Mercosul e ICMS marcam discursos na Abertura da Colheita do Arroz

Com a busca de alternativas para o contexto econômico do setor orizícola e a solicitação de medidas de apoio público, foi aberta oficialmente nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha (RS), a colheita do arroz. Autoridades e produtores rurais prestigiaram o desempenho de quatro colheitadeiras na lavoura preparada para o evento. A cerimônia se encerrou com a tradicional “chuva de arroz”, onde os produtores comemoram os resultados do processo produtivo.

O presidente da Federação de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, enfatizou que faltam recursos para promover comercialmente o arroz gaúcho e torná-lo competitivo em relação aos outros estados. “É mais complexo que somente custo de produção”, avaliou, fazendo um apelo ao governador José Ivo Sartori para a redução do ICMS e da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO). Dornelles também criticou a fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura e solicitou o auxílio do órgão nesta questão. “Estamos passando por uma injustiça social e econômica. A gente acaba por se emocionar quando a colheitadeira passa, mas estamos celebrando sem nenhuma festa”, finalizou.

O governador demonstrou disposição em avaliar uma eventual diminuição de imposto. “Tenho acompanhado as dificuldades do setor arrozeiro, sabemos que os produtores enfrentam falta de renda e que a safra de 2017 será menor. Vamos ver o que é possível propiciar em relação ao ICMS, e precisamos rediscutir as regras do Mercosul para que os agricultores não sofram ainda mais prejuízos”, disse. Nesse sentido, o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, propôs a união do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para conquistar condições de competitividade. “Não podemos admitir que produtores de arroz, de trigo e de leite paguem a conta. Quando o produtor não tem renda, não compra máquina, não renova e atinge a economia dos municípios, do Estado e do país”, salientou.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, destacou que, apesar do momento difícil pela qual se encontra o Brasil, o órgão avançou em temas como a regularização do seguro, o preço mínimo do arroz e do trigo e o primeiro leilão de PEP e Pepro, embora ainda precise evoluir no orçamento. O secretário ressaltou que pretende encaminhar ao Ministério da Fazenda o alongamento do custeio. “As parcelas que foram renegociadas ano passado e estão vencendo agora precisam ser consolidadas pela equipe econômica e pelo voto do Conselho Monetário Nacional”, explicou. Ele afirmou estar disponível para discutir a política de preços mínimos. “Tragam os custos, vamos abri-los, se o governo federal estiver errado, faremos o enfrentamento, mas tem de ser de forma clara. Nós também vamos fazer o dever de casa”, assegurou.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) Carlos Sperotto, falecido em dezembro do ano passado, foi homenageado no início da cerimônia. Em nome da família do líder ruralista, a esposa Mariana Geiss e os filhos Marlova, Alexandre e Carlos Eduardo Sperotto receberam da Federarroz a tradicional Pá de Arroz. A ferramenta é entregue àqueles que contribuíram para o setor.

A cerimônia também contou com a participação de representantes do setor como o presidente do Irga, Guinter Frantz, do diretor da Comissão de Arroz da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong e do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) Carlos Joel da Silva.

A 28ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz foi organizada pela Federarroz, com o apoio do Irga, e é a quarta vez que o evento é realizado na Estação Experimental do Arroz do Instituto, em Cachoeirinha (RS).

Produtores e especialistas movimentam Vitrines Tecnológicas

O bom tempo contribuiu para o aumento de visitações às Vitrines Tecnológicas no segundo dia da 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha (RS). No roteiro, que dura cerca de uma hora, produtores, estudantes e profissionais de agronomia podem acompanhar de perto os principais produtos, técnicas de cultivo e resultados de pesquisas na área de orizicultura.

Com o objetivo de disseminar boas práticas de manejo durante todo o processo de cultivo do grão, empresas e instituições aproveitaram para trocar informações com pessoas vindas de várias regiões do Estado. “Temos de fazer o básico com eficiência”, enfatizou o engenheiro agrônomo Luciano Carmona, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). “Não existe mais lavoura de baixa tecnologia, precisamos de produtividade para nos mantermos no mercado, e isso quer dizer comprar os insumos certos, fazer um manejo correto”, complementou.

