é muito pertinente em um evento orizícola, “a soja está sendo cultivada em áreas de terras baixas, fazendo parte da rotação de culturas com o arroz. A soja beneficia o arroz, reduzindo plantas daninhas e melhorando a fertilidade do solo. Porém, a soja deve ser cultivada com as técnicas corretas, para se ter um mínimo de eficiência produtiva e para que traga lucros ao produtor. Por esta razão a soja está presente num evento típico sobre arroz: o sistema de produção de arroz cada vez mais envolve a cultura da soja, assim como a integração lavoura-pecuária”.

A novidade da 29ª Abertura oficial da Colheita do Arroz é um espaço destinado para a integração lavoura-pecuária. A área contém lavouras demonstrativas de nove cultivares de forrageiras, exposição de gado de leite da raça Jersey e soja. Nele será abordado como inserir a soja num ambiente de terras baixas onde durante o inverno houve plantio de pastagens e gado. “A atividade pecuária é importante regionalmente, e quando a pecuária é bem conduzida ela pode trazer benefícios ao solo, que, em última análise, irá beneficiar a cultura cultivada na sequência, seja a soja, arroz, ou outra. Os detalhes de como fazer essa ‘mistura’ de atividades em uma mesma área agrícola é o que iremos abordar no espaço da ILP, juntamente com outros colegas pesquisadores da Embrapa”, resume Theisen.

Brasil possui 2.194 aeronaves agrícolas

Estudo divulgado pelo Sindag dentro da 29º Abertura Oficial da Colheita do Arroz aponta crescimento de 3,74% na frota em 2018, com 253 empresas aeroagrícolas (aumento de 3,7%) e 585 produtores com aviões próprios (+ 3,5%)

A aviação agrícola brasileira entrou 2019 com 2.194 aeronaves, segundo estudo divulgado nessa quarta-feira (dia 20), pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). O resultado significa o crescimento de 79 aparelhos em 2018, uma alta de 3,74% durante o ano – mais do que o dobro dos 1,54% (32 aeronaves) que a frota havia crescido em 2017. Os números foram levantados junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pelo engenheiro agrônomo e consultor do Sindag Eduardo Cordeiro de Araújo.

O estudo abrangeu também o número de empresas aeroagrícolas, que passaram de 244 em 2017 para 253 em 2018 (aumento de 3,7%), e de operadores privados (agricultores ou cooperativas que têm suas próprias aeronaves), que eram 565 em 2017 e chegaram a 585 no ano passado (+ 3,5%).

A divulgação do relatório foi no primeiro dia da programação do 29º Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre até sexta-feira (22), em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. A apresentação ocorreu no 26º Sindag na Estrada, o encontro itinerante que o sindicato promove com empresários, pilotos e outros profissionais do setor, além de autoridades e produtores rurais – que dessa vez foi no Auditório Principal do evento do arroz, na Estação Experimental Terras Baixas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Não por acaso, a movimentação do Sindag ocorreu ao lado de Pelotas, cidade que é berço da aviação agrícola brasileira – que completa 72 anos em 19 de agosto. O próprio autor do trabalho é uma das mais importantes referências do setor na atualidade. Araújo testemunhou ou esteve envolvido em muitas ações para o desenvolvimento do setor desde o final dos anos 60. Ele participou ainda da fundação do Sindag em 1992 e integrou a diretoria da entidade. Entre vários estudos e artigos, desde 2008 Araújo realiza levantamentos sobre a frota aeroagrícola e, mais recentemente, sobre o número e ranking dos operadores aeroagrícolas no País.

DISTRIBUIÇÃO

Segundo o estudo de agora, a frota aeroagrícola brasileira está dividida em 2.182 aviões e 12 helicópteros. Desse total:

–  1.461 aeronaves (66,59%) estão com 253 empresas aeroagrícolas – operadores de Serviço Aéreo Especializado (SAE), que prestam serviços para produtores.

–  709 aeronaves (32,32%) são de 585 operadores privados – Serviço Aéreo Privado (TPP), que são produtores ou cooperativas com suas próprias aeronaves

–  As 24 aeronaves restantes na conta são de governos ou autarquias federais ou estaduais, além de protótipo e aeronaves de instrução. Por exemplo, aviões pertencentes a corpos de bombeiros (combate a incêndios), os usados pela Academia da Força Aérea e aparelhos das seis escolas de formação pilotos agrícolas do país.