Na mesma exposição, o engenheiro Pablo Badinelli, também do Irga, deu dicas para os produtores que utilizam soja em rotação com arroz. “Para o cultivo da soja, há dois aspectos fundamentais: um é conhecer bem o terreno e a limitação de drenagem. Outro é plantar na época certa. Plantem cedo, aproveitem a irradiação”, sugeriu, acrescentando que existem inclusive benefícios econômicos, ao reduzir a incidência de pragas, como o percevejo. “A soja plantada em outubro não será tão afetada, enquanto a de dezembro passará todo o ciclo sob pressão de pragas e doenças”, alertou.

Já a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou quatro variedades de arroz irrigado, de ciclos médios e curtos, desenvolvidas para terem um controle eficaz de plantas daninhas. A mais recente é a BRS A701 CL, que vem sendo utilizada na fronteira oeste do Estado, região afetada especialmente pelo arroz-vermelho. Para o fitopatologista Cley Donizetti Nunes, o processo para se lançar um novo produto leva de 8 a 12 anos, entre verificação da demanda, pesquisa e seleção dos melhores materiais. “A indústria está continuamente testando, mas é rigorosa nos critérios”, reforçou. “O BRS Pampeiro, por exemplo, está tendo boa aceitação, em função de resultados culinários”.

A abordagem foi aprovada pelos produtores presentes. “A parte final do roteiro é a mais interessante, pois traz conhecimento prático”, avalia o produtor César Casarin, de Mostardas (RS). “Em futuras edições, isso pode ser ainda melhor explorado”, sugeriu, acrescentando que os dados são de utilidade aplicável no dia-a-dia. Já o produtor Lucas Martins Machado, de Arroio do Sal (RS), ressaltou a organização. “Gostei, foi tranquilo e bem montado”, avaliou.

Homenageados recebem distinção do setor arrozeiro gaúcho

Em uma concorrida cerimônia no início da noite desta quinta-feira, 22 de fevereiro, no auditório principal da Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha (RS), a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) entregou homenagem aos nomes que contribuíram ao longo do último ano com o setor orizícola gaúcho. O ato fez parte da 28ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que está sendo realizada no município.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, destacou em seu discurso cada um dos homenageados e a sua importância para o setor arrozeiro. O dirigente reforçou o empenho de cada um dos nomes que recebeu a distinção na noite. “São escolhas sinceras que o setor percebeu durante o ano o destaque de cada um, sejam elas discretas ou não, pela importância e pela dedicação e até a sinceridade pelo que se envolveu com os arrozeiros e este produto que somos tão orgulhosos de produzir”, ressalta.

A noite também foi do lançamento do livro “Cenário do Arroz – 110 anos da Lavoura Arrozeira em Alegrete”, de realização da Associação dos Arrozeiros de Alegrete e coordenado pelo jornalista Nilson Gomes. Também ocorreu a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Federarroz, Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Ministério do Desenvolvimento Social com o objetivo de implementar atividades conjuntas para a realização de de programas de incentivo da produção e consumo de arroz e seus derivados.

Confira os homenageados

Pioneiro do Arroz: Luiz Osório Rechsteiner Filho – Produtor em Pelotas (RS)
Lavoura Nota 10: Jair Leandro Buske – Produtor em Agudo (RS)
Amigo Arrozeiro: Alceu Moreira – deputado Federal (MDB/RS)
Mercado Interno: Ariano Martins de Magalhães Junior – pesquisador da Embrapa
Mercado Externo: Evaldo Silva Junior – diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério da Agricultura
Sustentabilidade: Lilian Zenker – chefe de Gabinete da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul
Imprensa: Alex Soares – apresentador e editor do Conexão Rural, da Rádio Acústica, de Camaquã (RS)
Imprensa: Cicico Dorneles – apresentador da Rádio Charrua, de Uruguaiana (RS)
Inovação: Caio Rocha – secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social
Técnico Estadual: Enio Alves Coelho Filho – agrônomo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga)
Técnico Federal: Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior – analista de Mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
Homenagem Especial: Carlos Joel da Silva – presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS)
Homenagem Especial (In Memorian): Carlos Sperotto – ex-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul)

Evento do arroz teve encontro de empresários aeroagrícolas

Segurança de pilotos agrícola, qualidade nas operações e a responsabilidade solidária de produtores que contratam empresas não idôneas, em caso de acidente, foram alguns dos temas discutidos nessa quinta-feira (22) em mais uma edição do projeto Sindag na Estrada, do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola. Dessa vez o encontro ocorreu no estande do Sindag dentro da 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Cachoeirinha/RS.

Os empresários aeroagrícolas e técnicos do setor discutiram também a proposta de elaboração de um estudo aprofundado sobre os custos para os operadores em cada tipo de lavoura e conforme os modelos de aviões ou helicópteros utilizados. Outros temas da pauta foram as relações com entidades governamentais, os preparativos para o 2º Seminário de Aviação Agrícola, que vai ocorrer em maio, em Porto alegre, e o Congresso a Aviação Agrícola do Brasil, em agosto, em Maringá.

Essa foi a 11ª edição do Sindag na Estrada, que desde o ano passado teve rodadas também em São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Goiás. O objetivo da iniciativa é levar qualificação aos operadores e otimizar a comunicação do setor com a sociedade, incentivando ações proativas regionais. Isso além de promover a integração entre os operadores e profissionais aeroagrícolas e aproximá-los do Sindag.

Reduzir custos é fundamental para a competitividade no mercado orizícola

Endividamento, ingresso de arroz do Mercosul e preços baixos. Essas são questões que nunca saem de cena quando se tratam de problemas da lavoura orizícola. Os custos de produção e perspectivas para o mercado de arroz foi tema do último debate desta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz.

A palestra foi realizada pelo economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Segundo ele, os três problemas citados acima têm em comum que não são causa, mas consequência. O economista cita, por exemplo, a questão do endividamento. “Nós estamos sistematicamente gastando energia em um assunto que não se revolve. Ficar renegociando dívidas não resolve acesso ao crédito nem acaba com o débito. É como enxugar gelo, o problema que gera endividamento não é resolvido”, afirmou.

O economista explicou de que maneira se comporta o mercado. Nesse contexto, o arroz que ingressa do Mercosul no Brasil deve-se ao fato de que o vendedor considera oportunidades favoráveis. Dessa forma, se o preço no mercado interno estiver acima do bloco, o cereal entrará no país. “Nas commodities, só se ganha de um jeito bastante frio: ou mata ou morre. O arroz não entra por acaso, commoditie é guerra. O preço do arroz é ruim porque não cobre nossos custos, mas para a concorrência é muito bom”, disse.

Os países vizinhos contam com um custo de produção inferior aos praticados no mercado interno, seja na compra de máquinas agrícolas e agroquímicos, ou nas condições de armazenagem. Assim, Antônio da Luz destacou que os orizicultores brasileiros precisam apresentar competitividade. O economista questionou o fato de que o Brasil não pode comprar insumos do Mercosul da mesma maneira que eles vendem o produto processado. Além disso, Luz destacou que muitos produtos, comercializados com preço mais baixo nos outros países, são fabricados no Brasil. “Por que não posso comprar do outro lado um produto que foi feito aqui?”, lembrou. De acordo com o economista, o Brasil precisaria ser um país mais aberto e proporcionar liberdade de mercado para o setor produtivo.

Palestra ensina como vencer em tempos de crise

A 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz trouxe aos produtores e empresas uma mensagem de otimismo: é possível vencer em tempos de crise. O professor Ernani Carvalho Costa Neto, coordenador do núcleo de Agronegócio da ESPM Sul, apresentou ao público presente no auditório principal da Estação Experimental do Irga exemplos práticos de ações para melhorar a produtividade em um momento em que o preço do arroz vem caindo, e os custos, aumentando.

Investir em inovação, segundo ele, é um caminho. Implementar novos processos, como o controle de pragas, ajuda a evitar desperdícios. “Não podemos controlar o preço final do produto, pois isso vem do mercado, mas devemos trabalhar com o que é possível, como os custos de produção”, explicou.