ESTADOS

Entre os 23 Estados com aviação agrícola, os que tiveram maior crescimento de frota foram o Mato Grosso, que recebeu 30 aviões em 2018, Mato Grosso do Sul, com mais 11 aeronaves; Goiás, com mais 10, e o Pará, com mais oito. Além do Maranhão, que teve um acréscimo de seis aeronaves.

No ranking estadual, o Mato Grosso segue na ponta, com 494 aviões. O Estado também tem o maior número de operadores privados (TPP): 233, contra 31 empresas aeroagrícolas (SAE).

Em segundo está o Rio Grande do Sul, que conta com 427 aviões – apesar de ter mantido em 2018 a mesma frota do ano anterior. Os gaúchos têm ainda o maior número de empresas aeroagrícolas: 72, além de 42 operadores privados.

São Paulo aparece em terceiro lugar em frota de aviões e helicópteros, com 317 aeronaves (três a mais que no ano anterior). O Estado é o segundo em empresas, com 45, e tem 41 operadores privados.

Já Goiás é o quarto no ranking dos Estados, com 287 aeronaves. Frota dividida entre 28 empresas e 59 operadores privados.

FABRICANTES

Entre as fabricantes de aviões agrícolas, a brasileira Embraer tem ainda 58% do mercado brasileiro, com suas variantes do avião Ipanema. Trata-se do projeto dos anos 70, de um avião com motor a pistão, que em 2015 lançou sua sétima geração (Ipanema 203) e desde 2004 sai de fábrica movido a etanol (Ipanema 202 A).

Porém, entre os diversos modelos que compõem a aviação agrícola nacional, cabe também ressaltar a entrada cada vez maior dos aviões turboélices, principalmente de fabricação norte-americana. Mais potentes e com maior capacidade de carga, os turboélices já são 18,09% da frota brasileira e representaram 57 das 79 aeronaves acrescentadas na frota em 2018. A título de comparativo, enquanto a frota aeroagrícola total cresceu 51,6% nos últimos 10 anos, a frota de turboélices aumentou 73,8% em cinco anos. Nesse segmento, liderada pela texana Air Tractor, maior fabricante mundial de aviões agrícolas e que ocupa 16,18% do mercado brasileiro – segunda no ranking das 14 indústrias presentes entre os operadores do País.

MUNDO

O Brasil segue com a segunda maior força aérea agrícola do planeta, atrás apenas dos norte-americanos, que possuem cerca de 3,6 mil aeronaves (85% aviões e 15% helicópteros), segundo a Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA), a sigla em inglês. O País está à frente ainda de potências como o México (2 mil aeronaves), Argentina (1,2 mil aeronaves), Nova Zelândia e Austrália (300 aeronaves cada), entre outras.

 

MOSTRA DURANTE O EVENTO

Além da divulgação, nessa quarta, do relatório sobre a frota e operadores aeroagrícolas, o Sindag permanece até sexta na Abertura da Colheita do Arroz com um estande na mostra das Vitrines Tecnológicas. No espaço, a entidade tem demonstrações práticas de um drone de pulverização e de um projeto de realidade virtual, além de uma mostra de tecnologias embarcadas.

O projeto virtual é o Aviação Agrícola 360°, do Instituto Brasileiro de Aviação Agrícola (Ibravag), ligado ao Sindag. Por ele, os visitantes podem ter a sensação de participar de todas as etapas de uma operação aeroagrícola – desde o briefing do voo, até a preparação do avião, além de voar sobre a lavoura.  A iniciativa serve para mostrar a rotina, importância e segurança da aviação agrícola tanto para pessoas leigas quanto para produtores rurais e profissionais que pensam em apostar nesse mercado.

Já a demonstração com drone de pulverização estará a cargo da SkyAgri, que realiza voos em uma lavoura experimental ao lado do estande do Sindag. Associada ao Sindag, a empresa levou para o evento o drone Pelicano, que transporta 10 quilos ou 8 litros de produto e tem capacidade de cobrir um hectare com um único voo (automático ou assistido por computador com câmera). A empresa também fornece tecnologias em drones de monitoramento de lavouras e é a primeira empresa de veículos remotos no mundo associada a uma entidade aeroagrícola.