No entanto, alertou que não se pode confundir redução de custo com redução de qualidade. “Boa gestão faz a diferença. Garantir talentos, manter o que funciona e pensar à frente, com metas a longo prazo, são características de uma liderança forte”, ressaltou

O professor ainda citou o aumento da produtividade nas lavouras de arroz mesmo que menor área cultivada como lição de quem buscou fazer mais com menos, visualizando oportunidade e buscando eficiência. “A empresa que quiser se destacar terá de ter representatividade, vigor e, principalmente, resiliência para não se acomodar”, ensinou.

Preços defasados e alto custo de produção inviabilizam a cadeia do arroz

O comportamento do mercado mundial do arroz apresenta-se o oposto do mercado interno brasileiro. A expectativa é de uma valorização de alta nos preços internacionais para o decorrer de 2018. As afirmações foram feitas por Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no painel “Conjuntura e Cenários para a Safra 2017/2018” do Fórum Mercadológico da 28º Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre na Estação Experimental do Arroz do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha (RS).

Júnior citou dados do Departamento norte-americano de Agricultura (USDA) para justificar esta expectativa mundial, que dão conta de uma redução na produção mundial do cereal para a próxima safra e expansão dos estoques chineses. Com relação ao Mercosul, destacou que o Uruguai voltou a ser um importante país importador do mercado brasileiro, e já o Paraguai vem colocando muito arroz no Brasil, onde o Rio Grande do Sul tem previsão de queda de área e de produtividade.

Na questão da evolução dos preços, Júnior destacou que a queda observada no ano passado, atrelada principalmente com a redução da demanda interna e externa que resultou no aumento do estoque de passagem e pressão nos preços, hoje o valor da saca de arroz está, em média, a R$ 35,05 no Rio Grande do Sul, ou seja, abaixo do preço mínimo que é de R$ 36,01. “Com a redução na demanda e os estoques de passagem mais elevados, observa-se que a produção não tem sido preponderante na formação dos preços. Hoje, a produção de 11,6 milhões de toneladas está abaixo da média histórica, ou seja, o mercado deveria estar até operando com um certo viés de alta, porém nota-se um forte viés de baixa. A previsão de preços esta safra 2017/2018 de R$ 42,00, será muito difícil de alcançar em 2018”, observou.

Para o diretor comercial do Irga, Tiago Barata, que também participou do painel, o setor arrozeiro, importante atividade da economia do estado, passa por imensas dificuldades, e um dos grandes fatores é a redução dos preços que hoje chegam a patamares de três anos atrás. “Se ampliarmos o horizonte deste cenário, nós já tivemos, sem nenhuma correção na evolução dos preços no mercado, valores nesses patamares há nove anos, o que reflete a dificuldade vivida pelos produtores”, colocou.

Barata salientou que além disso, sabe-se que os custos de produção têm crescido em uma velocidade muito significativa, causando a inviabilidade econômica da atividade produtiva. “Neste último ano tivemos uma ligeira redução dos custos em razão da diminuição do preço do arroz que é referência para vários indicadores que compõem estes custos, mas isto não trouxe alívio para o setor. Se fizermos uma análise da produtividade média obtida nas últimas safras e a produtividade média necessária para cobrir os custos ficam evidentes as preocupações atuais. Nos últimos 14 anos o produtor acumulou prejuízo de 124 sacos por hectare, isso considerando o custo de produção e produtividade média levantados pelo Irga e o preço médio anual levantado pelo Cepea”, ressaltou.

O diretor comercial do Irga finalizou a sua palestra dizendo que é preciso estar consciente de que a sustentabilidade econômica da atividade produtiva de arroz no estado depende de mudanças nas questões estruturais. “Precisamos corrigir questões ligadas à tributação, custo de produção, logística e consumo”, sinalizou.

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz), Elton Doeler, essa situação do arroz não é nova, nem simples e nenhum elo da cadeia está satisfeito. Afirmou que o setor como um todo precisa encontrar uma solução construída com inteligência e tentar precificar e sustentar o preço do arroz. “A grande questão é que o mercado é soberano e vive de expectativas. Precisamos rum piso e o que dificulta é que o setor produtivo vem sofrendo uma concorrência muito forte. Precisamos ter um grande comprador que chama-se governo”, salientou.

Empresas de máquinas destacam desafios da produção agrícola no país

Utilização da tecnologia e rotação de culturas. Estas foram as alternativas apontadas pelos executivos das principais empresas de equipamentos agrícolas em painel realizado na tarde dessa quinta-feira, 22 de fevereiro, na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha (RS). No debate, os líderes discutiram sobre o porquê de suas empresas apostarem no Brasil.

O diretor da CaseIH, José Henrique Karsburg, destacou que o momento é delicado para tomar decisões. De acordo com o dirigente, “enormes desafios geram importantes oportunidades”. O executivo defende que é preciso vender mais arroz e encontrar outros países importadores, a exemplo de China e Nigéria. Para ele, a questão econômica é fundamental, uma vez que se importa muito mais arroz do que se exporta. “Não há cadeia que resista. Precisamos reverter”, avaliou.

O gerente de marketing da New Holland, Cristiano Conti, afirmou que é preciso repensar determinados comportamentos. “Gestão deixa de ser produzir e vender. Cada vez mais, na gestão de uma empresa, os detalhes fazem a diferença, às margens estão apertadas e os custos têm que ser referenciados. Para Conti, a utilização da tecnologia é uma forma de buscar a eficiência. “A agricultura de precisão traz agilidade e redução de custos na utilização da água e do manejo do solo. A gente não pode se assustar com esse tipo de tecnologia. Ela vem para facilitar a condução dos equipamentos”, destacou.

O gerente de vendas, da John Deere, Eduardo Romann Martini, destacou que a população é cada vez mais urbana e alguém precisa produzir os alimentos. O dirigente analisou que, uma vez que o consumo não depende do produtor e sim do mercado, o que pode ser controlado são os custos. Martini lembrou, citando informações do Irga, que depois da terra, o maior dispêndio é com a irrigação. O incremento da receita, disse o gerente, pode ser buscado com a rotação de culturas. “A soja está para o arroz assim como o milho está para a soja”, afirmou.

O último convidado do painel foi o vice-presidente de vendas e marketing da AGCO da América do Sul, Werner Santos. O executivo destacou a importância do Brasil no contexto da economia mundial. “O país tem uma das maiores áreas disponíveis para a agricultura, além de clima favorável e potencial hídrico”. Santos ainda disse que o futuro do agronegócio passa pela diversificação. O encontro que lotou as dependências do auditório principal da Abertura da Colheita do Arroz, contou com a mediação do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) Henrique Dornelles.

John Deere destaca soluções em agricultura de precisão na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

O arroz é uma cultura cultivada e consumida em todo o mundo, com destaque para a Ásia e América Latina, com importante papel econômico e social nestas regiões. A John Deere, consciente da relevância da rizicultura para o País, apresenta soluções integradas em agricultura de precisão para aumentar cada vez mais a produtividade e a rentabilidade dos produtores em sua participação na Abertura Oficial da Colheita do Arroz.

A empresa estará presente, por meio do concessionário Verdes Vales, no evento que acontece em Cachoeirinha (RS), de 21 a 23 de fevereiro, com os objetivos de apontar as principais novidades do setor e debater os rumos da produção e do suprimento arrozeiro.

“O arroz é um dos principais produtos da cesta básica dos brasileiros porque é versátil e consegue adequar-se às diferentes preferências do consumidor. Por isso, é de extrema importância dentro da cadeia de produção do país”, destaca Eduardo Martini, gerente de Vendas da John Deere Brasil. Ele fará uma palestra para o Painel Mercadológico, no dia 22 de fevereiro, às 14h. O tema é “Por que o Brasil? Visão dos executivos das principais marcas”.

A região Sul do Brasil desempenha um papel primordial na produção agropecuária brasileira, principalmente pela atuação de médios e pequenos proprietários, além da agricultura familiar. Segundo a CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento, o Rio Grande do Sul concentra 70% da produção de arroz do País e o cultivo é, na sua maioria, irrigado. A previsão da média nacional de produtividade é de 5.978 kg/ha.