Entre as tecnologias embarcadas, será possível ver, por exemplo, como funciona o DGPS (que, entre outras coisas, orienta o piloto em cada faixa aplicação e registra toda a operação) o fluxômetro (que regula a pressão e fechamento das barras de pulverização) e outros equipamentos. Nesse caso, a cargo da Agrotec Tecnologia Agrícola e Industrial, parceria do Sindag no evento.

Sindag anuncia hoje os números da frota da aviação agrícola brasileira

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) divulgará nesta quarta-feira (20) os dados atualizados da frota de aviões e helicópteros usados para o trato de lavouras no Brasil, incluindo ranking por Estados e os números sobre operadores aeroagrícolas no País. O lançamento dos relatórios sobre aeronaves e operadores vai ocorrer durante o Sindag na Estrada – encontro de aviação agrícola, no dia 20, às 19 horas, no Auditório Principal da 29º Abertura Oficial da Colheita do Arroz

O sindicato aeroagrícola está também um estande na mostra das Vitrines Tecnológicas, com demonstrações práticas de um drone de pulverização e o projeto Aviação Agrícola 360º – que, através de realidade virtual, leva os visitantes para dentro de uma operação com avião agrícola. Isso além da mostra de tecnologias embarcadas.

SEGUNDA MAIOR DO MUNDO

Conforme adianta o Sindag, o relatório da frota aponta um crescimento significativo no número de aeronaves agrícolas em 2018, em relação ao ano anterior. Também aumentou o número de empresas prestadoras de serviços aeroagrícolas para produtores e o País continua tendo a segunda maior força aérea agrícola do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos.

O estudo foi elaborado pelo engenheiro agrônomo e consultor do Sindag Eduardo Cordeiro de Araújo, que se debruçou sobre os dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Como em todos os levantamentos desde 2012, Araújo avaliou dados também sobre os tipos de aviões e os fabricantes que atuam no País, entre outras informações. Ex-diretor do Sindag e envolvido no setor desde o final dos anos 60, Araújo é hoje uma das mais importantes referências sobre a aviação agrícola nacional.

Bayer apresenta soluções tecnológicas na 29ª Abertura da Colheita do Arroz no RS

A safra 2018/19 de arroz apresenta estimativa nacional na ordem de 1.759 mil hectares. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção ocorre em todo o país, mas tem maior concentração na Região Sul, que é responsável por quase 80% da oferta nacional. Diante deste cenário, a Bayer participa de 20 a 22 de fevereiro da 29ª Abertura da Colheita de Arroz, na cidade de Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS).

Para a empresa é muito importante que o orizicultor tenha soluções adequadas que englobem todo o ciclo, desde a semente até o manejo das lavouras, viabilizando retorno máximo na produção e na qualidade dos grãos. “A Abertura da Colheita do Arroz é uma grande oportunidade para que possamos apresentar todos os benefícios de variedades adaptadas às demandas do agricultor brasileiro com tecnologias e soluções personalizadas para o campo”, destaca Eduardo Goulart, coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Bayer.

Devido à constante busca pela alta produtividade, a Bayer apresenta durante o evento, o herbicida Starice® indicado como melhor alternativa para os problemas de resistência de granirias na cultura do arroz e o fungicida Nativo®, que atua nas diferentes fases do ciclo de vida do fungo, desde a inibição da germinação dos esporos até o desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos nos tecidos foliares.

Para o evento, a empresa apresentará também toda a inovação agregada ao fungicida Fox® Xpro para o tratamento de doenças na soja e as variedades de semente de soja Monsoy M5947 IPRO e 5892 IPRO, que unem precocidade com alto potencial produtivo para o sul do Brasil. Ambas contêm a tecnologia INTACTA RR2 PRO®, que protege a planta contra as principais lagartas da cultura da soja.

De acordo com Goulart, esta é considerada uma das melhores opções de alternância. “A soja promove melhoria da lavoura como preparação de solo antecipado, estruturação para melhor drenagem e fertilidade, limpeza de plantas daninhas e alternativa de renda para os produtores”, argumenta.

Além disso, a Bayer irá expor a Climate FieldView™. A plataforma integra informações de solo, plantio, monitoramento, pulverização e colheita em um só lugar permitindo gerenciar operações com mais eficiência e maximizar o potencial de produtividade. A solução, disponível para resgate no programa de pontos da Rede AgroServices, já é utilizada em mais de 800 mil hectares no país.