Martini afirma que o evento é uma maneira de apresentar as maiores novidades do setor aos produtores que precisam produzir com cada vez mais eficiência. “Temos a oportunidade de mostrar as soluções inovadoras desenvolvidas pela John Deere que garantem maior eficiência na operação dos clientes, como todas as soluções em agricultura de precisão”.

Inovação é o lema

Um exemplo disso é a criação das Colheitadeiras da Série S400. Desenvolvida após análise das demandas dos produtores nacionais, a máquina traz como diferencial a substituição da tecnologia saca-palha pelo rotor. A troca garante simplicidade operacional, menor índice de perdas, melhor limpeza e qualidade do grão com resultados efetivos na colheita. Além disso, as colheitadeiras adaptam-se às características locais de terrenos da região Sul com um relevo mais acidentado.

O objetivo é fornecer um equipamento que possui maior eficiência no consumo de combustível e menor peso, o que evita a compactação do solo. Outro destaque é o Sistema DF4 que aumenta a capacidade de limpeza e diminui as perdas em até 11%.

O modelo ainda oferece facilidade ao produtor por meio do piloto-automático, o que gera 8% a mais de produtividade. Segundo o especialista em Colheita da John Deere no Brasil, Marcos Balsan, “a aplicação e a eficiência do piloto automático sobre taipas na colheita do arroz é garantida pelo exclusivo sistema TCM dos receptores StarFire™ 6000 que corrige a posição da máquina mesmo em terrenos irregulares, mantendo sempre as passadas paralelas e utilizando toda a largura de corte da plataforma, assim o operador pode se concentrar em garantir o pleno funcionamento da máquina e os ajustes necessários para evitar perdas e obter a melhor qualidade do grão”.

Agricultura de Precisão

A operação de preparo de solo na cultura do arroz é responsável pelo sucesso da implantação da lavoura, e por isto esta fase é tão importante. Erros nessa parte do ciclo produtivo podem trazer um grande aumento nos custos de produção e reduções significativas na produtividade da safra em questão.

A John Deere tem soluções exclusivas para essa operação com ferramentas de manejo de água em superfície como o Surface Water Pro™, que coleta dados altimétricos para uso em um Software chamado AgroCAD, que é um plug-in que permite o planejamento das operações de nivelamento e sistematização da área para implementação da lavoura, tudo isso utilizando orientação via satélite e piloto automático. Com o Surface Water Pro™ também é possível fazer o nivelamento da lavoura em tempo real sem depender de sistemas laser e sem sofrer com intempéries, como vento, poeira e neblina.

Para os produtores que sistematizam a lavoura movimentando terra com lâminas e scrapers, a John Deere oferece o sistema IGrade™ que faz o controle automático da posição do implemento, garantindo a precisão altimétrica e o menor esforço possível de movimentação de terra, reduzindo custos e aumentando a eficiência na execução da tarefa.

E para completar as soluções, a John Deere oferece ainda seu sistema de correção RTK, que possibilita precisão de 2,5 cm e repetibilidade entre passadas por tempo indeterminado.

“Temos a missão de oferecer soluções completas em otimização de máquinas e operações e suporte às decisões agronômicas. Nossa expectativa é que as inovações tecnológicas proporcionem um cenário cada vez melhor para a agricultura brasileira e que junto com os produtores possamos responder ao desafio de alimentar uma população mundial crescente”, diz Martini.

Além das tecnologias para otimizar custos de produção, é preciso diversificar a renda do produtor. Com as novas variedades de soja mais tolerantes ao excesso hídrico, o plantio de soja em áreas de arroz vem se mostrando viável e uma excelente alternativa para incrementar renda agrícola e para rotação de cultura.

“Estima-se que existem 300 mil hectares de soja sendo plantadas em lavouras de várzeas, com um potencial de chegarmos a 1 milhão de hectares, o que trará uma renda de R$ 3,2 bilhões para o setor”, conclui Martini.

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