“Com soluções e tecnologias integradas, ajudamos os orizicultores a contribuírem de forma significativa para produzir mais alimentos. Nosso desafio é ajudá-los a proteger este importante cultivo, que faz parte do dia a dia dos brasileiros, e tornar a produção de arroz mais eficiente de forma sustentável”, finaliza Goulart.

A fim de auxiliar o agricultor no desempenho de sua lavoura, a Bayer ainda conta com a Rede AgroServices, com o intuito de formar uma cadeia de troca de conhecimento e serviçoes entre diferentes stakeholders. Dentro da Rede, há o programa de pontos e para participar basta o produtorfazer o cadastro online na plataforma e começar a acumular pontos.  Entre os serviços mais resgatados na região estão o de Gestão de Pulverização Aérea, que tem como objetivo economizar e otimizar os produtos aplicados, pontencializar o desempenho na lavoura e o compromisso ambiental, além do Silo Bag, Agroespecialistas e Agricultura de Precisão.

Sobre a Bayer

A Bayer é uma empresa global com competências em Ciências da Vida nas áreas de agricultura e cuidados com a saúde humana e animal. Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar as pessoas e melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a companhia objetiva criar valor por meio da inovação. A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e com suas responsabilidades sociais e éticas como uma empresa cidadã. Em 2017, o Grupo empregou cerca de 99 mil pessoas e obteve vendas de € 35 bilhões. Os investimentos totalizaram € 2.4 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 4.5 bilhões. Para mais informações, acesse www.bayer.com.br.

Informações à imprensa

Weber Shandwick – Assessoria de Imprensa
Vanessa Oliveira – voliveira@webershandwick.com
Telefone: (11)3027-0277 / 98193-2341
Carlos Nascimento Jr. – cnascimento@webershandwick.com
Telefone: (11) 3027- 0210 / 98459-5253

Bayer – Comunicação Brasil
Renata Rossini – renata.rossini@bayer.com
Telefone: (11) 5694-4274 / 98360-3538
Paulo Pereira – paulo.pereira@bayer.com
Telefone: (11) 5694-5947/ 98338-7313

Declarações antecipadas quanto ao futuro
Este press release pode conter declarações quanto ao futuro baseadas em suposições e previsões atuais feitas pela administração do Grupo Bayer ou suas divisões de negócios. Diversos riscos conhecidos e desconhecidos, incertezas e outros fatores podem causar diferenças relevantes entre os reais resultados futuros, situação financeira, desenvolvimento ou desempenho da Empresa e as estimativas aqui fornecidas. Tais fatores incluem aqueles discutidos nos relatórios públicos da Bayer disponibilizados em seu website www.bayer.com. A Empresa não assume responsabilidade alguma pela atualização de tais declarações antecipadas quanto ao futuro nem sua adaptação a eventos ou desenvolvimentos futuros.

 

Fox® Xpro é destaque da Bayer na 29ª Abertura da Colheita de Arroz

A Bayer participa de 20 a 22 de fevereiro da 29ª Abertura da Colheita de Arroz, na cidade de Capão do Leão (RS), na região de Pelotas (RS).  Para o evento, a empresa apresentará toda a inovação agregada ao fungicida Fox® Xpro, que inclui ação sistêmica para o tratamento foliar que combate as principais doenças da soja. Ele atua por absorção, o que permite entrada rápida dos ingredientes ativos na folha da planta. Além disso, possui maior resistência à chuva, o que otimiza ainda mais os benefícios da formulação do fungicida. A tecnologia apresenta alto espectro de controle das três principais doenças da soja: ferrugem asiática, mancha alvo e antracnose.

Bayer leva dupla eficiente para os produtores durante a 29ª Abertura da Colheita de Arroz

Devido à constante busca pela alta produtividade do sul do país, a Bayer apresenta na 29ª Abertura da Colheita de Arroz, durante os 20 a 22 de fevereiro no Rio Grande do Sul o herbicida Starice® indicado para o controle de plantas daninhas anuais na cultura do arroz e o fungicida Nativo® , que atua nas diferentes fases do ciclo de vida do fungo, desde a inibição da germinação dos esporos até o desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos nos tecidos foliares.